Zermatt Parte 2 – Gornergrat e Basecamp Matterhorn

Para ver o primeiro Post: Zermatt – Parte 1 – Matterhorn Trail

Continuando…

No meu segundo dia de trilha em Zermatt, eu queria explorar o máximo que eu conseguisse. Para isso acordei bem cedo e parti no primeiro trem rumo ao Gornergrat. Esse passeio não custa barato, sem o Swiss Pass custou 95 francos, porém se você estiver com tempo você pode subir via trilha. Como o meu tempo era curto, subi de trem e de lá saí explorando as trilhas. O visual era incrível. Como já haviam me contado é a vista mais bonita do Matterhorn.

Na subida de trem você pode parar em todas as estações e explorar todas as trilhas que quiser. O Gornergrat fica a 3100mts de altitude. Até então o mais alto que eu já tinha subido. Chegando lá em cima optei por seguir a trilha Alpina rumo ao Base Camp do Monte Rosa. Essa montanha feia da foto abaixo.

A trilha era incrível, quanto mais descia, mais próxima das geleiras eu chegava. No caminho encontrei vários escaladores que iam para o Base Camp para escalar o Monte Rosa. Cheguei até um ponto que a trilha ficava bem difícil. Então tive que tomar a decisão, ou seguia até o Base Camp ou voltava. Se eu seguisse não conseguiria fazer a trilha para o Base Camp do Matterhorn a tarde, que era o segundo objetivo do dia. Então optei por voltar.

Optei por não subir de volta para o Gornergrat e sim seguir em direção à estação Rotenboden, estação logo abaixo do Gornergrat. E a trilha rumo à Rotenboden era de tirar o fôlego.

Depois de quase uma hora de caminhada cheguei à Rotenboden. Essa estação dá acesso à trilha que leva ao lago Riffelsee, na minha opinião um dos pontos mais bonitos da região.

No total caminhei durante umas 3 horas, não sei exatamente a distância pois acabei esquecendo de ligar o GPS.

Retornei à estação e voltei para Zermatt, reabasteci minha mochila e segui para o outro lado da cidade para pegar o teleférico rumo à Schwarzsee, a estação que dá acesso à trilha para o Base Camp do Matterhorn.

Iniciei a trilha por volta das 15h e já estava bem vazia. Encontrei algumas pessoas descendo, mas depois de algum tempo eu estava completamente sozinha.

Quanto mais subia, mais a dificuldade da trilha aumentava, muitas pedras soltas, cordas, e pontes de metal que dava aquele frio na barriga para passar.

As marcações são todas muito bem feitas, e a marcação em azul significa trilha Alpina, de alta dificuldade.

Quanto mais perto chegava do Matterhorn, mais imponente ele ficava.

Depois de 4km de uma subida bem técnica e inclinada, cheguei ao Hörnlihütte, o Base Camp do Matterhorn, à 3260mts de altitude.

À partir deste ponto só escalando.

Iniciei a descida um pouco antes das 17h, e quando cheguei de volta à estação do teleférico para minha surpresa, ela já estava fechada… então tive que voltar andando mais 8km, até Zermatt. ?? O que também não foi ruim, pois as paisagens eram lindas, e como era verão, as 20h ainda era dia, então eu tinha tempo.

Eu não tenho dúvida que estas foram as trilhas mais incríveis que fiz na minha vida. Sozinha, porém completamente imersa na grandiosidade da natureza, e aproveitando cada segundo dessa experiência única.

Pra ficar guardada pra sempre na memória e no coração.

#televopratrilha

Pico Paraná Fail! Pico do Itapiroca Done!

Quem nos acompanha por aqui e principalmente pelo Instagram já percebia a nossa ansiedade para fazer finalmente o Pico Paraná. Já na semana, na quarta feira de cinzas, a Carol nos contou que estava bem doente e que não conseguiria nos acompanhar (triste ?), mas que fazia questão que nós ficássemos em sua casa.

Chegamos em Curitiba no sábado, conhecemos mais alguns pontos turísticos, combinamos com o George a logística e horários, e finalmente conseguimos dormir cedo.

Saímos de Curitiba às 6h da manhã, pegamos o George 6h30 em Quatro Barras e seguimos para a Fazenda Pico Paraná, para iniciarmos o ataque ao Pico no máximo 7h30.

Estava tudo acontecendo dentro do programado até que…


Pá! Carro falhou na subida, (HB20 1.0 não aconselhamos), e no que a Sasa deu a ré, não viu a valeta e foi. Foi um misto de desespero, com tristeza, com “PQP!! Não vamos conseguir subir!”

Subimos a pé até a Fazenda Pico Paraná, do Dilson (anjo que nos salvou), e ele prontamente se disponibilizou a nos ajudar. Descemos com ele no seu carro, e ele tentou nos puxar… na primeira tentativa a corda arrebentou. Resumindo, terminamos toda a saga com um guincho, que conseguiu tirar o carro da valeta sem nenhum arranhão.

Perdemos 7 horas do nosso dia para tirar o carro da valeta. Quando chegamos na fazenda, já era por volta de 13h30. Não dava mais pra subir o PP. Estávamos calculando de 10h a 12h para subir e descer. Seria no mínimo insano tentar, ainda mais com o tempo que estava.

George nos sugeriu subir o Pico do Itapiroca. Um pico um pouco mais baixo (1805mts de altitude, o PP tem 1877). Ele nos disse que era a vista mais bonita da região e que levaríamos no maximo 6 horas para subir e descer. Topamos na hora, após todo perrengue, viajar até lá e não subir seria muito triste.

Iniciamos a subida era 13h50. No início uma subida bem íngreme, quase uma escada. Estávamos com a adrenalina lá no topo, e subimos bem forte. Em menos de duas horas chegamos no topo.


No meio do caminho encontramos o Feijoada e a Nahayana, pai e filha, que havíamos encontrado na estrada enquanto o nosso carro era guinchado. Seguimos juntos até o topo. O Feijoada é um senhor de 60 anos que pratica montanhismo há 40 anos. Nos contou diversas histórias e compartilhou vários conhecimentos de quem conhece aquela região como ninguém.

Ficamos um bom tempo parados lá no topo, mesmo com a chuva e o vento frio, ficamos ali admirando aquele gigante que é o Pico Paraná. Apesar da chuva, tivemos uma vista privilegiada. Quando chegamos no topo, o tempo abriu completamente e conseguíamos ver até o litoral.



Iniciamos a descida e fomos abençoados com um belo por do sol.

Terminamos a descida às 19h30, com 5h45 de tempo total de ataque e descida. O finalzinho ficamos no escuro, mas foi bem pouco tempo.

Quando chegamos na fazenda, tinha pastel frito na hora. Foi quase um abraço de tão bom! Hahahaha

Agradecimentos mais que especiais

Não poderíamos terminar esse post sem antes agradecer de coração toda ajuda do Dilson, que ficou ali nos levando para cima e para baixo, sendo muito prestativo e nos acalmando quando pensamos que tudo daria errado. Ele é o proprietário da Fazenda Pico Paraná. Lá é uma das opções para deixar o carro estacionado, ele cobra uma taxa de 15,00 por pessoa. Anota seu nome e telefone, e controla a entrada e saída. Se você não der “baixa” na saída ele te liga ou se não conseguir te contatar liga para o telefone que você deixou de emergência. Caso aconteça alguma coisa na subida, ele será um apoio.

Nosso muito obrigada à Carol, pela hospitalidade e hospedagem mais uma vez em sua casa. E ao George por nos guiar em mais essa aventura. Ele conhece muito bem todas as trilhas da região, só no Itapiroca ele já subiu mais de 40 vezes.

Voltaremos em breve para fazer o PP. A Serra do Mar paranaense já ganhou o nosso coração.

informações e dicas

Altitude: 1805mts

Ganho de elevação: 923mts

Perda de elevação: 935mts

Terreno: Raízes expostas e campos de altitude

Como chegar: Saindo de Curitiba acesso pela Rodovia Regis Bittencourt (BR 116), sentido São Paulo. Após 40km, você encontrará o Posto Tio Doca, no lado esquerdo da rodovia. Seguindo adiante por mais 1,8km, você verá a ponte do Rio Tucum, exatamente antes da ponte, tem a entrada de estrada de terra. Nessa estrada, você seguirá por mais 6km de estrada de terra até a Fazenda Pico Paraná

Visual: Pico Paraná, Siririca, Caratuva, Litoral, entre outros

 Vídeo muito bom de toda a saga, feito pelo George Volpão: https://www.youtube.com/watch?v=JBUdEL7gCJ8

Parque Estadual da Cantareira – Núcleos: Pedra Grande e Águas Claras

PARA LER SOBRE O NÚCLEO ENGORDADOR: CLIQUE AQUI
PARA LER SOBRE O NÚCLEO CABUÇU: CLIQUE AQUI

E quem disse que não é possível achar mato na “Selva de Pedra”?  Resolvemos falar do Parque Estadual da Cantareira, pois a Cantareira é uma dos maiores florestas urbanas do mundo e você que está em SP não pode deixar de conhecê-la.

O Parque possui 4 Núcleos abertos à visitação. Dois deles se conectam por trilha, o Núcleo da Pedra Grande e o Núcleo Águas Claras, falaremos desses dois hoje e depois falaremos em outros posts sobre os outros Núcleos Engordador  e Cabuçu.

Sugerimos iniciar o passeio pelo Núcleo da Pedra Grande, pertinho do Horto Florestal na Zona Norte de SP. Tem um estacionamento do lado de fora do parque gratuito e você paga a entrada no valor de R$12,00.

Logo que você entra tem placas e monitor se precisar de alguma orientação. A subida da Pedra Grande já começa bem perto da portaria, e são 4,5kms até chegar lá: uma pedra que fica a 1010 metros acima do nível do mar, com uma vista impressionante de SP (9km ida e volta).

AS TRILHAS

A subida, subidona mesmo, é toda em asfalto e pelo caminho é possível fazer algumas trilhas, todas circulares, pequenas e sinalizadas. Aliás, não tem como se perder por aqui, o parque inteiro é sinalizado, inclusive, antes de chegar na pedra existe uma bifurcação para ir para o Lago das Carpas e Núcleo Águas Claras (guarde essa informação).

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Chegando lá na Pedra, após tirar fotos e ficar olhando a cidade de São Paulo de cima, você pode voltar e ainda seguir essa trilha para o Núcleo Águas Claras. Seguindo essa trilha de terra batida você vai poder ir para o Lago das Carpas, muito bonito de se visitar e fazer outras trilhas desse Núcleo.

Muitas outras trilhas existem por todo o caminho, algumas bem pequenas. Entrar pra conhecer depende do nível de desgaste que você vai estar. Volta-se pelo mesmo caminho até retornar à portaria da Pedra Grande.

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Lá é um lugar incrível que atende a expectativa de todos! Dá pra fazer um treino até a Pedra Grande e voltar (9kms), dá pra aumentar indo até o Núcleo Águas Claras (aprox. 15kms) e dá pra fazer muito mais se decidir entrar em todas as trilhas pelo caminho. O Parque tem uma boa estrutura com banheiros, perto da portaria tem água potável. Leve sua garrafinha, pois não tem água lá em cima.

INFORMAÇÕES ÚTEIS

  • Estacionamento: gratuito
  • Entrada do parque: R$13,00; meia para estudantes e de graça para professores da rede pública, menores de 12 e maiores de 60 anos.
  • Endereço: Rua do Horto, 1.799 ( do lado do Horto Florestal)
  • Levar: água (cantil, mochila de hidratação), comidinhas, protetor solar.

>Não tente visitar todos os 4 Núcleos em 1 só dia, pois a entrada deles  são distantes um dos outros.

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Maratona de Revezamento 28 Praias – Ubatuba

Falaremos de provas por aqui? Simmmm!

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Revezamento com Jimi

Afinal nós gostamos de trilhas e travessias, mas também gostamos de competir pelas provas Brasil a fora.

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Antes da Largada

E essa foi a minha primeira prova deste ano (Isadora). E eu não poderia ter escolhido prova melhor para iniciar o ano nas trilhas. Organização impecável, visual incrível, single tracks perfeitas para correr e desafiadoras e ainda muitos amigos e alunos juntos, diversão garantida.

Colucci e Gabriel

Colucci e Gabriel

Fiz a prova em dupla com meu aluno Jimi, que fez os primeiros 21kms. A largada aconteceu dia 30/04, às 7h20 na praia de Tabatinga, esse primeiro trecho era descrito como muito difícil, com 15,2kms até o primeiro posto de troca na praia da Caçamdoca, dali percorreu mais 5,3km até o segundo PC, na praia de Maramduba, onde me entregou o bastão. A primeira parte da prova era considerada mais difícil pois contava com uma altimetria de 800mts+, além de terrenos bem técnicos. Ele mandou muito bem como sempre, fez os 21km em 2h20min e me entregou o bastão em 2º lugar na categoria dupla mista. O que aumentou a minha responsabilidade em mandar bem no meu trecho.

Galera reunida!

Galera reunida!

Peguei o bastão na Praia de Maranduba, este primeiro trecho era relativamente fácil, iniciou com areia dura, e nos últimos 2kms tornou-se areia bem fofa e com uma inclinação que atrapalhava um pouco. Este trecho tinham 5,2kms e passei por ele com um pouco menos de meia hora. Segui então para o meu segundo trecho, que tinha 8,2km de puro single track, com um visual de tirar o fôlego, que seguia da Praia da Lagoinha até a Praia da Fortaleza (uma trilha bem conhecida no Sul de Ubatuba). Consegui me manter bem consistente nesse trecho, e consegui manter o ritmo mesmo nas subidas mais difíceis.

O último trecho, também de 8,2kms, ia da Praia da Fortaleza até a linha de chegada na Praia dura, por um trecho de asfalto e areia dura, que foi bem tranquilo, com um misto de subidas leves e descidas, até a linha de chegada por 2kms de areia que parecia que não chegava nunca rsrs. Neste último trecho fui “atropelada” pelo meu aluno Diego, que é um monstrinho, e fazia dupla com a Mari, também minha aluna.

Duplas!

Duplas!

Finalizei meus 21kms em 2h30min, e ficamos em 3º lugar geral dupla mista. Diego e Mari ficaram em 2º lugar. Fiquei muito feliz com nosso resultado e de todos os meus alunos que participaram. Ouvindo os relatos deles, todos ficaram encantados com a prova.

Chegada!

Chegada!

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O pódio!

dicas

Recomendo essa prova de olhos fechados. Principalmente para quem está começando no mundo das trilhas. Organização que respeita o atleta, te dá segurança (tinham muitos staffs pela prova inteira), água trincando de gelada em todos os pcs. Estou falando isso porque precisamos valorizar os bons organizadores (porque tem muita prova por aí que só maltrata atleta). E prova que maltrata eu estou fora.

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E você, o que achou da prova? Conta pra gente!

Pedra das Flores e Pedra do Cume – Extrema – MG

Feriado bom é feriado na trilha.

Aproveitamos o 21 de Abril, Feriado de Tiradentes para levar alguns amigos e alunos para conhecer um dos picos mais lindos da região.


Localizado à 110km de São Paulo, Extrema é a primeira cidade da divisa entre São Paulo e Minas Gerais. O acesso é pela Fernão Dias, e como era saída de feriado a estrada estava bem cheia. Levamos aproximadamente 1h40 para chegar e tem apenas dois pedágios no valor de 1,80.


Extrema é uma cidadezinha mineira e pacata, cercada pela imponente Serra do Lopo que é recheada de trilhas e visuais incríveis.


Ali você tem diversas opções de trilhas. Mas desta vez optamos pela Trilha da Pedra das Flores e Pedra do Cume. Esta trilha tem aproximadamente 11km (ida e volta), e no ponto mais alto atingimos 1700mts de altitude. Para quem é bem treinado, a trilha é bem fácil, o único trecho mais técnico é a parte que atingimos a Pedra do Cume, que precisa fazer uma escalaminhada. Tirando esta parte, é uma trilha de progressão rápida (isso se você não fizer como nós que paramos várias vezes para fazer uma foto do visual rsrs).


Por ser relativamente longe, vale a pena se hospedar nas pousadinhas da região se quiser curtir todas as trilhas com tranquilidade. No nosso caso fizemos bate e volta, que também é bem tranquilo.

Não deixem de conhecer este lugar, é realmente incrível. Abaixo seguem mais algumas fotos do nosso dia.

Muito obrigada pela companhia: Anna, Vania, Nani, Jimi, Marcão e Marcelo. Vocês são demais!

#televopratrilha