Vale do Pati – Chapada Diamantina – Dia 3

Da dna. raquel ao seu eduardo

No post anterior, contamos como foi a Trilha para o Morro do Castelo, para a Cachoeira dos Funis e sobre como foi incrível o forró na casa da D. Raquel (link aqui).

Acordamos com uma certa dificuldade hahahaha (pq será né?), tomamos aquele café da manhã incrível, com aquele bolo de tapioca que jamais vou esquecer. Arrumamos nossas coisas, e saímos para o nosso terceiro dia de trekking.

O roteiro era seguir até o Poço da Árvore ou Poção, tomar um banho de cachoeira, relaxar e depois seguir para a casa do Seu Eduardo. Mas, o Zé tinha falado que se estivéssemos bem, poderíamos chegar no Seu Eduardo e ainda ir para o Cachoeirão por baixo.

poço da árvore

Chegamos no Poção e ficamos um bom tempo ali e aí seguimos em direção à casa do Seu Eduardo para deixar as nossas mochilas e fazer um belo lanche. Quem gentilmente nos recebeu foi o Vitor, neto dele, que é quem cuida de tudo por ali. O Seu Eduardo não pode morar mais lá devido suas condições de saúde atual e também pela idade avançada. Depois que caiu de mula, não pode mais montar e a família achou melhor levar ele pra cidade.

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Poção

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ou Poço da Árvore

Amigos pela trilha

cachoeirão por baixo

Após o lanche, seguimos então para a trilha do Cachoeirão por Baixo. Na minha opinião foi a trilha mais difícil de todo o Vale do Pati. Muitas pedras escorregadias, muitos troncos soltos, quase uma escalaminhada em alguns pontos. Dura, mas incrível, a sensação era de que toda aquela natureza te abraçava e você simplesmente fazia parte de tudo aquilo.

Depois de quase uma hora de caminhada chegamos ao primeiro poço. Aquela água cor de cobre linda e gelada. Optamos por não entrar e seguir, pois o José queria nos levar até o poço do coração. A trilha ficou ainda mais difícil. Neste momento tomei o tombo mais feio de toda a trilha, fiquei um pouco assustada. Tínhamos que subir pelas pedras lisas, todos quietos, prestando muita atenção.

Chegamos em um determinado ponto da trilha, já lá em cima, em que o Zé começou a achar que não estava mais seguro, pois dali a gente teria que descer pelas pedras, mais lisas ainda. Então ele achou melhor seguirmos por outro caminho, mantendo assim todos em segurança. E então logo avistamos o poço do coração.

A natureza é perfeita e linda. Chegamos ao poço, eu e a Sasa não animamos entrar naquela água gelada. O sol jé estava se pondo, e eu já percebia alguns sintomas de uma possível gripe. Ba, Emerson e Deinha entraram. Ficamos por ali contemplando tamanha beleza. Não dá pra explicar em fotos. O Cachoeirão é a segunda maior cachoeira da Chapada com seus 270mts de altura. No primeiro dia fizemos ele por cima (link aqui).

Na trilha

Primeira cachoeira do Cachoeirão

tá td bem Ba?

Muitas pedras

Pausa pra água

A cor dessa água

Poço do coração

Zé faz uma selfie!

casa do seu eduardo

Não ficamos muito tempo, pois não teríamos muito tempo de luz, e aquela trilha durante a noite não seria legal. Mesmo ficando pouco, ainda assim, pegamos um bom trecho no escuro. Eu e Sassa não levamos lanterna (erro grave, não façam isso, saiam sempre com lanterna). Consegui usar a do celular, o que facilitou mas não é o ideal. Chegamos na casa do Seu Eduardo já eram quase 19h e a janta estava quase pronta. O Vitor falou que estaria servida em meia hora.  Tomamos banho e fomos fazer o que mais gostamos, comer! E que jantar delicioso.

Casa do Seu Eduardo

Vitor nos contou que há algum tempo atrás uma emissora de TV fez uma matéria com o Seu Eduardo e levaram ele de helicóptero para visitar seu lar. Disseram que ele deu uma voltinha de mula pra relembrar os velhos tempos e ele caiu em lágrimas de felicidade, que foi muito emocionante.

Foi assim que durante o jantar, Deinha e Barbara tiveram a brilhante ideia de fazer uma caixinha de doações para arrecadar fundos para levar de helicóptero o Seu Eduardo para visitar sua casa no Vale. Ele não pode mais montar nas mulas e muito menos ir andando, e esses são os únicos meios de chegar até o Vale do Pati. Então se algum dia você passar por lá, ajude o Seu Eduardo a ter mais esse momento de felicidade,  todos também no Pati ficarão muito felizes em tê-lo por lá.

Fomos dormir cedo, pois estávamos mais cansados e ainda tinha uma gripe vindo com força total. E o último dia nos reservava ainda uma caminhada dura…

Continua…

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