Vale do Pati, Chapada da Diamantina – Dia 2

Morro do Castelo, cachoeira dos funis e Forró

No post anterior contamos como foi nosso primeiro dia no Vale do Pati, nossa caminhada de Guiné à casa da Dna. Raquel, passando pelo Mirante do Pati e Cachoeirão por cima (clique aqui). Neste agora, vou contar como foi o segundo dia no Pati: Morro do Castelo, Cachoeira do Funil e a incrível noite na Dna Raquel com direito à cachaça, fogueira e forró!

Cachoeirão por cima, do post anterior.

Também contei sobre o meu pé que a rachadura abriu levemente, e isso me preocupou, mas eu cuidei mesmo do pé, tomei banho, passei um óleo da Barbara que ajuda na cicatrização e na hora de dormir passei B-Pantol Derma. No outro dia, tcharaaaaam, inacreditável, não tinha mais nada, nenhuma lesão no pé. Calcei o tênis e nadinha de dor, mas que felicidade!

Hora do café da manhã, que hora mais feliz, muita coisa boa. Acabou que a gente se enrolou de novo comendo e saímos mais tarde que o esperado, mas compensamos na caminhada na trilha.

Sassa, Ba e Isa <3

Morro do castelo

A trilha pro Morro do Castelo é um subidão, bem íngreme, mas não é comprida, o que torna esse dia difícil se você estiver cansado do primeiro dia, se não, é tranquilo. Subimos numa boa! Fizemos uma parada pra pegar água, tomar um banho e bora pra cima.

Chegamos em uma gruta, usamos a lanterna para poder enxergar e sair lá do outro lado. No meio da gruta, o Zé pediu que desligássemos as luzes, breu total, e ficássemos em silêncio pra escutar o barulho dali, da natureza, do que estava à nossa volta . Foi uma paz imensa, foi um momento de se sentir parte do meio.

Chegamos no primeiro mirante, tiramos 1 milhão de fotos, era lindo. Algumas coisas, faltam palavras pra poder descrever, faltam fotos pra poder mostrar. Nós tentamos! As fotos conseguem transmitir uma parte da beleza da Chapada, porque o que a compõem é tudo que está ao seu redor, em todos os lados, em todos os sentidos, em todos os ângulos, é o conjunto de tudo e nenhuma foto consegue mostrar tudo isso junto.

Hora do lanche, que hora mais feliz. Zé nos surpreendendo novamente. Vou mostrar a foto que é melhor.

Próximo mirante, que paisagem! Um cenário à nossa frente deslumbrante, parecia uma pintura ou parecia que estávamos num filme, tipo Jurassic Park.

cachoeira dos funis

Descemos o Castelo e fomos margeando o rio em direção à Cachoeira dos Funis, passamos por um pessoal fazendo ritual, não sei exatamente qual, mas eles estavam sob efeito do chá, foi um pouco estranho passar ali por eles, mas continuamos e chegamos numa Cachoeira deliciosa, gelada, né, mas uma maravilha. Tomamos banho de cachoeira, comemos de novo, somos bons nisso e voltamos pra Dna. Raquel, chegamos já no escuro. A parte linda de chegar no escuro são os vagalumes que vem nos saudar com sua magia. Vagalumes ?

Tomar banho gelado à noite não é tarefa fácil, faz um friozinho à noite, tomamos então um banho de leve né, pra que lavar o cabelo se o Zé disse que a água da Cachoeira é ótima pra ele.

noitada na dna. raquel

Jantar, que hora mais feliz! O povo do mantra já tinha ido embora, estavam menos pessoas na Dna. Raquel! Avisaram que ia ter fogueira e violão lá em cima, perto dos outros quartos e do bar/vendinha. Como estávamos nos sentido bem, dava pra curtir a noite, estávamos todos animados. Fomos na Vendinha comprar algo e conhecemos o João, filho da Dna. Raquel, descobrimos a Cachaça de Gengibre (com mel e limão), que coisa boa, não deixe de provar.

Conversa de bar

 

 

Bebe cachaça, dança forró, olha as estrelas! Precisa de mais alguma coisa? Não! Mas, de repente, João começa a tocar sanfona, sério? Isso é sério? Filhos da Dna. Raquel tocando forró pra gente? Aquilo era muito especial e merecia mais cachaça e mais cachaça! ahaha Alguém se preocupava com o outro dia? Nãaaaaaao!

chora sanfona, bebe cachaça

João tocou um pouco e foi lá pra dentro do bar, eu e a Deinha fomos atrás pra tirar foto com ele. Ele confessou que colocaram na internet que ele toca sanfona e todo turista que chega lá fica insistindo pra ele tocar, mas como ele disse: “tem dias que o instrumento não está em você”, não vai. E aquele dia era um dia desses, ele não queria mais tocar. Por favor, respeitem! Tiramos uma foto, conversa vai, conversa vem, ele resolve dar um chorinho só pra finalizar, dentro do bar pequeno, a sanfona ecoava, o som ficava ainda mais bonito.

João começa a tocar ensandecidamente, toca como se fosse a coisa mais importante naquele momento, ele canta, canta alto, todo mundo canta, muito alto, as pessoas lá fora na fogueira, foram pra ver o que acontecia ali dentro. Eu não sei explicar o que aconteceu, só aconteceu, o forró mais bonito da vida toda, aquele que vem do coração, o instrumento estava agora dentro dele. Todo mundo dançou com todo mundo. Foi lindo! Zé repetia que aquilo era muito especial, muito emocionante e que não acontecia com frequência, deveríamos aproveitar o momento e no outro dia a gente via. Obrigada João por esse momento lindo e pela dança! Turistas, por favor não insistam, se ele sentir no coração, ele vai tocar!

Zé (guia), Sassa, João (filho da Dna. Raquel) e Deinha

 

João tocou e dançou!Aos poucos as pessoas foram indo embora e fui ficando, eu a Isa e Zé e mais algumas pessoas. Eu queria ficar até o final, aquilo era especial, poxa. Isadora ficou também, ficamos lá batendo papo na fogueira, vendo estrelas, que lindo! Isa foi dormir, falei que ia ficar, mas depois de 5 minutos me dei conta que tinha outro dia de caminhada e fui atrás dela. kkk Agradeci, agradeci e agradeci ao momento maravilhoso que tivemos.

Bora dormir com a água do lado!

No próximo post, contaremos como foi nossa despedida da casa da Dna. Raquel, a parada no Poço da Árvore, a casa do Seu Eduardo, e a tensa ida ao Cachoeirão por baixo (não fazia parte do roteiro inicial, mas o Zé levou a gente).

Despedida desse lugar incrível!

 

Vale do Pati, Chapada da Diamantina – Dia 1
Vale do Pati, Chapada da Diamantina – Dia 3
Vale do Pati, Chapada da Diamantina – Dia 4
Vale do Pati, Chapada da Diamantina – Informações e Dicas
Cachoeira do Buracão – Chapada da Diamantina

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