Travessia da Serra Fina – 3 dias

Dia 2 – Da Base da Pedra da Mina à Base do Pico Três Estados

Veja aqui como foi o primeiro dia.

Veja aqui como foi o terceiro dia.

Acordamos com o Leandro chamando a gente na barraca, chegada a hora de subir a Pedra da Mina. Tivemos uma noite gelada e difícil, fez muito muito frio. A cara estava super inchada, foi muito difícil levantar. A minha vontade era de não acampar mais, nunca mais. Tudo congelado!

Gelo Serra fina

Leandro presida e guia segurando o pedaço de gelo

Mas, não tem pra onde correr. Vai querida! Coloca a roupa gelada e o tênis congelado, vai lavar a louça do dia anterior no rio congelante, pega água pra trilha, desmonta o acampamento, arruma a mala daquele jeito tosco porque tem sair rápido e boa!

Foto e vamos! Bora subir a quarta ou quinta montanha mais alta do Brasil, a Pedra da Mina. Até que subimos rápido e logo estávamos no cume. Muito legal estar ali!!

Acampamento Rio Vermelho

Foto antes de subir a Pedra da Mina

Meninas Serra fina

Fomos de conjuntinho na cor da blusa e na cara inchada!

pessoas serra finamenina serra fina

Pedra da Mina

Do cume foi possível ver bem tudo que caminhamos e tudo o que ainda estaria por vir! Magnifico!

Pedra da mina

Cume da Pedra da Mina

Pedra da mina

Cume da Pedra da Mina

Descendo a Pedra da Mina, chegamos no Vale do Ruah. Já sabíamos que o ambiente ali estaria encharcado. Leandro e Marcelo ficaram de cima olhando os outros grupos atravessarem o vale, estudando qual ali seria o caminho menos pior.

Vale do Ruah

Vale do Ruah

Vale do Ruah

Diria que essa parte não é cansativa, mas é chata. O capim maior que você, não dava pra ver direito o chão, várias topadas nas touceiras, chão lamento e encharcado. Sintetizando o Vale do Ruah: capim no olho, mãos cortadas, chutes em touceiras, escorregão, pé afundando na lama. Quando não era um, era outro. Chato, de perder a paciência! No fim, já estava pisando em qualquer lugar, tirando o capim da minha frente como se fosse um bicho, e seguindo rápido pra sair daquilo logo.

Capim amarelo

Capim chato e cara inchada

Vale do Ruah

Vale do Ruah

É no Vale do Ruah que tem o último ponto de água de toda a travessia, no Rio Verde. É nesse momento que você abastece tudo, tem que ter água pra finalizar a trilha, pra cozinhar, escovar os dentes, pra qualquer coisa que precise no acampamento e pra fazer a trilha do terceiro dia.

Rio verde

Rio Verde

Rio Verde, último ponto de água.

Anda, anda, anda, capim no olho, sobe, desce, sobe, desce, lama, anda em cima da crista, cume do Cupim do boi e descemos pro bambuzal procurar lugar pra acampar.

Acampamento

Bambuzal, uma pena não ter foto do nosso acampamento

E pra nossa alegria às 14h já estávamos lá, erguendo as barracas, tomando o nosso banho de lenço umedecido, colocando roupinha quente e radiantes por poder aproveitar mais o acampamento com os amigos.

Não posso esquecer que estávamos controlando cada gota de água durante todo o percurso. Não dava pra dar golada, tínhamos que ter água pro último dia. Parece que dá até mais cede quando você não pode beber.

Cozinhamos cedo, Leandro fez um café maravilhoso e passamos horas no escuro batendo papo, falando do dia, dando risada. Não fazia tanto frio como na noite anterior. Então, curtimos mto! Pronto, apaga meu pensando anterior de nunca mais querer acampar na vida. Foi uma delícia acampar nesse dia.

Umas 20h30 fomos dormir pro nosso próximo e último dia na Serra Fina. Dormimos melhor, apesar de uma raiz ficar pegando na minha cara durante a noite, também tinha um pequeno declive e ficamos escorregando dentro da barraca, hahaa. Aquela maravilha! Mesmo assim, à noite foi melhor.

Continua….

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