Transmantiqueira Day 2 – Travessia Serra Fina

Continuando a nossa saga pela Mantiqueira…

Treino para o UTMB – CCC

Após fazer a Travessia Marins-Itaguaré no sábado (link aqui), domingo foi o dia de fazer a desafiadora Travessia da Serra Fina em apenas um dia. Para quem não conhece, essa travessia é considerada a mais difícil do Brasil, com 32kms de distância e acumulando 2810mts de desnível positivo, saindo da toca do Lobo em Passa Quatro e chegando em Itamonte, na rodovia próximo ao Hostel Picus. O terreno é extremamente técnico, com subidas em cordas, descidas íngremes e muito capim amarelo na altura da cabeça. Então pega a caneca de café, coloca pra tocar a playlist do filme Into to the Wild e senta que lá vem história.

começa a brincadeira

Acordamos às 3h da madrugada e 3h30 da manhã o café estava na mesa. Marissol nós te amamos!! Saímos de Itanhandu rumo à Passa Quatro às 4h30 da manhã e 5h30 já estávamos na Toca do Lobo. Começamos a subida ainda estava escuro, e mais uma vez vimos o sol nascer na Serra Fina: espetáculo!

O caminho é incrível, e já devo ter subido no Capim Amarelo umas dez vezes, e eu nunca me canso do visual incrível do quartzito.

Chegamos ao cume do Capim Amarelo com 2h30 de travessia. Céu limpo, sem nenhuma nuvem no céu!! Nunca tinha visto o Capim Amarelo tão aberto. O vento estava judiando, então comemos bem rápido e seguimos a travessia rumo à Pedra da Mina.

DO CAPIM AMARELO À pEDRA DA MINA

Do Capim Amarelo até a Pedra da Mina é uma bela pernada, sobe e desce vale, e em várias partes é possível se perder. Como estávamos com guia, foi muito tranquilo. Paramos para “almoçar” antes de atacar o cume da Pedra da Mina. Recuperar as energias pq a subida ali judia muito! Chegamos no cume da Pedra da Mina, o 4º ponto mais alto do Brasil em 7h. Fiquei bem feliz com o nosso tempo, pois da última vez levei 8h até lá…

Quando chegamos lá, encontramos o casal mais querido do perrengue: Se Ela Corre eu Corro – Gabriel e Cris! É sempre muito bom encontrar com esses queridos!! Eles fizeram um bate e volta de SP até Passa Quatro, subiram e desceram via Paiolinho… Se tivéssemos combinado não daria tão certo esse encontro.

DA PEDRA DA MINA ATÉ O PICO DOS TRÊS ESTADOS

Ficamos pouco tempo por ali, e seguimos, pois ainda tinha muito chão. Descemos a Pedra da Mina sentido Vale do Ruah. Dali em diante era caminho desconhecido para mim. O Vale do Ruah, é tipo um brejo, só que com Capim Amarelo passando da cabeça durante uns dois kms. Um labirinto de Capim atolando os pés na lama: maravilhoso!!

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Passando o Ruah, começamos a subida rumo ao Pico dos Três Estados. Recebe esse nome devido ao fato de ser o ponto de divisa entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O caminho até lá é com bastante sobe e desce em cristas e com um visual incrível. Paramos para comer no bambuzal, um pouco antes de atacar o cume. Mais um ponto que é bem fácil de se perder. Fiquem sempre atentos.

Iniciamos a subida do Três Estados já batia 17h, e começava mais um espetáculo da natureza. Nunca tinha visto um por do sol tão maravilhoso. Foi mágico. À esquerda o por do sol, à direita a luz refletia no Pico das Agulhas Negras e Prateleiras. Só agradecer por estar viva, com saúde e poder desfrutar de momentos tão incríveis.

DO PICO DOS TRÊS ESTADOS AO FINAL DA TRAVESSIA

Curtimos um pouco o pôr do sol e seguimos rumo ao Alto dos Ivos, o último pico da travessia, pois dali pra frente seria mais difícil pois o cansaço já batia, e com a noite tudo se torna mais difícil. Chegamos no Alto dos Ivos já eram umas 19h e pausa rápida para comer pois quase congelamos. Céu estrelado, sem nenhuma nuvem no céu. Outro espetáculo. Apagamos as lanternas e por alguns instantes ficamos em silêncio no absoluto breu, apenas vendo a magnitude do céu. Uau! Nunca vi nada parecido, pena que a câmera do celular não consegue captar as estrelas.

Iniciamos a descida com o frio já judiando. Sensação de que não acabaria nunca. Víamos as luzes da cidade ao longe, e quanto mais a gente descia, mais longe elas ficavam. Eu já estava no piloto automático. Pés doendo, fome de comida, e um pequeno mau humor batendo. Respirei fundo e tentei não pensar.

Já batia 15 horas de travessia e já não tínhamos mais pernas para correr nem na descida. Finalmente chegamos ao hotel do Pierre, um hotel desativado (antes o resgate podia ir até ali). Faltavam só mais 2km para chegar até a rodovia. E finalmente depois de 16h chegamos!! Gabriel nos esperava com cerveja. Completamos o 2º dia!! Cansativo mas extremamente recompensador!! Voltamos para o hostel, comemos e fomos dormir sem saber se iríamos ou não para o terceiro dia…

Resumo

Travessia Serra Fina

Saída: Toca do Lobo – Passa Quatro

Chegada: Itamonte

Distância: 32km

Tempo: 16h26min

Desnível Positivo: 2795mts

Desnível Negativo: 2795mts

Altitude Máxima: 2738mts (Pedra da Mina)

Parque Nacional de Itatiaia – Quase Asa de Hermes

2º dia (domingo)

No post anterior, contei como foi o sábado: nossa entrada no Parque, a tentativa frustrada de conseguir senha para subir o Agulhas Negras e nossa Travessia Morro do Couto x Base das Prateleiras. Nesse vou contar como foi tentar chegar na Asa de Hermes.

Para acessar o post do 1º dia: http://televopratrilha.com/parque-nacional-de-itatiaia/

Início da trilha.

No jantar do sábado tínhamos decidido que no domingo iríamos acordar mais tarde, tomar café da manhã na pousada e partir para o parque para subir a Asa de Hermes. Desistimos de tentar  subir o Agulhas Negras, visto que poderíamos acordar super cedo e novamente não conseguir senha e alguns integrantes do grupo já estavam muito cansados para fazer o pico mais alto do Parque no segundo dia.

Jantar de sábado foi bom! Pousada dos Lobos.

Foi isso que fizemos, acordamos com tranquilidade, tomamos um maravilhoso café e quando íamos sair, um dos carros não pegou. Antônio, um dos nossos, não tinha colocado gasolina no reservatório de partida do carro, com o frio lascado que estava fazendo, o carro não pegava de jeito nenhum. O jeito foi enfiar quem coubesse no carro do Leo da Pitbull Aventura e o Antônio ficou na pousada até o dia esquentar e ele conseguir sair com o carro, encontraria a gente depois.

Saímos então, em direção ao parque, estacionamos e começamos a trilha. Novamente pegamos a estrada de 3kms, em direção ao abrigo Rebouças. A trilha começa ali no abrigo, atravessamos a ponte e trilha que segue. Mesma trilha que vai pra Agulhas Negras, na trifurcação pegar à esquerda para “Asa de Hermes”. Seguindo pelo caminho, a vista de Agulhas é impressionante, lindo mesmo. A trilha chega de frente pro vale entre Agulhas Negras e Asa de Hermes, a trilha segue por esse vale.

Visão de Agulhas Negras na trilha para Asa de Hermes.

Asa de Hermes, trilha segue por esse vale, no meio.

O sol começou a ficar quente já no começo da trilha, em poucos minutos, estava um calor desgraçado. Um dos integrantes desistiu e resolveu voltar pro abrigo Rebouças, como ainda estávamos no início, o Leo deixou ele voltar sozinho. Eu, Cristopher e Kelly estávamos com um ritmo bom e o Leo, deixou a gente seguir o caminho, 12h (meio-dia) se não estivéssemos no cume, era pra voltar. Ele já estava tomando a decisão de voltar com uma outra integrante da equipe que estava num ritmo mais lento.

Seguimos então na frente, chegando de frente ao Vale, entre os dois maciços (Agulhas e Asa), a trilha desaparece e então inicia o trepa pedra. Pulando de pedra em pedra em direção ao Vale, seria quase impossível saber por onde ir sem os totens e sem a informação das pessoas que estavam ali. Pronto, já estava com medo, pular de pedra em pedra, com fendas bem profundas, me fez ter medo, medo de escorregar, sei lá. Cristopher me incentivou e só porque ele me encorajou que eu continuei. Kelly, nesse momento, desistiu e voltou para o abrigo Rebouças, onde deviam estar os outros. Logo no início tem que passar por um túnel de pedras que não passa uma pessoa com mochila, bem apertado, pra poder sair lá do outro lado. Só conseguimos saber por onde ir, porque as pessoas indicaram a entrada.

Continuamos seguindo os totens, pula pedra, tenta por um caminho, não consegue, volta, vai por outro, perde o totem, volta, acerta, vê outro totem, tenta chegar nele, não consegue, volta, vai de novo pelo outro lado. Enfim, só nessa brincadeira de achar totens perdemos um tempão precioso.

Em vários momentos quis desistir e voltar. Achamos o último totem, lá no fim do vale. Em algum lugar agora a gente tinha que subir perto desse totem, tenta subir aqui, ali, lá do outro lado, tenta pela trilha meio fechada, tenta escalar, tenta de tudo. Eu digo: “Cris, já é mais de meio dia, temos que voltar”, Cris diz: “Samantha, olha a Asa ali, não dá pra desistir agora”. Cris encasquetou que tínhamos que subir por umas pedras, que ali daria no cume, mas eu disse que por ali eu não iria, não teria condições técnicas para ir por aquele caminho em segurança.

Mais algumas tentativas frustradas, às 13h: “Cris, eu vou voltar, você vai comigo ou vai subir sozinho?”, com muita cara de decepção, Cris disse: ” Não é seguro você voltar sozinha e nem eu subir sozinho, volto também.”

Voltando, procura totem, vai, tenta por ali, por lá, acerta, erra, volta, tenta de novo e o tempo passando. Encontramos duas meninas na base da Asa de Hermes, bem no meio do vale. Elas disseram que a subida era por ali (bem na metade do vale entre os dois maciços). Dali avistamos um grupo quase no cume. Não dava pra acreditar que a gente foi até o fim do Vale seguindo os totens e a entrada pra subida era logo ali. Vontade de subir, mas não dava, havia muito tempo que o grupo todo estava lá esperando a gente. Chegamos no túnel, a gente não achava a entrada de jeito nenhum pra voltar, tenta por um lado, tenta por outro, achamos, mas perdemos muito muito tempo. A essa altura eu morria de preocupação com todo o grupo esperando.

Ufa, chegamos novamente na estrada de 3kms pra voltar ao estacionamento. Imaginava que todo mundo já estivesse nos carros, de roupa trocada, comendo. Não passou pela nossa cabeça que eles poderiam ainda estar esperando a gente no abrigo Rebouças. Só seguimos em direção ao estacionamento.

Chegando lá, ninguém, só os carros. Pra completar, a chave do carro do Léo, estava na minha mochila, ou seja, não daria pra ninguém se trocar se eu estava com a chave. Obviamente, ainda estavam no abrigo Rebouças. Estava saindo com o carro para buscá-los quando eles chegaram no estacionamento, imaginando que já devíamos ter voltado. Foi mal pessoal pela demora!

Asa de Hermes, me aguarde, eu ainda vou chegar em você!

os totens – as pedrinhas que deveriam sinalizar o caminho correto

Problema sério: os totens. Os totens não eram pra trazer problemas, servem para ajudar a não errar o caminho, certo? Certo! Mas, em vários lugares isso não é usado com boas intenções. Propositalmente totens são colocados em lugares errados, para que as pessoas se percam e se sintam obrigadas a contratar um guia. Fico extremamente triste que isso aconteça em vários lugares, pior ainda quando falamos de um Parque Nacional, que deveria ser, no mínimo, bem sinalizado. Seguimos os totens e não achamos o caminho certo, fiquem ligados!

Dicas:

-o sistema de entrada no parque para Agulhas Negras e Prateleiras mudou: http://televopratrilha.com/parque-nacional-de-itatiaia/

-É recomendado uso de corda para subir a Asa de Hermes, mas não é obrigatório. Não subi, então não sei o grau de dificuldade.

-a Subida da Asa é exatamente no meio do Vale entre Asa de Hermes e Agulhas Negras, tem um totem na entrada da subida. NÃO SIGA TOTENS APÓS O MEIO DO VALE.

-Pessoas com medo de altura podem travar nos trepa pedras, as fendas são bem profundas entre uma pedra e outra. Não é uma trilha fácil.

-No parque não tem sinal de celular, nem nos arredores.

-Ficamos na Pousada dos Lobos, super perto do Parque, mas recomendo para quem tem carro 4×4 ou um carro mais potente. 1.0 não deveria se arriscar. A pousada é uma delícia.

-Guiamento: Leo, da Pitbull Aventura: http://pitbullaventura.blogspot.com.br/  ou https://www.facebook.com/pitbullaventura/

-De manhã e à noite fez muito frio, 0º.

-Levar: água (1.5 l no mínimo), lanche, anorak, protetor solar, chapéu/boné, manga comprida (protege do sol ou do frio), calça, tênis para trilha, kit de primeiros socorros, lanterna, saco para lixo, papel ou lenços umedecidos para necessidades fisiológicas.

Zermatt Parte 2 – Gornergrat e Basecamp Matterhorn

Para ver o primeiro Post: Zermatt – Parte 1 – Matterhorn Trail

Continuando…

No meu segundo dia de trilha em Zermatt, eu queria explorar o máximo que eu conseguisse. Para isso acordei bem cedo e parti no primeiro trem rumo ao Gornergrat. Esse passeio não custa barato, sem o Swiss Pass custou 95 francos, porém se você estiver com tempo você pode subir via trilha. Como o meu tempo era curto, subi de trem e de lá saí explorando as trilhas. O visual era incrível. Como já haviam me contado é a vista mais bonita do Matterhorn.

Na subida de trem você pode parar em todas as estações e explorar todas as trilhas que quiser. O Gornergrat fica a 3100mts de altitude. Até então o mais alto que eu já tinha subido. Chegando lá em cima optei por seguir a trilha Alpina rumo ao Base Camp do Monte Rosa. Essa montanha feia da foto abaixo.

A trilha era incrível, quanto mais descia, mais próxima das geleiras eu chegava. No caminho encontrei vários escaladores que iam para o Base Camp para escalar o Monte Rosa. Cheguei até um ponto que a trilha ficava bem difícil. Então tive que tomar a decisão, ou seguia até o Base Camp ou voltava. Se eu seguisse não conseguiria fazer a trilha para o Base Camp do Matterhorn a tarde, que era o segundo objetivo do dia. Então optei por voltar.

Optei por não subir de volta para o Gornergrat e sim seguir em direção à estação Rotenboden, estação logo abaixo do Gornergrat. E a trilha rumo à Rotenboden era de tirar o fôlego.

Depois de quase uma hora de caminhada cheguei à Rotenboden. Essa estação dá acesso à trilha que leva ao lago Riffelsee, na minha opinião um dos pontos mais bonitos da região.

No total caminhei durante umas 3 horas, não sei exatamente a distância pois acabei esquecendo de ligar o GPS.

Retornei à estação e voltei para Zermatt, reabasteci minha mochila e segui para o outro lado da cidade para pegar o teleférico rumo à Schwarzsee, a estação que dá acesso à trilha para o Base Camp do Matterhorn.

Iniciei a trilha por volta das 15h e já estava bem vazia. Encontrei algumas pessoas descendo, mas depois de algum tempo eu estava completamente sozinha.

Quanto mais subia, mais a dificuldade da trilha aumentava, muitas pedras soltas, cordas, e pontes de metal que dava aquele frio na barriga para passar.

As marcações são todas muito bem feitas, e a marcação em azul significa trilha Alpina, de alta dificuldade.

Quanto mais perto chegava do Matterhorn, mais imponente ele ficava.

Depois de 4km de uma subida bem técnica e inclinada, cheguei ao Hörnlihütte, o Base Camp do Matterhorn, à 3260mts de altitude.

À partir deste ponto só escalando.

Iniciei a descida um pouco antes das 17h, e quando cheguei de volta à estação do teleférico para minha surpresa, ela já estava fechada… então tive que voltar andando mais 8km, até Zermatt. ?? O que também não foi ruim, pois as paisagens eram lindas, e como era verão, as 20h ainda era dia, então eu tinha tempo.

Eu não tenho dúvida que estas foram as trilhas mais incríveis que fiz na minha vida. Sozinha, porém completamente imersa na grandiosidade da natureza, e aproveitando cada segundo dessa experiência única.

Pra ficar guardada pra sempre na memória e no coração.

#televopratrilha

Pico Paraná Fail! Pico do Itapiroca Done!

Quem nos acompanha por aqui e principalmente pelo Instagram já percebia a nossa ansiedade para fazer finalmente o Pico Paraná. Já na semana, na quarta feira de cinzas, a Carol nos contou que estava bem doente e que não conseguiria nos acompanhar (triste ?), mas que fazia questão que nós ficássemos em sua casa.

Chegamos em Curitiba no sábado, conhecemos mais alguns pontos turísticos, combinamos com o George a logística e horários, e finalmente conseguimos dormir cedo.

Saímos de Curitiba às 6h da manhã, pegamos o George 6h30 em Quatro Barras e seguimos para a Fazenda Pico Paraná, para iniciarmos o ataque ao Pico no máximo 7h30.

Estava tudo acontecendo dentro do programado até que…


Pá! Carro falhou na subida, (HB20 1.0 não aconselhamos), e no que a Sasa deu a ré, não viu a valeta e foi. Foi um misto de desespero, com tristeza, com “PQP!! Não vamos conseguir subir!”

Subimos a pé até a Fazenda Pico Paraná, do Dilson (anjo que nos salvou), e ele prontamente se disponibilizou a nos ajudar. Descemos com ele no seu carro, e ele tentou nos puxar… na primeira tentativa a corda arrebentou. Resumindo, terminamos toda a saga com um guincho, que conseguiu tirar o carro da valeta sem nenhum arranhão.

Perdemos 7 horas do nosso dia para tirar o carro da valeta. Quando chegamos na fazenda, já era por volta de 13h30. Não dava mais pra subir o PP. Estávamos calculando de 10h a 12h para subir e descer. Seria no mínimo insano tentar, ainda mais com o tempo que estava.

George nos sugeriu subir o Pico do Itapiroca. Um pico um pouco mais baixo (1805mts de altitude, o PP tem 1877). Ele nos disse que era a vista mais bonita da região e que levaríamos no maximo 6 horas para subir e descer. Topamos na hora, após todo perrengue, viajar até lá e não subir seria muito triste.

Iniciamos a subida era 13h50. No início uma subida bem íngreme, quase uma escada. Estávamos com a adrenalina lá no topo, e subimos bem forte. Em menos de duas horas chegamos no topo.


No meio do caminho encontramos o Feijoada e a Nahayana, pai e filha, que havíamos encontrado na estrada enquanto o nosso carro era guinchado. Seguimos juntos até o topo. O Feijoada é um senhor de 60 anos que pratica montanhismo há 40 anos. Nos contou diversas histórias e compartilhou vários conhecimentos de quem conhece aquela região como ninguém.

Ficamos um bom tempo parados lá no topo, mesmo com a chuva e o vento frio, ficamos ali admirando aquele gigante que é o Pico Paraná. Apesar da chuva, tivemos uma vista privilegiada. Quando chegamos no topo, o tempo abriu completamente e conseguíamos ver até o litoral.



Iniciamos a descida e fomos abençoados com um belo por do sol.

Terminamos a descida às 19h30, com 5h45 de tempo total de ataque e descida. O finalzinho ficamos no escuro, mas foi bem pouco tempo.

Quando chegamos na fazenda, tinha pastel frito na hora. Foi quase um abraço de tão bom! Hahahaha

Agradecimentos mais que especiais

Não poderíamos terminar esse post sem antes agradecer de coração toda ajuda do Dilson, que ficou ali nos levando para cima e para baixo, sendo muito prestativo e nos acalmando quando pensamos que tudo daria errado. Ele é o proprietário da Fazenda Pico Paraná. Lá é uma das opções para deixar o carro estacionado, ele cobra uma taxa de 15,00 por pessoa. Anota seu nome e telefone, e controla a entrada e saída. Se você não der “baixa” na saída ele te liga ou se não conseguir te contatar liga para o telefone que você deixou de emergência. Caso aconteça alguma coisa na subida, ele será um apoio.

Nosso muito obrigada à Carol, pela hospitalidade e hospedagem mais uma vez em sua casa. E ao George por nos guiar em mais essa aventura. Ele conhece muito bem todas as trilhas da região, só no Itapiroca ele já subiu mais de 40 vezes.

Voltaremos em breve para fazer o PP. A Serra do Mar paranaense já ganhou o nosso coração.

informações e dicas

Altitude: 1805mts

Ganho de elevação: 923mts

Perda de elevação: 935mts

Terreno: Raízes expostas e campos de altitude

Como chegar: Saindo de Curitiba acesso pela Rodovia Regis Bittencourt (BR 116), sentido São Paulo. Após 40km, você encontrará o Posto Tio Doca, no lado esquerdo da rodovia. Seguindo adiante por mais 1,8km, você verá a ponte do Rio Tucum, exatamente antes da ponte, tem a entrada de estrada de terra. Nessa estrada, você seguirá por mais 6km de estrada de terra até a Fazenda Pico Paraná

Visual: Pico Paraná, Siririca, Caratuva, Litoral, entre outros

 Vídeo muito bom de toda a saga, feito pelo George Volpão: https://www.youtube.com/watch?v=JBUdEL7gCJ8

Travessia Cobiçado – Ventania

O ano iniciou e quando começamos a fazer o nosso calendário de trilhas, tínhamos uma meta em mente: novos lugares, mas que dessem para ser feitos em apenas um fim de semana. O nosso trabalho este ano está nos limitando um pouco em datas, então precisaríamos de lugares que não demandassem grandes deslocamentos e logísticas absurdas.

Primeira Travessia 2017

Comecei a pesquisar e vi umas fotos incríveis de uma amiga nesta travessia. A Sa, conversou com um amigo de Niterói (o Léo, da Pitbull Aventura), que prontamente se disponibilizou a nos guiar nesta trilha. Léo convidou três amigos, Vander, Marcos e Zé, que nos acompanhou e tornou o dia muito divertido.

Saímos de Niterói às 5h da manhã, rumo à Petrópolis. Ano passado já estivemos lá para fazer a travessia Petrópolis – Teresópolis , então já conhecíamos um pouco o lugar. 

Eram 7h30 da manhã e já estávamos iniciando a trilha. A trilha começa no bairro Santa Isabel. Paramos o carro ao lado de uma igrejinha branca e azul, e iniciamos a subida por uma estrada de terra. 

Começo da Subida

Onde paramos o carro… início da Travessia!

Subida íngreme, mas não tão dura, seguimos por ela por aproximadamente 3kms onde encontramos a placa que dava início “oficialmente” à trilha.

Subindo…

Subindo…

Neste momento entramos em um single track lindo, com uma subida um pouco mais dura. Já subíamos em direção ao cume do Cobiçado, o primeiro pico da Travessia. E o visual era incrível por onde olhávamos.

Onde está Sasa?

Achouuuu

Atingimos o Cobiçado com aproximadamente 1h30 de caminhada bem tranquila. Quando chegamos, as nuvens encobriram um pouco o visual, porém não tirou nada da beleza do lugar!

Topo do Cobiçado

Ficamos ali por uns 20 minutos, e então seguimos em direção ao Pico dos Vândalos. Mais single track e mais uma meia hora de caminhada e chegamos ao segundo pico. E para nossa surpresa o tempo já estava completamente aberto e dava para ver a Baía de Guanabara inteira. Dava pra ver o Pão de Açúcar e o Cristo, a Ponte Rio-Niterói… um visual de encher os olhos.

Panorâmica com a Baia de Guanabara ao fundo

Dali seguimos em direção à nossa última parada: Alto do Ventania. O caminho até lá, passa contornando a Pedra do Diabo,  uma trilha bem próxima à pedra.

S2

Depois disso entramos em uma descida um pouco mais difícil e então chegamos na parte final rumo ao Ventania, um caminho pela crista da montanha. Demais!!! Adoro cristas!! Me dá uma sensação de fazer parte de tudo aquilo.

Na crista…

Na crista…

Na crista…

Chegamos então ao Alto do Ventania, e fizemos nossa última parada antes de iniciarmos a descida. Única frustração: no Ventania NÃO ventava!! Como assim!?!? Hahahahaha

Alto do Ventania

Pausa para refrescar…

A descida era bem tranquila, rumo ao Bairro Caxambú, mais uns 3kms via single track e mais 3kms por estrada de terra até chegarmos de volta na igrejinha onde estacionamos o carro.

DICAS

A Travessia completa totalizou 15kms. Porém o nível de dificuldade eu considerei baixo para quem já está bem treinado. Para quem está começando a trilha tem um nível de dificuldade médio. 

A distância total foi de 14km, com um ganho de 1000mts de altimetria.

Para acessar a trilha não tem custo nenhum, apesar dela fazer parte do Parnaso, não acessamos pelo parque. Os custos são de deslocamento com combustível e pedágios.

Agradecemos imensamente ao Leo e seus amigos pela companhia, por nos guiar, e pelas fotos incríveis.

Quem for da região do Rio e Niterói, o Léo trabalha como guia de trilhas e também com escalada. É só seguir tanto no Face como no Insta: @pitbullaventura

Fotos: Segue o Velhinho

=)

Vale a pena incluir esta travessia no seu roteiro.

E não acaba por aqui, porque nosso fim de semana foi bem intenso e no próximo Post contaremos como foi nossa primeira experiência com mergulho!!

#televopratrilha GOES TO #televopromar

KTR – Ilhabela – Como Foi!

Antes tarde do que nunca, aí vai meu depoimento da KTR Ilhabela.

Depois de uma semana muito corrida, finalmente tive tempo de sentar e escrever… a rotina de trabalho está bem puxada… me perdoem rsrs

Uma semana atrás aconteceu a etapa final da KTR Series. Para quem não conhece a KTR, é uma série de corridas de montanha, bem desafiadora, daquelas quanto pior, melhor. Em 2014 e 2015 participei de todas as etapas, mas neste ano não tinha participado ainda, pois estava com foco em outras provas. A etapa de Ilhabela era novidade no circuito e como todos meus alunos animaram decidi participar, também.

No Pico do Baepi… Nublado! ?

A prova contava com várias distâncias… 10km, 21km, 40km e 5km no domingo, sendo um desafio vertical (5km com 1000mts+).   Eu optei por 21km,  que no final foram 19km, mas com respeitáveis 1600mts de ganho de altimetria. Uma senhora subida.

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A sofrência na subida! ?

A largada foi na praia do Perequê e logo de cara uma subida dura. Eu não estava nos meus melhores dias, então foi aquele tipo de prova que não fiz muita força. Mas diferentes das outras etapas da KTR que já participei, nesta dava para correr. Explico. Normalmente, as KTR’s são provas extremamente truncadas, de alto nível técnico, com subidas duríssimas e descidas complicadas, o que tornam as provas bem travadas. Ou seja, corrida de montanha de verdade. Mas nessa etapa dava para desenvolver bem.

Chegada!!

pico do baepi

Certamente a parte mais dura e quem correu vai concordar comigo, foi a subida para o Pico do Baepi, parte principal da prova. eram “apenas” 2,5km de subida, mas que acumulavam quase 1000mts + extremamente técnicos. E para deixar mais difícil era um bate e volta pelo mesmo caminho. Então cruzávamos com quem descia ou subia. E isso atrapalhou um pouco, pois tem muita gente que não dá passagem para os mais rápidos, travando mais ainda a prova.

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A GAIA foi lá me receber! ❤️

No geral, gostei muito da etapa. Adoro correr na mata atlântica, e o visual da Ilha é de encher os olhos. A única crítica que tenho da prova, é sobre o que citei acima, sobre o bate e volta em alguns trechos. Sei que em alguns trechos é a única saída, mas atrapalha bastante os atletas.

Fechei os 19kms em 4h45… em 19º geral de 77 e em 4º lugar na categoria até 30 anos. Até que não foi ruim, para um bad day hahhaha

E você, o que achou da prova? Conta pra gente!!

Desafio das Serras – Dia 2 – Como foi!

Para ver como foi o “dia 1” do desafio das serras clique aqui

Não dormi muito bem durante a noite, o cansaço, as dores no corpo, o vento forte que parecia que ia levar a barraca e o desconforto de dormir em um saco de dormir fizeram com que eu acordasse diversas vezes. Não eram nem 5 horas da madrugada eu já estava acordada, isso porque a largada seria só as 8h30… tentei dormir mais um pouco, mas não rolou e então fiquei admirando o sol nascer lindamente…

O corpo estava cansado, mas as pernas estavam inteiras (valeu Vanessa). O que doía consideravelmente era o trapézio, certamente pelo peso da mochila. Levo muita comida com medo de faltar e acaba ficando bem pesado, fora que bebo muita água, então sempre carrego o máximo possível.

A organização ofereceu um café da manhã muito bem servido e caprichado. Bolo, pão na chapa, pão de queijo, café, iogurte, salada de frutas. Sem miséria. Comemos bem e fomos organizar as malas e mochilas para a largada que seria logo em seguida.

Antes de largar pedi a Vanessa que soltasse um pouco meu trapézio, o que aliviou bastante. A Barbara amanheceu bem melhor. O percurso do segundo dia também era mais fácil e a maior parte dele era descida.

A PROVA VAI COMEÇAR AGORA

Largamos e seguimos em silêncio pela maior parte do tempo. Os primeiros 10kms foram pela estrada de terra que terminamos o primeiro dia. Era em maior parte descida, mas contava com algumas subidinhas. Eu tentei me manter correndo a maior parte do tempo e estimulando a Barbara a também não parar. A única coisa que ficava na minha cabeça martelando o tempo todo era: quero chegar logo e acabar logo com isso.

Nunca tinha corrido duas distâncias longas seguidas. O mais perto disso que fiz, foi treinando para o próprio desafio onde fiz 40km no sábado e 20km no domingo. Então completar os dois dias longos seria ultrapassar uma barreira física e psicológica. Eu estava me sentindo bem. Me senti forte e preparada os dois dias. Claro que não estava sobrando, mas também não estava morrendo.

Por volta do km 23 veio a primeira subida de verdade. Tentamos manter a subida forte para que a dupla que vinha logo atrás não nos ultrapassasse. Apesar que, no primeiro dia, abrimos uma diferença de 13 minutos, mas mesmo assim não queríamos correr o risco (lado competitivo aflorado hahahah).

A subida pesada manteve-se até o km 27, quase no final da subida encontramos o Danilo que gentilmente cedeu seu trekking pole para a Barbara, que ajudou muito ela terminar a subida. Nesse momento quando achávamos que a subida tinha acabado e iríamos começar a descer, o staff falou que deveríamos virar a esquerda e seguir por uma volta de 4kms com mais 2kms de subida. A impressão que dava era que não iria acabar nunca.

Desse ponto em diante seguimos alternando corrida e caminhada. Não tínhamos mais pernas e muito menos psicológico. E seguimos os três juntos até a linha de chegada. Foi emocionante chegar junto mais uma vez de pessoas tão queridas. A Barbara, minha dupla de tantas outras provas e o Danilo completando sua primeira ultramaratona. Sou muito grata por ter tantas pessoas incríveis e do bem junto comigo. A parceria de vocês não tem igual.

é pódio!

Fechamos o segundo dia de prova em 5 horas e 20 minutos e em PRIMEIRO LUGAR DUPLA FEMININA (pensa numa felicidade). Foi realmente muito legal subir no lugar mais alto do pódio em uma prova tão incrível como essa.

agradecimentos

Argentino, Danilo, Marcão, Fernando e Renier parabéns pela prova e obrigada pela parceria e amizade de sempre.

Ge, muito obrigada pelo suporte que nos deu no sábado e no domingo. Foi fundamental e ajudou muito na nossa logística.

Fisionoesporte e Vanessa obrigada pela parceria. Vocês são peças fundamentais no nosso dia a dia para evitar lesões e nos tratar quando abusamos, e nessa prova vocês foram incríveis. Não é qualquer um que topa estar em um evento como este, dormindo em barraca e ainda abdicando do fim de semana de descanso. Um muito obrigada também a Michele, que me tratou de uma canelite chata nas últimas duas semanas e me deixou zerada para a prova.

Gostaria de parabenizar a organização impecável do Desafio das Serras. Vocês surpreenderam e proporcionaram uma experiência incrível para todos nós. A Corrida de Montanha no Brasil só engrandece com eventos desse porte.

Por aqui as dores pós prova continuam rsrs… Agora é recuperar e descansar, pois nem só de corrida vive este ser aqui. Por enquanto sem provas no calendário, porém muuuuitas trilhas para explorar. E é claro que vocês acompanharão por aqui… Quem vem?

#televopratrilha

 

Ultramaratona dos Perdidos – 3 days to GO!

Se preparar para uma Ultramaratona não é nada fácil. Para a prova considerada a mais difícil do Brasil, não é nada fácil mesmo. Exige comprometimento com os treinos, alimentação adequada, praticamente um casamento com a prova. E assim foram meus últimos 6 meses (Isadora). Dedicação total aos treinos e à dieta. Foram treinos muito intensos, com muita altimetria e em lugares incríveis. E para Perdidos, se não treinar bem a possibilidade de ficar no corte é grande. Pois, além da prova ter quase 3000+, o terreno é muito técnico, com muita pedra e muita lama. Não dá pra vacilar, o primeiro corte é no km 22 com 5h30. Passou com 5h31 volta pra casa.

Não treinou no sábado, paga no domingo!

Teve prova como preparação – 28 Praias!

Pós treino

Treino pesado em Extrema!

Alunos e parceiros de treino!

Tendo consciência de tudo isso, além de bem treinado precisa estar bem equipado e com alimentação adequada durante a prova, então, fiz duas listinhas do que levar para a prova: de equipamentos obrigatórios e alimentação. A lista de alimentação é individual, normalmente com o que normalmente você come nos treinos. Como são muitas horas de prova (minha previsão são 10h), não dá pra ficar no gel (aliás nem levo gel), levo comida, que dá muito mais energia no perrengue da montanha.

Preparem os Anoraks, a previsão é de chuva. ?⛈?

Equipamentos:

➡️Anorak
➡️Fleece
➡️2º pele
➡️Calça
➡️Meia
➡️Tenis
➡️Mochila de hidratação
➡️Cobertor de emergência
➡️Lanterna
➡️Kit de primeiros socorros
➡️Apito
➡️Buff
➡️Viseira ou óculos
➡️Trekking pole (se treinou com eles)
➡️Luva
➡️Protetor Solar

➡️Levar uma mochila com uma troca de roupa para o pós prova

Todo o equipamento separado!

Alimentação e Suplementação
(é muito individual, é apenas uma sugestão)

➡️Azeitonas
➡️Batatas cozidas ou em forma de purê
➡️Bisnaguinha com pasta de amendoim ou nutella
➡️Mix de nuts (castanha do Pará, castanha de caju, amêndoas) – Normalmente faço saquinhos misturando castanhas com frutas secas (uva passa, damasco)
➡️Bananinha
➡️Paçoquinha
➡️Barra de Proteína (uso a quest bar, e acho que segura muito bem)
➡️Gel de carboidrato (se você gosta)
➡️Cápsula de Sal

Para conhecer mais sobre a prova acesse: http://trcbrasil.com/etapa/ultra-trail-perdidos/

E se quiserem ficar por dentro do que vai rolar nessa prova casca grossa acompanhem pelo Snap: IsadoraPersonal

Me desejem sorte!!

#televopraperdidos

Conjunto Marumbi – Pra ficar na memória – Parte 1

Esta trilha foi tão tão tão especial, e tem tanta coisa pra contar que resolvemos dividir o post em duas partes, para não deixar passar nenhum detalhe!

As trilhas e picos do Conjunto Marumbi

As trilhas e picos do Conjunto Marumbi

Quando decidimos fazer o Conjunto Marumbi, já sabíamos que seria uma trilha desafiadora e linda, porém nós realmente não tínhamos ideia do que iríamos enfrentar.

Falamos com a Carol no final de maio, para que ela nos desse algumas dicas e nos falasse um pouco mais sobre essa trilha. E logo de imediato ela se prontificou a ir junto com a gente. O que nos deixou mais animadas e confiantes em ter alguém que já conhecia tão bem a trilha. Já na semana a Carol convidou o George, O Cara da montanha no Paraná, que topou de imediato, o que foi ótimo, um homem junto aumentaria nossa segurança na trilha, além do “figura” ter muita coisa a ensinar.

Turistando por Curitiba - Jardim Botânico

Turistando por Curitiba – Jardim Botânico

Chegamos em Curitiba na sexta, encontramos o George e almoçamos com ele, fizemos um passeio turístico pelo centro histórico e também fomos ao Jardim Botânico. Não conhecíamos ainda a Carol pessoalmente, ela nos encontrou à noite, fomos ao mercado comprar as comidinhas para a trilha, jantamos e dormimos na casa dela, agradecemos imensamente por isso. Acabamos dormindo tarde e tivemos apenas 4 horas de sono. As 4h da madruga já estávamos de pé.

O Quarteto!

O Quarteto!

Saímos de Curitiba de carro às 5h em direção à Morretes. Chegamos no estacionamento aproximadamente umas 6h e 6h30 já estávamos começando a trilha. Seguindo a estrada de terra, após o estacionamento, tem um posto do IAP, onde temos que deixar nossos nomes e horário de entrada, para que eles saibam que estamos ali. Do estacionamento até a Estação Eng. Lange (estação de trem) são 4km, se tiver um carro 4×4 dá para ir até a estação de carro. Como não tínhamos, fizemos estes 4km andando.

O que iríamos enfrentar...

O que iríamos enfrentar…

Da Estação Eng. Lange até a Estação Marumbi tem aproximadamente 1km. Na Estação Marumbi, onde a brincadeira começa, tem opção de camping, é possível vir de Curitiba até a estação Marumbi de trem e ficar acampado ali. Nós optamos subir pela trilha vermelha e descer pela branca: o jeito mais difícil de fazer. A pacandaria começa já logo no início. Aquelas subidas que parecem degraus, porém bem mais altos que de uma escada normal. No início a subida é dentro da mata bem fechada, sobre raízes e rochas, a floresta de Mata Atlântica de uma intensidade única, faz parecer que você é parte de tudo aquilo. A subida é íngreme o tempo inteiro, não tem trégua, diferente de outros lugares que se sobe em curvas, por uma característica dessa região, a subida é feita em praticamente linha reta até lá em cima, ou seja, hardcore.

No meio da mais pura Mata Atlântica

No meio da mais pura Mata Atlântica

O primeiro pico que atingimos foi o Abrolhos. Quando você olha de frente lá da Estação parece que é o mais alto, mas na verdade ele é o mais baixo (ele só está  mais à frente que os outros o que faz parecer que ele é mais alto). Quando começamos a chegar mais próximo do pico, começaram a surgir os paredões com grampos e correntes. Um dos momentos mais tensos da subida. Em um dos paredões tinha mais ou menos uns 20 metros de corrente para subir em um rapel, completamente exposto, aliás exposição completa aos abismos é recorrente. Nesse momento o medo bateu, foi preciso muita concentração pra enfrentar, pois em seguida das correntes tinham mais uns 20 metros de grampos. Foi um sufoco, mas superamos mais esse medo.

Os intermináveis grampos...

Os intermináveis grampos…

Logo em seguida chegamos ao cume Abrolhos, e ficamos realmente encantadas com o visual. E ali você consegue ver que o Abrolhos é realmente o pico mais baixo do conjunto. Dali você consegue avistar a Esfinge, a Pedra do Tigre e o Gigante. Só não conseguimos avistar o Olimpo que está atrás do Gigante.

No cume do Abrolhos!

No cume do Abrolhos!

Ficamos ali por meia hora mais ou menos, comemos, tiramos um milhão de fotos é então seguimos de volta pra trilha. Descemos o Abrolhos, e começamos a subida em direção a Esfinge. Esta parte da trilha é particularmente incrível, você sobe o tempo todo paralelo ao paredão que chega na Esfinge. É de arrepiar só de lembrar. Porém não encontramos a trilha que dava acesso ao cume da Esfinge, e então decidimos seguir direto para a Ponta do Tigre.

Subindo paralelo ao paredão da Esfinge

Subindo paralelo ao paredão da Esfinge

Subindo!

Subindo!

O que foi a melhor escolha que fizemos… No próximo Post vocês entenderão porque…

Continua amanhã…

CLIQUE AQUI – Conjunto Marumbi – Pra ficar na memória – Parte 2
CLIQUE AQUI – Te levo pro Marumbi – Dicas e Informações

Parque Estadual da Cantareira – Núcleos: Pedra Grande e Águas Claras

PARA LER SOBRE O NÚCLEO ENGORDADOR: CLIQUE AQUI
PARA LER SOBRE O NÚCLEO CABUÇU: CLIQUE AQUI

E quem disse que não é possível achar mato na “Selva de Pedra”?  Resolvemos falar do Parque Estadual da Cantareira, pois a Cantareira é uma dos maiores florestas urbanas do mundo e você que está em SP não pode deixar de conhecê-la.

O Parque possui 4 Núcleos abertos à visitação. Dois deles se conectam por trilha, o Núcleo da Pedra Grande e o Núcleo Águas Claras, falaremos desses dois hoje e depois falaremos em outros posts sobre os outros Núcleos Engordador  e Cabuçu.

Sugerimos iniciar o passeio pelo Núcleo da Pedra Grande, pertinho do Horto Florestal na Zona Norte de SP. Tem um estacionamento do lado de fora do parque gratuito e você paga a entrada no valor de R$12,00.

Logo que você entra tem placas e monitor se precisar de alguma orientação. A subida da Pedra Grande já começa bem perto da portaria, e são 4,5kms até chegar lá: uma pedra que fica a 1010 metros acima do nível do mar, com uma vista impressionante de SP (9km ida e volta).

AS TRILHAS

A subida, subidona mesmo, é toda em asfalto e pelo caminho é possível fazer algumas trilhas, todas circulares, pequenas e sinalizadas. Aliás, não tem como se perder por aqui, o parque inteiro é sinalizado, inclusive, antes de chegar na pedra existe uma bifurcação para ir para o Lago das Carpas e Núcleo Águas Claras (guarde essa informação).

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Chegando lá na Pedra, após tirar fotos e ficar olhando a cidade de São Paulo de cima, você pode voltar e ainda seguir essa trilha para o Núcleo Águas Claras. Seguindo essa trilha de terra batida você vai poder ir para o Lago das Carpas, muito bonito de se visitar e fazer outras trilhas desse Núcleo.

Muitas outras trilhas existem por todo o caminho, algumas bem pequenas. Entrar pra conhecer depende do nível de desgaste que você vai estar. Volta-se pelo mesmo caminho até retornar à portaria da Pedra Grande.

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Lá é um lugar incrível que atende a expectativa de todos! Dá pra fazer um treino até a Pedra Grande e voltar (9kms), dá pra aumentar indo até o Núcleo Águas Claras (aprox. 15kms) e dá pra fazer muito mais se decidir entrar em todas as trilhas pelo caminho. O Parque tem uma boa estrutura com banheiros, perto da portaria tem água potável. Leve sua garrafinha, pois não tem água lá em cima.

INFORMAÇÕES ÚTEIS

  • Estacionamento: gratuito
  • Entrada do parque: R$13,00; meia para estudantes e de graça para professores da rede pública, menores de 12 e maiores de 60 anos.
  • Endereço: Rua do Horto, 1.799 ( do lado do Horto Florestal)
  • Levar: água (cantil, mochila de hidratação), comidinhas, protetor solar.

>Não tente visitar todos os 4 Núcleos em 1 só dia, pois a entrada deles  são distantes um dos outros.

PARA LER SOBRE O NÚCLEO ENGORDADOR: CLIQUE AQUI
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