Parque Estadual da Cantareira – Núcleos: Pedra Grande e Águas Claras

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E quem disse que não é possível achar mato na “Selva de Pedra”?  Resolvemos falar do Parque Estadual da Cantareira, pois a Cantareira é uma dos maiores florestas urbanas do mundo e você que está em SP não pode deixar de conhecê-la.

O Parque possui 4 Núcleos abertos à visitação. Dois deles se conectam por trilha, o Núcleo da Pedra Grande e o Núcleo Águas Claras, falaremos desses dois hoje e depois falaremos em outros posts sobre os outros Núcleos Engordador  e Cabuçu.

Sugerimos iniciar o passeio pelo Núcleo da Pedra Grande, pertinho do Horto Florestal na Zona Norte de SP. Tem um estacionamento do lado de fora do parque gratuito e você paga a entrada no valor de R$12,00.

Logo que você entra tem placas e monitor se precisar de alguma orientação. A subida da Pedra Grande já começa bem perto da portaria, e são 4,5kms até chegar lá: uma pedra que fica a 1010 metros acima do nível do mar, com uma vista impressionante de SP (9km ida e volta).

AS TRILHAS

A subida, subidona mesmo, é toda em asfalto e pelo caminho é possível fazer algumas trilhas, todas circulares, pequenas e sinalizadas. Aliás, não tem como se perder por aqui, o parque inteiro é sinalizado, inclusive, antes de chegar na pedra existe uma bifurcação para ir para o Lago das Carpas e Núcleo Águas Claras (guarde essa informação).

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Chegando lá na Pedra, após tirar fotos e ficar olhando a cidade de São Paulo de cima, você pode voltar e ainda seguir essa trilha para o Núcleo Águas Claras. Seguindo essa trilha de terra batida você vai poder ir para o Lago das Carpas, muito bonito de se visitar e fazer outras trilhas desse Núcleo.

Muitas outras trilhas existem por todo o caminho, algumas bem pequenas. Entrar pra conhecer depende do nível de desgaste que você vai estar. Volta-se pelo mesmo caminho até retornar à portaria da Pedra Grande.

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Lá é um lugar incrível que atende a expectativa de todos! Dá pra fazer um treino até a Pedra Grande e voltar (9kms), dá pra aumentar indo até o Núcleo Águas Claras (aprox. 15kms) e dá pra fazer muito mais se decidir entrar em todas as trilhas pelo caminho. O Parque tem uma boa estrutura com banheiros, perto da portaria tem água potável. Leve sua garrafinha, pois não tem água lá em cima.

INFORMAÇÕES ÚTEIS

  • Estacionamento: gratuito
  • Entrada do parque: R$13,00; meia para estudantes e de graça para professores da rede pública, menores de 12 e maiores de 60 anos.
  • Endereço: Rua do Horto, 1.799 ( do lado do Horto Florestal)
  • Levar: água (cantil, mochila de hidratação), comidinhas, protetor solar.

>Não tente visitar todos os 4 Núcleos em 1 só dia, pois a entrada deles  são distantes um dos outros.

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Te Levo pro Cristo – Trilha Parque Lage – Corcovado

Neste fim de semana, aproveitando o feriado de Corpus Christi, eu (Isadora) e um grupo de alunos fomos para o Rio de Janeiro para participar da Meia Maratona do Rio. Como a prova só aconteceria no domingo, logo me empolguei para fazer uma trilha na sexta-feira, assim não nos atrapalharia para a prova.

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Uma pausa para curtir o visual

Pesquisa daqui, pesquisa dali e achei a trilha que caberia dentro das nossas possibilidades e não demandaria tanta logistica de deslocamento. Como estávamos hospedados no Leblon, a trilha mais próxima era a do Parque Lage, que leva ao Corcovado. Joguei no Maps e vi que do apartamento até o Parque Lage eram apenas 3,5km. A trilha, contando da entrada do Parque até a entrada do Cristo somariam 3,5kms com 704mts + (uma bela subida!). Distancia ideal para quem tinha uma meia maratona no domingo. Seria um treino mais tranquilo e divertido. Somando tudo, se voltássemos correndo até o Ape daria 14kms.

Não pode subir por aí!

Não pode subir por aí!

A temperatura estava bem amena no Rio, então não nos preocupamos em sair tão cedo. Saímos do    ape eram umas 9h30. Corremos até a entrada da trilha, eu, Nani, Jimi, Marcão e Marcelo. Na entrada da trilha tem uma guarita onde você deixa seu nome e um contato de emergência. Ali os seguranças te explicam como é a trilha e como deve proceder. A trilha em si tem apenas 2,2kms, sendo o último km uma verdadeira escalaminhada, com direito a corrente na pedra pra ajudar a subir.

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Passando essa subida mais dura, você chega no trilho do bondinho. Os seguranças do parque deixam bem claro que não pode subir pelo trilho. O motivo é bem óbvio, afinal o bondinho sobe e desce a todo momento. É só atravessar o trilho e seguir pela trilha mais alguns metros onde saímos na estrada onde as vans que levam ao Cristo sobem. Este trecho tem aproximadamente 1km, e é preciso bastante atenção, pois as vans sobem e descem o tempo todo. Então nada de se distrair e correr no meio da rua.

Sai do meio do trilho menina

Sai do meio do trilho meninas

Chegando no Cristo, resolvemos comprar o ticket (24,00) e visitar uma das 7 maravilhas do mundo, afinal Nani, Jimi, Marcelo e Danilo ainda não conheciam.  Eu já havia visitado há alguns anos atrás, mas a beleza daquele lugar vale uma nova visita.

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Na volta, fizemos uma descida bem conservadora, afinal nós teríamos prova no domingo. Só que não. Descemos a milhão, muito rápido mesmo, o que rendeu um tombo pro Argentino, uma leve torsão de tornozelo pro Danilo, e uma bela dorzinha no meu quadríceps. Não façam isso em casa!! Rsrs

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Para quem não conhece o Cristo e quer uma opção barata, super recomendo ir pela trilha. Achei bem segura, muito bem marcada e de fácil acesso. Durante a semana o ticket de entrada custa 12,00, pagamos 24,00 porque sexta era ponto facultativo na cidade e feriados e fins de semana é este valor. Para subir de Van ou de Bondinho custam respectivamente 68,00 e 65,00. Subindo pela trilha você economiza 44,00 e ainda curte uma trilha linda. To achando este custo beneficio bem vantajoso heim. =)

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INFORMAÇÕES ÚTEIS

  • Entrada do Parque Lage: Gratuito, inclusive para fazer a trilha até o Cristo.
  • Ingresso para visitar o Cristo a pé (trilha):  R$ R$24,00 na alta temporada, ou em finais de semana e feriados;  R$12,00 na baixa temporada; e grátis para crianças até 11 anos, idosos a partir de 60 anos (brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil) e guias de turismo cadastrados no Ministério do Turismo.
  • Endereço: Rua Jardim Botânico, nº 414, bairro do Jardim Botânico
  • Levar: água (cantil, mochila de hidratação), comidinhas, protetor solar.

#televopratrilha

#televoprocristo

Maratona de Revezamento 28 Praias – Ubatuba

Falaremos de provas por aqui? Simmmm!

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Revezamento com Jimi

Afinal nós gostamos de trilhas e travessias, mas também gostamos de competir pelas provas Brasil a fora.

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Antes da Largada

E essa foi a minha primeira prova deste ano (Isadora). E eu não poderia ter escolhido prova melhor para iniciar o ano nas trilhas. Organização impecável, visual incrível, single tracks perfeitas para correr e desafiadoras e ainda muitos amigos e alunos juntos, diversão garantida.

Colucci e Gabriel

Colucci e Gabriel

Fiz a prova em dupla com meu aluno Jimi, que fez os primeiros 21kms. A largada aconteceu dia 30/04, às 7h20 na praia de Tabatinga, esse primeiro trecho era descrito como muito difícil, com 15,2kms até o primeiro posto de troca na praia da Caçamdoca, dali percorreu mais 5,3km até o segundo PC, na praia de Maramduba, onde me entregou o bastão. A primeira parte da prova era considerada mais difícil pois contava com uma altimetria de 800mts+, além de terrenos bem técnicos. Ele mandou muito bem como sempre, fez os 21km em 2h20min e me entregou o bastão em 2º lugar na categoria dupla mista. O que aumentou a minha responsabilidade em mandar bem no meu trecho.

Galera reunida!

Galera reunida!

Peguei o bastão na Praia de Maranduba, este primeiro trecho era relativamente fácil, iniciou com areia dura, e nos últimos 2kms tornou-se areia bem fofa e com uma inclinação que atrapalhava um pouco. Este trecho tinham 5,2kms e passei por ele com um pouco menos de meia hora. Segui então para o meu segundo trecho, que tinha 8,2km de puro single track, com um visual de tirar o fôlego, que seguia da Praia da Lagoinha até a Praia da Fortaleza (uma trilha bem conhecida no Sul de Ubatuba). Consegui me manter bem consistente nesse trecho, e consegui manter o ritmo mesmo nas subidas mais difíceis.

O último trecho, também de 8,2kms, ia da Praia da Fortaleza até a linha de chegada na Praia dura, por um trecho de asfalto e areia dura, que foi bem tranquilo, com um misto de subidas leves e descidas, até a linha de chegada por 2kms de areia que parecia que não chegava nunca rsrs. Neste último trecho fui “atropelada” pelo meu aluno Diego, que é um monstrinho, e fazia dupla com a Mari, também minha aluna.

Duplas!

Duplas!

Finalizei meus 21kms em 2h30min, e ficamos em 3º lugar geral dupla mista. Diego e Mari ficaram em 2º lugar. Fiquei muito feliz com nosso resultado e de todos os meus alunos que participaram. Ouvindo os relatos deles, todos ficaram encantados com a prova.

Chegada!

Chegada!

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O pódio!

dicas

Recomendo essa prova de olhos fechados. Principalmente para quem está começando no mundo das trilhas. Organização que respeita o atleta, te dá segurança (tinham muitos staffs pela prova inteira), água trincando de gelada em todos os pcs. Estou falando isso porque precisamos valorizar os bons organizadores (porque tem muita prova por aí que só maltrata atleta). E prova que maltrata eu estou fora.

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E você, o que achou da prova? Conta pra gente!

Serra Fina – Passa Quatro – MG

Se você me perguntar qual a montanha mais linda que eu fui, certamente a Serra Fina estará entre as três primeiras. Localizada em plena Serra da Mantiqueira, no município de Passa Quatro, MG, ela encanta pela beleza e pela imponência. Pequena, pacata e com todos os encantos de uma típica cidade mineira (tem até um trem que corta a cidade e dá para fazer passeios), Passa Quatro fica à 242km de São Paulo.

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Fim de semana seguinte ao carnaval, nada melhor para “começar” o ano do que um super treino na Serra Fina. Fomos em um grupo de 12 pessoas, e nos hospedamos no Refúgio Serra Fina (no final explico sobre este hotel INCRÍVEL).

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Nosso grupo era bem homogêneo no quesito condicionamento físico. Então nos dividimos em dois grupos, os meninos que foram guiados pelo Jimi, que já conhecia bem  o local, e as meninas que foram guiadas por mim (Isadora) e pelo Paulo, que roubei do grupo dos meninos para me dar um apoio.

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A Serra Fina pode ser explorada de duas formas:

Travessia da Serra Fina: Saindo do Refúgio, você atinge o Capim Amarelo e a Pedra da Mina, retornando pelo Paiolinho. Dessa forma é preciso que alguém faça o resgate na descida do Paiolinho.

OU

Capim Amarelo (bate e volta): Saindo do Refúgio, atinge o Capim Amarelo e volta pelo mesmo caminho.

Fizemos apenas o Capim Amarelo. Este percurso tem 12km, com 1200mts + de ganho de altimetria, fizemos em aproximadamente 6h00, mas fizemos muitas paradas para fotos. Saímos do Refúgio às 5h, e como ainda era horário de verão, ficamos um bom tempo no escuro. O sol nasceu por volta das 6h30, e foi o nascer do sol mais espetacular que já vi na minha vida.

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A medida que o sol nascia e “batia” na crista, fazia um contraste de cores indescritível. E diga-se de passagem, correr na crista da Serra Fina é uma experiência única, faz você perceber o quanto somos pequenos perto da grandiosidade da natureza. Quando atingimos o topo do Capim Amarelo, com  seus 2491mts de altitude, a visibilidade não era muito boa, pois as nuvens cobriram bastante, mas a sensação de estar acima das nuvens é gratificante. Lá no topo tem um livro de assinaturas para deixar marcada sua passagem por lá. Na volta, paramos na Toca do Lobo, uma pequena cachoeira de águas geladas, que revigorou pós o esforço.

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A Serra Fina é incrível e extremamente desafiadora, porém tem um nível de dificuldade elevado. Não recomendo pessoas que não tenham um mínimo de condicionamento encarar. Recomendo que quem quiser fazer este trekking, faça uma preparação física antes, pois mesmo alguns alunos que já estão acostumados com corrida de montanha, sentiram bastante dificuldade.

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O Refúgio Serra Fina (isso não é jabá)

Se hospedar no Refúgio é uma experiência à parte. Localizado aproximadamente 30 minutos de Passa Quatro (uma estrada de difícil acesso, não recomendada para carros 1.0 rsrs). Fica na “boca”da trilha para a Serra Fina. Lá você tem duas opções de hospedagem. Suítes ou Alojamentos. As suítes custam 275,00 a diária para duas pessoas (aos fins de semana, reserva mínima de dois dias). E os alojamentos 110,00 a diária. Ambos tem acomodações excelentes.

No fim de semana que fomos, estava apenas nosso grupo e mais um casal, então eles deram um up grade na nossa acomodação (do alojamento para as suítes sem custo adicional). O café da manhã está incluso na diária e eles oferecem almoço e jantar, por 38,00 por pessoa. Praticamente um banquete, onde você come à vontade, uma comida deliciosa e MINEIRA. Nos atenderam muito bem, sempre solícitos. E quando saímos para trilha nos forneceram rádios para caso precisássemos nos comunicar em caso de alguma urgência. Recomendo de olhos fechados.

INFORMAÇÕES ÚTEIS

  • Para mais informações: www.refúgioserrafina.com.br
  • Hospedagem no Refúgio Serra Fina: R$ 110,00
  • Combustível: R$ 50,00 para cada (fomos em 4 em um carro)
  • Alimentação: +/- R$ 100,00
  • Total: R$ 260,00

E fiquem ligados que nosso próximo destino já está definido para Maio… Quem vem?

 

Pedra das Flores e Pedra do Cume – Extrema – MG

Feriado bom é feriado na trilha.

Aproveitamos o 21 de Abril, Feriado de Tiradentes para levar alguns amigos e alunos para conhecer um dos picos mais lindos da região.


Localizado à 110km de São Paulo, Extrema é a primeira cidade da divisa entre São Paulo e Minas Gerais. O acesso é pela Fernão Dias, e como era saída de feriado a estrada estava bem cheia. Levamos aproximadamente 1h40 para chegar e tem apenas dois pedágios no valor de 1,80.


Extrema é uma cidadezinha mineira e pacata, cercada pela imponente Serra do Lopo que é recheada de trilhas e visuais incríveis.


Ali você tem diversas opções de trilhas. Mas desta vez optamos pela Trilha da Pedra das Flores e Pedra do Cume. Esta trilha tem aproximadamente 11km (ida e volta), e no ponto mais alto atingimos 1700mts de altitude. Para quem é bem treinado, a trilha é bem fácil, o único trecho mais técnico é a parte que atingimos a Pedra do Cume, que precisa fazer uma escalaminhada. Tirando esta parte, é uma trilha de progressão rápida (isso se você não fizer como nós que paramos várias vezes para fazer uma foto do visual rsrs).


Por ser relativamente longe, vale a pena se hospedar nas pousadinhas da região se quiser curtir todas as trilhas com tranquilidade. No nosso caso fizemos bate e volta, que também é bem tranquilo.

Não deixem de conhecer este lugar, é realmente incrível. Abaixo seguem mais algumas fotos do nosso dia.

Muito obrigada pela companhia: Anna, Vania, Nani, Jimi, Marcão e Marcelo. Vocês são demais!

#televopratrilha