Travessia Teresópolis – Petrópolis

Travessia em um dia

Ideias de mesa de bar são sempre boas! E foi assim que eu, Ary, Vander e Rafa Bastos decidimos fazer a travessia em 1 dia.

Em 2016, já tinha feito ela da forma mais tradicional, que é de Petrópolis a Teresópolis, com a Isadora e o André. Fizemos o percurso em 9h de forma bem tranquila, saindo às 15h do parque. Para ler o relato, clique aqui.

Travessia Petrô-Terê em 2016. Isa, André e Sassa

Mas, dessa vez, o percurso demoraria um pouco mais hehehe.

Início Terê-Petrô. Rafa Bastos, Rafa Faria, Ary, Vander e eu.

começando a brincadeira

Claro que não saímos cedo com o Ary no grupo Hahaha. Começamos a travessia às 9h26. É perrengue que a gente quer né, só pode ser, porque não existe começar essa travessia as 9h, tá? Kkkk Bom, já sabia que chegaríamos à noite.

A travessia é linda!

A travessia é incrível em qualquer sentido. A única diferença é que fazendo Teresópolis – Petrópolis as montanhas ficam nas suas costas, enquanto fazer o contrário, você vê as montanhas de frente.

Até a placa pro Sino, subimos legal, fomos num ritmo bom, nas minhas contas, em 10h terminaríamos. #sqn

Clássica, foto na placa!

Bom, acontece que fui dessa vez com um grupo maior e não podemos esperar que todos tenham o mesmo ritmo, então a gente acabava andando rápido, mas fazendo inúmeras paradas para esperar.

Chegando no cavalinho, ninguém teve dificuldade pra descer, foi tranquilo. Me apavorei em 2016 para subir por ele, mas olhando ele agora, até que achei tranquilo, acho q hoje em dia, subo numa boa. Atenção: para pessoas menos experientes, convém levar corda!

Agarra no cavalinho e vai! Dessa vez, descendo.

Pegamos um congestionamento no elevador. Uma observação: Gente, por favor, desça o elevador ou suba o elevador do jeito que é pra ser feito que fica mais fácil. Pode dar medo, mas juro que eh mais fácil e rápido. Não tente ir de bumbum, segurando bastão na mão, afinal foram colocados grampos ali pra vocêc descer/subir igual uma escada, porque assim é mais seguro e mais fácil.

Esse não é o elevador da Travessia. Só ilustrando: descer/subir como uma escada.

Congestionamento no elevador!

o dia acaba e a noite chega

Enfim, quando estávamos quase chegando no Açú, vimos um pôr do sol muito maravilhoso, e isso vale muito a pena! Sabíamos que dali em diante era lanterna, casaco e mta descida. Também, teve lua maravilhosa, iluminando nosso caminho!

Nada como um pôr do sol!

Nascer da lua!

Bom, a descida foi interminável, pra variar. Íngrime com areia, no escuro. Joelhos sofreram. Pra quem já tem algum problema nessa articulação, recomendo fazer Petrópolis-Teresópolis. A descida do Açú judia muito. Pra falar a verdade as duas descidas, são intermináveis, de qualquer lado. Mas, terminando por Teresópolis a descida é menos íngrime.

Finalizamos em 12h! Chegamos 1h da manhã em casa.

Descendo o Açu no escuro!

Na semana, descobrimos que um francês estava perdido na travessia. Ele entrou em contato com o bombeiro na sexta, sábado estávamos lá fazendo a travessia, foi resgatado depois de quase uma semana. Deu até um aperto no peito em saber que estava ali fazendo uma travessia e alguém bem perto passando perrengue, de repente ele conseguia ver a gente de longe, com nossas lanternas, fiquei pensando nisso a semana toda. Mas, ainda bem q deu tudo certo e ele foi resgatado com vida. Parabéns a todos os envolvidos no resgate!

Informações e dicas:

http://www.icmbio.gov.br/parnaserradosorgaos/

– Para fazer a travessia em 1 dia, tem que comprar o ingresso para parte alta somente. Em mais dias, consultar valores dos abrigos. Se você não é gringo, o valor é Desconto Brasil.

– São aprox. 30kms de sobe e desce. Tenha certeza que seu grupo tem condições de fazer em 1 dia. Não é fácil e não é para iniciantes, na dúvida faça com tranquilidade, em mais dias.

–  O parque abre 7h, mas você  pode entras às 6h, se já tiver comprado pela internet. Sugiro fazer isso.

– Vá com alguém que conheça ou com guia. Sim, é possível se perder, como aconteceu com o francês, e como acontece todo ano. Também acho que o parque deveria ser melhor sinalizado, mas enquanto isso não acontece, por favor, não seja imprudente.

– Faz frio à noite, o tempo muda muito rápido na montanha, você nunca sabe o que pode acontecer. Leve tudo pra sua segurança. Sugestão: kit de primeiros socorros, cobertor de emergência, luvas, headband, anorak (impermeável), corta-vento. Fora itens como água e comida.

– Tem água em todos os abrigos, duas garrafinhas de 600ml são suficientes.

– Contratamos o Denilson para o resgate. Ele pegou nosso carro em Teresópolis e levou pra portaria de Petrópolis. É de confiança, conhecido por todos. 24 99971-7285

Transmantiqueira Day 2 – Travessia Serra Fina

Continuando a nossa saga pela Mantiqueira…

Treino para o UTMB – CCC

Após fazer a Travessia Marins-Itaguaré no sábado (link aqui), domingo foi o dia de fazer a desafiadora Travessia da Serra Fina em apenas um dia. Para quem não conhece, essa travessia é considerada a mais difícil do Brasil, com 32kms de distância e acumulando 2810mts de desnível positivo, saindo da toca do Lobo em Passa Quatro e chegando em Itamonte, na rodovia próximo ao Hostel Picus. O terreno é extremamente técnico, com subidas em cordas, descidas íngremes e muito capim amarelo na altura da cabeça. Então pega a caneca de café, coloca pra tocar a playlist do filme Into to the Wild e senta que lá vem história.

começa a brincadeira

Acordamos às 3h da madrugada e 3h30 da manhã o café estava na mesa. Marissol nós te amamos!! Saímos de Itanhandu rumo à Passa Quatro às 4h30 da manhã e 5h30 já estávamos na Toca do Lobo. Começamos a subida ainda estava escuro, e mais uma vez vimos o sol nascer na Serra Fina: espetáculo!

O caminho é incrível, e já devo ter subido no Capim Amarelo umas dez vezes, e eu nunca me canso do visual incrível do quartzito.

Chegamos ao cume do Capim Amarelo com 2h30 de travessia. Céu limpo, sem nenhuma nuvem no céu!! Nunca tinha visto o Capim Amarelo tão aberto. O vento estava judiando, então comemos bem rápido e seguimos a travessia rumo à Pedra da Mina.

DO CAPIM AMARELO À pEDRA DA MINA

Do Capim Amarelo até a Pedra da Mina é uma bela pernada, sobe e desce vale, e em várias partes é possível se perder. Como estávamos com guia, foi muito tranquilo. Paramos para “almoçar” antes de atacar o cume da Pedra da Mina. Recuperar as energias pq a subida ali judia muito! Chegamos no cume da Pedra da Mina, o 4º ponto mais alto do Brasil em 7h. Fiquei bem feliz com o nosso tempo, pois da última vez levei 8h até lá…

Quando chegamos lá, encontramos o casal mais querido do perrengue: Se Ela Corre eu Corro – Gabriel e Cris! É sempre muito bom encontrar com esses queridos!! Eles fizeram um bate e volta de SP até Passa Quatro, subiram e desceram via Paiolinho… Se tivéssemos combinado não daria tão certo esse encontro.

DA PEDRA DA MINA ATÉ O PICO DOS TRÊS ESTADOS

Ficamos pouco tempo por ali, e seguimos, pois ainda tinha muito chão. Descemos a Pedra da Mina sentido Vale do Ruah. Dali em diante era caminho desconhecido para mim. O Vale do Ruah, é tipo um brejo, só que com Capim Amarelo passando da cabeça durante uns dois kms. Um labirinto de Capim atolando os pés na lama: maravilhoso!!

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Passando o Ruah, começamos a subida rumo ao Pico dos Três Estados. Recebe esse nome devido ao fato de ser o ponto de divisa entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O caminho até lá é com bastante sobe e desce em cristas e com um visual incrível. Paramos para comer no bambuzal, um pouco antes de atacar o cume. Mais um ponto que é bem fácil de se perder. Fiquem sempre atentos.

Iniciamos a subida do Três Estados já batia 17h, e começava mais um espetáculo da natureza. Nunca tinha visto um por do sol tão maravilhoso. Foi mágico. À esquerda o por do sol, à direita a luz refletia no Pico das Agulhas Negras e Prateleiras. Só agradecer por estar viva, com saúde e poder desfrutar de momentos tão incríveis.

DO PICO DOS TRÊS ESTADOS AO FINAL DA TRAVESSIA

Curtimos um pouco o pôr do sol e seguimos rumo ao Alto dos Ivos, o último pico da travessia, pois dali pra frente seria mais difícil pois o cansaço já batia, e com a noite tudo se torna mais difícil. Chegamos no Alto dos Ivos já eram umas 19h e pausa rápida para comer pois quase congelamos. Céu estrelado, sem nenhuma nuvem no céu. Outro espetáculo. Apagamos as lanternas e por alguns instantes ficamos em silêncio no absoluto breu, apenas vendo a magnitude do céu. Uau! Nunca vi nada parecido, pena que a câmera do celular não consegue captar as estrelas.

Iniciamos a descida com o frio já judiando. Sensação de que não acabaria nunca. Víamos as luzes da cidade ao longe, e quanto mais a gente descia, mais longe elas ficavam. Eu já estava no piloto automático. Pés doendo, fome de comida, e um pequeno mau humor batendo. Respirei fundo e tentei não pensar.

Já batia 15 horas de travessia e já não tínhamos mais pernas para correr nem na descida. Finalmente chegamos ao hotel do Pierre, um hotel desativado (antes o resgate podia ir até ali). Faltavam só mais 2km para chegar até a rodovia. E finalmente depois de 16h chegamos!! Gabriel nos esperava com cerveja. Completamos o 2º dia!! Cansativo mas extremamente recompensador!! Voltamos para o hostel, comemos e fomos dormir sem saber se iríamos ou não para o terceiro dia…

Resumo

Travessia Serra Fina

Saída: Toca do Lobo – Passa Quatro

Chegada: Itamonte

Distância: 32km

Tempo: 16h26min

Desnível Positivo: 2795mts

Desnível Negativo: 2795mts

Altitude Máxima: 2738mts (Pedra da Mina)

CHAPADA DOS VEADEIROS – SUGESTÃO DE ROTEIRO (4 DIAS)

Preparativos

Chapada dos Veadeiros já era um destino muito desejado por nós do Te Levo Pra Trilha, combinamos para o feriado do dia do trabalho em Maio. A Isa falou com uma amiga que já tinha ido e que topou ir de novo. Pronto equipe formada: Eu (Sassa), Isa, Gabriel (marido), Fernando (amigo), Letícia (amiga) e Matheus (irmão da Letícia).

Entramos em contato com o River, guia de Alto Paraíso, indicado pela Le e fechamos com ele um pacote de 3 dias só com nosso grupo. Sempre que podemos contratamos guias locais, enriquece imensamente os passeios  e movimenta a economia local.

Todo mundo chegou antes de mim, cheguei sexta à noite, galera já estava com o carro alugado, um Spin pra caber todo mundo. Fomos direto pra Alto Paraíso onde tínhamos alugado uma casa pelo Airbnb.

Tem muita coisa linda nesse lugar e obviamente 4 dias é muito pouco. Mas, acredito que esses passeios são os principais e os mais procurados, espero que possa ajudar. E voltaremos pra lá, com certeza, a Chapada dos Veadeiros me surpreendeu.

NOSSO ROTEIRO

Dia 1 – Catarata dos Couros 

Encontramos com o River cedinho e partimos, sentido Brasília, pra 20kms em asfalto mais 30kms em estrada de terra. Saia bem cedo e pegue uma cachoeira bem vazia!

Passeio imperdível!! Fizemos com ele o sentido contrário do comum, começando por baixo pela vista da Cachoeira do Butijão e depois subindo para mergulhar nas quedas. As quedas são simplesmente maravilhosas.

para ler post completo das cachoeiras dos couros – clique aqui

Dia 2 – Cachoeira do Segredo e Mirante da Janela

Esse dia foi intenso, fizemos duas trilhas bem compridas. Mesma coisa, saia cedo e aproveite a cachoeira vazia. Pra mim, essa Cachoeira é muito impressionante. Tem uma natureza avassaladora, paredão de rocha ao redor deixa o visual espetacular. Fora que a queda é enorme, tem 115m de altura, muito funda. Por isso, recomendamos levar macarrão ou colete salva vidas em caso de emergência, os guias sempre levam. Tem um fio de água quente na queda, olhando pra ela, do lado direito.

Saindo de lá, fomos pro Mirante da Janela pra pegar o pôr do sol. Que coisa alucinante esse lugar. Pôr do Sol imperdível. Não esqueça a lanterna pra volta.

para ler post completo da cachoeira do segredo e mirante da janela – clique aqui

Cachoeira do Segredo

Dia 3 – Cachoeira Santa Bárbara

A dica principal pra esse passeio: Não deixe de ler o post completo.

São muitas pessoas que ficam sem senha quando chegam lá, e ela não é perto, são mais de 120 kms de Alto Paraíso. Além de chegar as 5h30 pra pegar senha, fomos entrar na Cachoeira por volta das 11h30. Ou seja, é muita vontade!

De fato, o lugar é disputado, porque a cor da piscina que forma é um tom de azul turquesa de impressionar, de cair o queixo de qualquer pessoa. O horário que conseguimos entrar também ajudou, pois o sol estava bem em cima da cachoeira, o que favorece essa cor impressionante.

Se eu pegaria essa fila novamente? Não! Só se fosse pra levar alguém que nunca foi, pois foi perrengue, muito perrengue também pro guia que fica lá agilizando tudo. É obrigatório entrar com guia.

para ver post completo da cachoeira santa bárbara – clique aqui

Dia 4 – Vale da Lua e Loquinhas

Nosso último dia, tínhamos pouco tempo, à noite tínhamos que pegar o voo. Fomos sem guia para esse passeio por não haver nenhuma necessidade.

A Le já tinha falado que o Vale da Lua era legal conhecer, mas que também não era super surpreendente. E Loquinhas recomendaram pra gente por ser bonito e rápido.

Fomos pro Vale da Lua primeiro, chegamos bem cedinho e aproveitamos pra tirar várias fotos. Depois fomos para Loquinhas, chegando um pouco mais tarde, já tinham várias pessoas nos poços. Conseguimos achar um sem ninguém e tomar um banho de despedida.

Realmente são dois passeios que não considero imperdíveis. Talvez, porque fomos pra lugares tão surpreendentes antes que esses ficaram um pouco ofuscados. Mas, foi bom, porque não tínhamos tempo pra ir pra outro lugar.

para ler o post completo do vale da lua e loquinhas – clique aqui

Vale da Lua

Vale da Lua

Achamos 1 poço vazio

Esse estava cheio!

Dicas gerais

Como chegar: Avião até Brasília e de lá partir de carro ou ônibus até a cidade de hospedagem que pode ser São Jorge (265kms) ou Alto Paraíso (240kms)

Onde ficar: Ficamos em Alto Paraíso que é mais barato, mas confesso que gostei mais de São Jorge, porém achei tudo mais caro lá. Alugamos uma casa no Airbnb, não é legal ficar muito longe da única rua principal.

Guiamento: Se podemos, pagamos um guia. Isso ajuda o turismo local, movimenta a economia e enriquece culturalmente sua viagem. Fechamos um pacote para três dias pra todo nosso grupo. O River foi espetacular, recomendamos!

River – 62 9678-3206

Alugar um carro ou não?: Passeios são mais de 50% mais baratos se você levar o guia com o seu carro. Pra gente valeu a pena porque estávamos num grupo grande. Se tiver por ex em duas pessoas, de repente compensa ir de ônibus e procurar pessoas que estejam de carro procurando gente pra dividir o valor do guia.

**Para saber detalhes de cada passeio como preços, distâncias, particularidades das trilhas, clique nos posts completos de cada dia:

Catarata dos Couros – Dia 1
Cachoeira do Segredo e Mirante da Janela – Dia 2
Cachoeira Santa Bárbara – Dia 3
Vale da Lua e Loquinhas – Dia 4

 

Cachoeira do Segredo e Mirante da Janela, Chapada dos Veadeiros – Dia 2

Nosso segundo dia de Trekking pela Chapada dos Veadeiros foi o mais intenso.

Isadora e Sassa começando o 2º dia de Trekking

cachoeira do segredo

Acordamos cedinho e fomos direto para a Cachoeira do Segredo. Se você está indo com a intenção de conhecer muitos lugares e não pegar as trilhas muito lotadas recomendamos que você saia bem cedo. E nisso o nosso guia acertou em todas. De Alto Paraíso até São Jorge são 38km, e de São até a entrada para a Cachoeira são 13km. A placa indicando a entrada fica à esquerda.

Pegada de Jaguatirica

Mina d’água no meio da trilha

A entrada para a trilha custa 25,00. Chegamos na entrada às 8h, pagamos e seguimos de carro por mais 1km (se vc estiver com um carro 4×4 da pra seguir até um pouco mais adiante – passa por vários riozinhos, mas se o carro for baixo não é aconselhável passar).

A partir daí são 4km de trilha bem tranquila, passando por rios de água cristalina e um visual incrível.

E quando a gente chega na Cachoeira: UAU! Que lugar!! A Cachoeira do Segredo possui 115 metros de altura e é possível nadar até em baixo da queda. A água é bem gelada, mas no cantinho direito da queda cai uma água quentinha, onde é possível se sentar e curtir muito esse lugar especial. Mas só nade até lá se estiver com o condicionamento em dia, a correnteza da Cachoeira dificulta um pouco a chegada, mas super tranquilo pra quem está fisicamente ativo. A água é muito gelada pois nessa época do ano não bate sol. Entre setembro e março o sol ilumina e deixa a Cachoeira do Segredo mais linda ainda.

Quando chegamos na Cachoeira tinham apenas duas pessoas. Quando estávamos indo embora, praticamente lotou. Então se você quer curtir o lugar com mais tranquilidade saia cedo.

Ache a Isa na foto

Saímos da trilha por volta das 12h e fomos almoçar na Vila de São Jorge. Lugar super fofo e bem menor que Alto Paraíso, mas que tem um charme especial.

mirante da janela

Almoçamos e seguimos para a trilha que dava acesso ao Mirante da Janela. É bem fácil de chegar saindo de São Jorge, aproximadamente 1km, até a entrada. O ingresso para a trilha custa 15,00. Optamos por fazer ela à tarde pois queríamos curtir o por do sol lá do topo, e de quebra ver a lua que estaria cheia bem naquele dia.

A trilha do Mirante da Janela ao meu ver foi a mais difícil de todas que fizemos na chapada. Tem bastante subida e descida em terreno bem técnico. São 3km para ir, mais 3km para voltar. Para quem já está acostumado com trilhas é bem tranquilo. Para quem está sedentário nessa terá uma dificuldade maior.

O sobe e desce da trilha!

Quando chega no topo, lá no Mirante da Janela, você tem um dos visuais mais lindos e incríveis da Chapada dos Veadeiros. À direita, avistamos os Saltos do Rio Preto, que ficam dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e à esquerda você é presenteado com um por do sol maravilhoso.

Ficamos lá bastante tempo, curtindo o por do sol, tirando mil fotos e esperando a bela Lua cheia. Mas o tempo ficou um pouco nublado e não conseguimos vê-la nascer. Mas no caminho de volta fomos recompensados com ela linda e gigante iluminando nossa trilha. Quando a trilha ficou mais aberta, desligamos nossas lanternas e seguimos até o fim somente com à luz da lua. Simplesmente incrível!!

Time!

A lua iluminando nosso trekking noturno

Nesta trilha também tem a Cachoeira do Abismo, mas como já estava em tempo de seca, ela estava quase sem água.

Se eu puder te dar uma dica é: quando for à Chapada dos Veadeiros coloque esses dois passeios como prioridade. São realmente únicos.

Sassa e a foto clássica do Mirante

veja também:

Dia 1 – Catarata dos Couros
Dia 3 – Cachoeira Santa Bárbara
Dia 4 – Vale da Lua e Loquinhas

Catarata dos Couros, Chapada dos Veadeiros – Dia 1

Preparativos

Vamos contar pouco a pouco como foi nossa viagem à Chapada dos Veadeiros pra que as informações fiquem bem completas. Eu, Sassa, estava com saudades da Isadora, última vez que nos vimos foi quando fomos à Chapada da Diamantina em novembro do ano passado. Nada melhor do que nos reencontramos em outra Chapada.

A Isa chamou o marido e os amigos que já tinham ido pra Veadeiros um ano antes. Pronto equipe formada: Eu (Sassa), Isa, Gabriel (marido), Fernando (amigo), Letícia (amiga) e Matheus (irmão da Letícia).

O time: Fernando, Letícia, Isa, Sassa, Gabriel e Matheus

Pessoal foi chegando em Brasília e fui a última a chegar às 23h30. Com o carro já alugado, um Spin pra caber todo mundo, pessoal me pegou no aeroporto com as compras já feitas e partimos pra Alto Paraíso, local onde alugamos uma casa.

Não tem 3g na cidade e os Wi-Fi de qualquer lugar são super disputados e com sinal ruim.

Chegamos na casa umas 2h30 e fomos direto dormir para encontrar com o nosso super guia, River, pra fazer a Cachoeira dos Couros. Contratamos o River pra ficar com nosso grupo os 3 dias seguintes.

Dia 1 – Cataratas dos Couros

Aí que está a vantagem de se contratar um guia, que não só nos levou em uma Cachoeira, mas levou em todas pelo sentido contrário que todos fazem normalmente. Fizemos uma trilha no sentido contrário, descendo e depois subindo pelas quedas.

Primeiro contemplamos dois mirantes com vista de frente pra todas as quedas de água de todas as Cachoeiras das Cataratas.

Depois subimos e ficamos tranquilos numa das melhores partes dessas super quedas, na Cachoeira do Parafuso. Teve pulo de lugar bem alto, teve drone, teve escorrega. A melhor pra banho. Curtimos bastante!

Fomos subindo e apreciamos a visão da Cachoeira de São Vicente, a queda de água era enorme e não foi possível entrar nas quedas por causa do volume.

Subindo mais encontramos a Cachoeira da Muralha dos Couros, onde a maioria das pessoas sem guia, chegam e ficam. O lugar mais lotado, mas grande, conseguimos tomar banho lá também. Continuamos a trilha indo embora pela trilha que todo mundo chega.

Aproveitamos tudo que o local podia oferecer. Além de não errar o caminho, pular na Cachoeira com instrução do River, chegar cedo antes de todo mundo e ouvir as histórias que ele tinha pra contar.

A grandeza e a beleza do lugar impressiona. Ficamos horas ali curtindo as Cachoeiras. É um passeio que vale a pena.

Umas 14h, fomos almoçar num local que o River já tinha reservado na Dona Eleusa. Comida maravilhosa!!

Dicas e informações

Local: Sentido Brasília, São 20kms no asfalto e anda mais uns 30kms em estrada de terra. É possível chegar de carro comum, porém a estrada é esburacada. Não tem placa na rodovia pra entrar, e tem bifurcações não sinalizadas na estrada de terra. Não pega GPS, não tem sinal.

Preço: R$ 5,00 a entrada. R$ 30,00 o almoço com comida à vontade.

Percurso: 5kms esse roteiro completo com subidas e descidas íngremes, dificuldade moderada. Iniciantes terão certa dificuldade, vai ser cansativo, mas conseguirão.

Guiamento incrível: River – 62 9678-3206

River se preparando pro pulo.

veja também:

Dia 2 – Cachoeira do Segredo e Mirante da Janela
Dia 3 – Cachoeira Santa Bárbara
Dia 4 – Vale da Lua e Loquinhas

Vale do Pati, Chapada da Diamantina – Dia 1

Do Guiné à Dona Raquel

No post anterior conto como foi nossa decisão sobre o roteiro do Vale do Pati e o passeio incrível à Cachoeira do Buracão, sim ela é mesmo imperdível!

Clique aqui – Cachoeira do Buracão

Continuando..

No dia 16/11 acordamos cedo, tomamos café da manhã em Mucugê já com nosso querido guia José Antônio. Zé deixou tudo preparado com uma moradora para que ela fizesse o café bem cedo, porque na nossa pousada não tinha. Comendo ali, quase esquecemos que tínhamos que ir, estava tão bom o café da manhã. A parte da comida eram momentos especiais pra gente! Kkkk

O Zé entregou nosso kit lanche (muita comida) com um suco congelado feito por ele pra gente colocar na mochila. Pegamos a Van que ele reservou e partimos sentido Vila do Guiné. Nosso roteiro era de Guiné a Andaraí por dentro do Vale, totalizando 4 dia e 3 noites.

Partiu Vale do Pati

Eu (Sassa), Isa, Bárbara, Deinha e Emerson adotamos já de início um bom ritmo, a trilha já começa subindo. Pedimos o maior roteiro possível pra 4 dias, então no primeiro dia andamos 22kms.

Felicidade por estar ali!

Passamos por descampados, por zonas alagadas (tinha chovido antes), por rios, por todo tipo de vegetação, seguimos pelos Gerais do Rio Preto. Fiz algum esforço para não molhar os pés em todo o percurso, tem uma infinidade de relatos de pessoas que se deram mal já no primeiro dia por causa de bolhas, machucados nos pés.

E chegamos no Mirante do Pati. Dali era possível ver nosso roteiro dentro do Vale, nossos próximos dias estavam ali bem diante dos nossos olhos. Ansiedade tomava conta! Tiramos muitas fotos, aproveitamos bem o visual.

Mirante do Pati

Continuamos seguindo pelos Gerais do Rio Preto chegando ao Cachoeirão por cima.

Da esq. pra dir.: Isa, Sassa, Deinha, Emerson e Ba! Zé, tirando a foto!

Primeiro mirante do Cachoeirão era impressionante, apesar de não ter tantas quedas como em época de cheia, estar à beira do abismo é tenso e ao mesmo tempo maravilhoso, pela paisagem que ele proporciona. Foi uma sensação única, de querer ficar ali deitada à beira do abismo olhando, olhando, olhando, quase uma hipnose. Como se não bastasse toda aquela vista, vimos um arco íris, formando uma cena única.

Cachoeirão por cima.

Com direito à arco-íris.

Próximo mirante do Cachoeirão é onde as pessoas corajosas tiram fotos bem na pontinha da pedra, eu sinceramente, acho desnecessário. Haahha.

Aliás, o Zé era extremamente cauteloso e respeitoso com a natureza. Ele fica um pouco tenso nos momentos dos abismos, porque as pessoas às vezes são mto ansiosas e vão com mta sede ao pote, querendo tirar fotos malucas, colocando suas vidas em risco. Ele era muito calmo, nos passava calma, porque afinal, o que mais importa ali é o que podemos sentir diante da paisagem impressionante, e não a foto! Sua atenção era enorme, pedia pra gente ficar em silêncio (tarefa difícil) pra que ouvíssemos os sons. Enfim, a viagem começava a tomar forma, ali senti que ela seria especial e não teria chance de não ser.

Cachoeirão por cima de outro anglo.

Momento mais esperado do primeiro dia, aliás em todos os dias, o momento mais esperado era o da comida! Hah Hora de abrir o kit lanche, que felicidade. Babem, o kit lanche tinha frutas (banana, goiaba,manga) , uns 4 sanduíches, chocolate, barra de cereal, biscoito salgado, broa de milho, ovo cozido, Jose tira da mala dele, azeite, sal, temperos, estou esquecendo de mais coisas aí, era muita comida, uma delicinha. A Isa, vegetariana, também tinha seu kit montado especialmente pra ela.

Nessa hora Zé percebeu que a gente comia de verdade e que ninguém ali se preocupava muito em chegar tarde no destino, ninguém tinha muita pressa. Andávamos rápido, mas quando parava, a gente parava de verdade. Isso foi comum durante toda a viagem. Até pra ver as mulas passarem a gente parou!

Esperando as mulas passarem.

Anda, anda, anda, anda, parece que vai chegar, mas anda mais e mais. Nessa hora percebi que algo estranho acontecia no meu pé: sabe aquelas linhas digitais? Elas davam indícios de estarem muito profundas, e meu medo era que elas rachassem, formando uma fissura. Mas, estávamos quase lá, quando pisei numa pedra mais pontuda e senti que fez uma abertura nessa linha digital.

Pronto, era eu me dando mal já no primeiro dia, pensei! Mas, ali chegando na Dna. Raquel, disse pra mim mesma que aquilo não me venceria, que ia cuidar direito do pé e que se fosse pra fazer a trilha com o pé todo estrupiado, eu ia fazer, não ia usar o e-mule (piada interna), quis dizer não ia sair do Vale do Pati de mula.

Chegamos, entramos no nosso quarto, Deinha e Emerson ficaram em quarto de casal e tomamos aquele banho gelado.

Casa da Dna. Raquel

A casa da Dna. Raquel é grande, tem quartos na parte de cima e de baixo, mesmo assim estava cheio quando chegamos, tem uma mini vendinha junto com o bar, dois mirantes, três banheiros em baixo e em cima. Infelizmente, não conhecemos a Dna. Raquel que mora hoje em dia na cidade, e vai somente visitar, conhecemos os filhos que tomam conta.

Aquela hora mais esperada chegava..eee hora boa, o jantar. A mesa do lado cantava Mantras, a gente comendo igual uns desesperados, Zé contando histórias. Conheci um outro guia que tinha ido também pro Vale com a minha irmã, anos atrás, o Henrique, batemos muito papo com ele, mais uma pessoa ali que se tornava especial em menos de 4 horas de convívio. Comemos mais um pouco e mais e tomamos café e mais café e hora de dormir. Café da manhã seria servido às 7h, amém!

Próximo post, vamos falar do segundo dia no Pati: Morro do Castelo, Cachoeira do Funil e a incrível noite na Dna Raquel com direito à cachaça, fogueira e forró!

Até mais!

Vale do Pati, Chapada da Diamantina – Dia 2
Vale do Pati, Chapada da Diamantina – Dia 3
Vale do Pati, Chapada da Diamantina – Dia 4
Vale do Pati, Chapada da Diamantina – Informações e Dicas
Cachoeira do Buracão – Chapada da Diamantina

Parque Nacional de Itatiaia – Quase Asa de Hermes

2º dia (domingo)

No post anterior, contei como foi o sábado: nossa entrada no Parque, a tentativa frustrada de conseguir senha para subir o Agulhas Negras e nossa Travessia Morro do Couto x Base das Prateleiras. Nesse vou contar como foi tentar chegar na Asa de Hermes.

Para acessar o post do 1º dia: http://televopratrilha.com/parque-nacional-de-itatiaia/

Início da trilha.

No jantar do sábado tínhamos decidido que no domingo iríamos acordar mais tarde, tomar café da manhã na pousada e partir para o parque para subir a Asa de Hermes. Desistimos de tentar  subir o Agulhas Negras, visto que poderíamos acordar super cedo e novamente não conseguir senha e alguns integrantes do grupo já estavam muito cansados para fazer o pico mais alto do Parque no segundo dia.

Jantar de sábado foi bom! Pousada dos Lobos.

Foi isso que fizemos, acordamos com tranquilidade, tomamos um maravilhoso café e quando íamos sair, um dos carros não pegou. Antônio, um dos nossos, não tinha colocado gasolina no reservatório de partida do carro, com o frio lascado que estava fazendo, o carro não pegava de jeito nenhum. O jeito foi enfiar quem coubesse no carro do Leo da Pitbull Aventura e o Antônio ficou na pousada até o dia esquentar e ele conseguir sair com o carro, encontraria a gente depois.

Saímos então, em direção ao parque, estacionamos e começamos a trilha. Novamente pegamos a estrada de 3kms, em direção ao abrigo Rebouças. A trilha começa ali no abrigo, atravessamos a ponte e trilha que segue. Mesma trilha que vai pra Agulhas Negras, na trifurcação pegar à esquerda para “Asa de Hermes”. Seguindo pelo caminho, a vista de Agulhas é impressionante, lindo mesmo. A trilha chega de frente pro vale entre Agulhas Negras e Asa de Hermes, a trilha segue por esse vale.

Visão de Agulhas Negras na trilha para Asa de Hermes.

Asa de Hermes, trilha segue por esse vale, no meio.

O sol começou a ficar quente já no começo da trilha, em poucos minutos, estava um calor desgraçado. Um dos integrantes desistiu e resolveu voltar pro abrigo Rebouças, como ainda estávamos no início, o Leo deixou ele voltar sozinho. Eu, Cristopher e Kelly estávamos com um ritmo bom e o Leo, deixou a gente seguir o caminho, 12h (meio-dia) se não estivéssemos no cume, era pra voltar. Ele já estava tomando a decisão de voltar com uma outra integrante da equipe que estava num ritmo mais lento.

Seguimos então na frente, chegando de frente ao Vale, entre os dois maciços (Agulhas e Asa), a trilha desaparece e então inicia o trepa pedra. Pulando de pedra em pedra em direção ao Vale, seria quase impossível saber por onde ir sem os totens e sem a informação das pessoas que estavam ali. Pronto, já estava com medo, pular de pedra em pedra, com fendas bem profundas, me fez ter medo, medo de escorregar, sei lá. Cristopher me incentivou e só porque ele me encorajou que eu continuei. Kelly, nesse momento, desistiu e voltou para o abrigo Rebouças, onde deviam estar os outros. Logo no início tem que passar por um túnel de pedras que não passa uma pessoa com mochila, bem apertado, pra poder sair lá do outro lado. Só conseguimos saber por onde ir, porque as pessoas indicaram a entrada.

Continuamos seguindo os totens, pula pedra, tenta por um caminho, não consegue, volta, vai por outro, perde o totem, volta, acerta, vê outro totem, tenta chegar nele, não consegue, volta, vai de novo pelo outro lado. Enfim, só nessa brincadeira de achar totens perdemos um tempão precioso.

Em vários momentos quis desistir e voltar. Achamos o último totem, lá no fim do vale. Em algum lugar agora a gente tinha que subir perto desse totem, tenta subir aqui, ali, lá do outro lado, tenta pela trilha meio fechada, tenta escalar, tenta de tudo. Eu digo: “Cris, já é mais de meio dia, temos que voltar”, Cris diz: “Samantha, olha a Asa ali, não dá pra desistir agora”. Cris encasquetou que tínhamos que subir por umas pedras, que ali daria no cume, mas eu disse que por ali eu não iria, não teria condições técnicas para ir por aquele caminho em segurança.

Mais algumas tentativas frustradas, às 13h: “Cris, eu vou voltar, você vai comigo ou vai subir sozinho?”, com muita cara de decepção, Cris disse: ” Não é seguro você voltar sozinha e nem eu subir sozinho, volto também.”

Voltando, procura totem, vai, tenta por ali, por lá, acerta, erra, volta, tenta de novo e o tempo passando. Encontramos duas meninas na base da Asa de Hermes, bem no meio do vale. Elas disseram que a subida era por ali (bem na metade do vale entre os dois maciços). Dali avistamos um grupo quase no cume. Não dava pra acreditar que a gente foi até o fim do Vale seguindo os totens e a entrada pra subida era logo ali. Vontade de subir, mas não dava, havia muito tempo que o grupo todo estava lá esperando a gente. Chegamos no túnel, a gente não achava a entrada de jeito nenhum pra voltar, tenta por um lado, tenta por outro, achamos, mas perdemos muito muito tempo. A essa altura eu morria de preocupação com todo o grupo esperando.

Ufa, chegamos novamente na estrada de 3kms pra voltar ao estacionamento. Imaginava que todo mundo já estivesse nos carros, de roupa trocada, comendo. Não passou pela nossa cabeça que eles poderiam ainda estar esperando a gente no abrigo Rebouças. Só seguimos em direção ao estacionamento.

Chegando lá, ninguém, só os carros. Pra completar, a chave do carro do Léo, estava na minha mochila, ou seja, não daria pra ninguém se trocar se eu estava com a chave. Obviamente, ainda estavam no abrigo Rebouças. Estava saindo com o carro para buscá-los quando eles chegaram no estacionamento, imaginando que já devíamos ter voltado. Foi mal pessoal pela demora!

Asa de Hermes, me aguarde, eu ainda vou chegar em você!

os totens – as pedrinhas que deveriam sinalizar o caminho correto

Problema sério: os totens. Os totens não eram pra trazer problemas, servem para ajudar a não errar o caminho, certo? Certo! Mas, em vários lugares isso não é usado com boas intenções. Propositalmente totens são colocados em lugares errados, para que as pessoas se percam e se sintam obrigadas a contratar um guia. Fico extremamente triste que isso aconteça em vários lugares, pior ainda quando falamos de um Parque Nacional, que deveria ser, no mínimo, bem sinalizado. Seguimos os totens e não achamos o caminho certo, fiquem ligados!

Dicas:

-o sistema de entrada no parque para Agulhas Negras e Prateleiras mudou: http://televopratrilha.com/parque-nacional-de-itatiaia/

-É recomendado uso de corda para subir a Asa de Hermes, mas não é obrigatório. Não subi, então não sei o grau de dificuldade.

-a Subida da Asa é exatamente no meio do Vale entre Asa de Hermes e Agulhas Negras, tem um totem na entrada da subida. NÃO SIGA TOTENS APÓS O MEIO DO VALE.

-Pessoas com medo de altura podem travar nos trepa pedras, as fendas são bem profundas entre uma pedra e outra. Não é uma trilha fácil.

-No parque não tem sinal de celular, nem nos arredores.

-Ficamos na Pousada dos Lobos, super perto do Parque, mas recomendo para quem tem carro 4×4 ou um carro mais potente. 1.0 não deveria se arriscar. A pousada é uma delícia.

-Guiamento: Leo, da Pitbull Aventura: http://pitbullaventura.blogspot.com.br/  ou https://www.facebook.com/pitbullaventura/

-De manhã e à noite fez muito frio, 0º.

-Levar: água (1.5 l no mínimo), lanche, anorak, protetor solar, chapéu/boné, manga comprida (protege do sol ou do frio), calça, tênis para trilha, kit de primeiros socorros, lanterna, saco para lixo, papel ou lenços umedecidos para necessidades fisiológicas.

Zermatt Parte 2 – Gornergrat e Basecamp Matterhorn

Para ver o primeiro Post: Zermatt – Parte 1 – Matterhorn Trail

Continuando…

No meu segundo dia de trilha em Zermatt, eu queria explorar o máximo que eu conseguisse. Para isso acordei bem cedo e parti no primeiro trem rumo ao Gornergrat. Esse passeio não custa barato, sem o Swiss Pass custou 95 francos, porém se você estiver com tempo você pode subir via trilha. Como o meu tempo era curto, subi de trem e de lá saí explorando as trilhas. O visual era incrível. Como já haviam me contado é a vista mais bonita do Matterhorn.

Na subida de trem você pode parar em todas as estações e explorar todas as trilhas que quiser. O Gornergrat fica a 3100mts de altitude. Até então o mais alto que eu já tinha subido. Chegando lá em cima optei por seguir a trilha Alpina rumo ao Base Camp do Monte Rosa. Essa montanha feia da foto abaixo.

A trilha era incrível, quanto mais descia, mais próxima das geleiras eu chegava. No caminho encontrei vários escaladores que iam para o Base Camp para escalar o Monte Rosa. Cheguei até um ponto que a trilha ficava bem difícil. Então tive que tomar a decisão, ou seguia até o Base Camp ou voltava. Se eu seguisse não conseguiria fazer a trilha para o Base Camp do Matterhorn a tarde, que era o segundo objetivo do dia. Então optei por voltar.

Optei por não subir de volta para o Gornergrat e sim seguir em direção à estação Rotenboden, estação logo abaixo do Gornergrat. E a trilha rumo à Rotenboden era de tirar o fôlego.

Depois de quase uma hora de caminhada cheguei à Rotenboden. Essa estação dá acesso à trilha que leva ao lago Riffelsee, na minha opinião um dos pontos mais bonitos da região.

No total caminhei durante umas 3 horas, não sei exatamente a distância pois acabei esquecendo de ligar o GPS.

Retornei à estação e voltei para Zermatt, reabasteci minha mochila e segui para o outro lado da cidade para pegar o teleférico rumo à Schwarzsee, a estação que dá acesso à trilha para o Base Camp do Matterhorn.

Iniciei a trilha por volta das 15h e já estava bem vazia. Encontrei algumas pessoas descendo, mas depois de algum tempo eu estava completamente sozinha.

Quanto mais subia, mais a dificuldade da trilha aumentava, muitas pedras soltas, cordas, e pontes de metal que dava aquele frio na barriga para passar.

As marcações são todas muito bem feitas, e a marcação em azul significa trilha Alpina, de alta dificuldade.

Quanto mais perto chegava do Matterhorn, mais imponente ele ficava.

Depois de 4km de uma subida bem técnica e inclinada, cheguei ao Hörnlihütte, o Base Camp do Matterhorn, à 3260mts de altitude.

À partir deste ponto só escalando.

Iniciei a descida um pouco antes das 17h, e quando cheguei de volta à estação do teleférico para minha surpresa, ela já estava fechada… então tive que voltar andando mais 8km, até Zermatt. ?? O que também não foi ruim, pois as paisagens eram lindas, e como era verão, as 20h ainda era dia, então eu tinha tempo.

Eu não tenho dúvida que estas foram as trilhas mais incríveis que fiz na minha vida. Sozinha, porém completamente imersa na grandiosidade da natureza, e aproveitando cada segundo dessa experiência única.

Pra ficar guardada pra sempre na memória e no coração.

#televopratrilha

Pico Paraná Fail! Pico do Itapiroca Done!

Quem nos acompanha por aqui e principalmente pelo Instagram já percebia a nossa ansiedade para fazer finalmente o Pico Paraná. Já na semana, na quarta feira de cinzas, a Carol nos contou que estava bem doente e que não conseguiria nos acompanhar (triste ?), mas que fazia questão que nós ficássemos em sua casa.

Chegamos em Curitiba no sábado, conhecemos mais alguns pontos turísticos, combinamos com o George a logística e horários, e finalmente conseguimos dormir cedo.

Saímos de Curitiba às 6h da manhã, pegamos o George 6h30 em Quatro Barras e seguimos para a Fazenda Pico Paraná, para iniciarmos o ataque ao Pico no máximo 7h30.

Estava tudo acontecendo dentro do programado até que…


Pá! Carro falhou na subida, (HB20 1.0 não aconselhamos), e no que a Sasa deu a ré, não viu a valeta e foi. Foi um misto de desespero, com tristeza, com “PQP!! Não vamos conseguir subir!”

Subimos a pé até a Fazenda Pico Paraná, do Dilson (anjo que nos salvou), e ele prontamente se disponibilizou a nos ajudar. Descemos com ele no seu carro, e ele tentou nos puxar… na primeira tentativa a corda arrebentou. Resumindo, terminamos toda a saga com um guincho, que conseguiu tirar o carro da valeta sem nenhum arranhão.

Perdemos 7 horas do nosso dia para tirar o carro da valeta. Quando chegamos na fazenda, já era por volta de 13h30. Não dava mais pra subir o PP. Estávamos calculando de 10h a 12h para subir e descer. Seria no mínimo insano tentar, ainda mais com o tempo que estava.

George nos sugeriu subir o Pico do Itapiroca. Um pico um pouco mais baixo (1805mts de altitude, o PP tem 1877). Ele nos disse que era a vista mais bonita da região e que levaríamos no maximo 6 horas para subir e descer. Topamos na hora, após todo perrengue, viajar até lá e não subir seria muito triste.

Iniciamos a subida era 13h50. No início uma subida bem íngreme, quase uma escada. Estávamos com a adrenalina lá no topo, e subimos bem forte. Em menos de duas horas chegamos no topo.


No meio do caminho encontramos o Feijoada e a Nahayana, pai e filha, que havíamos encontrado na estrada enquanto o nosso carro era guinchado. Seguimos juntos até o topo. O Feijoada é um senhor de 60 anos que pratica montanhismo há 40 anos. Nos contou diversas histórias e compartilhou vários conhecimentos de quem conhece aquela região como ninguém.

Ficamos um bom tempo parados lá no topo, mesmo com a chuva e o vento frio, ficamos ali admirando aquele gigante que é o Pico Paraná. Apesar da chuva, tivemos uma vista privilegiada. Quando chegamos no topo, o tempo abriu completamente e conseguíamos ver até o litoral.



Iniciamos a descida e fomos abençoados com um belo por do sol.

Terminamos a descida às 19h30, com 5h45 de tempo total de ataque e descida. O finalzinho ficamos no escuro, mas foi bem pouco tempo.

Quando chegamos na fazenda, tinha pastel frito na hora. Foi quase um abraço de tão bom! Hahahaha

Agradecimentos mais que especiais

Não poderíamos terminar esse post sem antes agradecer de coração toda ajuda do Dilson, que ficou ali nos levando para cima e para baixo, sendo muito prestativo e nos acalmando quando pensamos que tudo daria errado. Ele é o proprietário da Fazenda Pico Paraná. Lá é uma das opções para deixar o carro estacionado, ele cobra uma taxa de 15,00 por pessoa. Anota seu nome e telefone, e controla a entrada e saída. Se você não der “baixa” na saída ele te liga ou se não conseguir te contatar liga para o telefone que você deixou de emergência. Caso aconteça alguma coisa na subida, ele será um apoio.

Nosso muito obrigada à Carol, pela hospitalidade e hospedagem mais uma vez em sua casa. E ao George por nos guiar em mais essa aventura. Ele conhece muito bem todas as trilhas da região, só no Itapiroca ele já subiu mais de 40 vezes.

Voltaremos em breve para fazer o PP. A Serra do Mar paranaense já ganhou o nosso coração.

informações e dicas

Altitude: 1805mts

Ganho de elevação: 923mts

Perda de elevação: 935mts

Terreno: Raízes expostas e campos de altitude

Como chegar: Saindo de Curitiba acesso pela Rodovia Regis Bittencourt (BR 116), sentido São Paulo. Após 40km, você encontrará o Posto Tio Doca, no lado esquerdo da rodovia. Seguindo adiante por mais 1,8km, você verá a ponte do Rio Tucum, exatamente antes da ponte, tem a entrada de estrada de terra. Nessa estrada, você seguirá por mais 6km de estrada de terra até a Fazenda Pico Paraná

Visual: Pico Paraná, Siririca, Caratuva, Litoral, entre outros

 Vídeo muito bom de toda a saga, feito pelo George Volpão: https://www.youtube.com/watch?v=JBUdEL7gCJ8

Conjunto Marumbi – Pra ficar na memória – Parte 1

Esta trilha foi tão tão tão especial, e tem tanta coisa pra contar que resolvemos dividir o post em duas partes, para não deixar passar nenhum detalhe!

As trilhas e picos do Conjunto Marumbi

As trilhas e picos do Conjunto Marumbi

Quando decidimos fazer o Conjunto Marumbi, já sabíamos que seria uma trilha desafiadora e linda, porém nós realmente não tínhamos ideia do que iríamos enfrentar.

Falamos com a Carol no final de maio, para que ela nos desse algumas dicas e nos falasse um pouco mais sobre essa trilha. E logo de imediato ela se prontificou a ir junto com a gente. O que nos deixou mais animadas e confiantes em ter alguém que já conhecia tão bem a trilha. Já na semana a Carol convidou o George, O Cara da montanha no Paraná, que topou de imediato, o que foi ótimo, um homem junto aumentaria nossa segurança na trilha, além do “figura” ter muita coisa a ensinar.

Turistando por Curitiba - Jardim Botânico

Turistando por Curitiba – Jardim Botânico

Chegamos em Curitiba na sexta, encontramos o George e almoçamos com ele, fizemos um passeio turístico pelo centro histórico e também fomos ao Jardim Botânico. Não conhecíamos ainda a Carol pessoalmente, ela nos encontrou à noite, fomos ao mercado comprar as comidinhas para a trilha, jantamos e dormimos na casa dela, agradecemos imensamente por isso. Acabamos dormindo tarde e tivemos apenas 4 horas de sono. As 4h da madruga já estávamos de pé.

O Quarteto!

O Quarteto!

Saímos de Curitiba de carro às 5h em direção à Morretes. Chegamos no estacionamento aproximadamente umas 6h e 6h30 já estávamos começando a trilha. Seguindo a estrada de terra, após o estacionamento, tem um posto do IAP, onde temos que deixar nossos nomes e horário de entrada, para que eles saibam que estamos ali. Do estacionamento até a Estação Eng. Lange (estação de trem) são 4km, se tiver um carro 4×4 dá para ir até a estação de carro. Como não tínhamos, fizemos estes 4km andando.

O que iríamos enfrentar...

O que iríamos enfrentar…

Da Estação Eng. Lange até a Estação Marumbi tem aproximadamente 1km. Na Estação Marumbi, onde a brincadeira começa, tem opção de camping, é possível vir de Curitiba até a estação Marumbi de trem e ficar acampado ali. Nós optamos subir pela trilha vermelha e descer pela branca: o jeito mais difícil de fazer. A pacandaria começa já logo no início. Aquelas subidas que parecem degraus, porém bem mais altos que de uma escada normal. No início a subida é dentro da mata bem fechada, sobre raízes e rochas, a floresta de Mata Atlântica de uma intensidade única, faz parecer que você é parte de tudo aquilo. A subida é íngreme o tempo inteiro, não tem trégua, diferente de outros lugares que se sobe em curvas, por uma característica dessa região, a subida é feita em praticamente linha reta até lá em cima, ou seja, hardcore.

No meio da mais pura Mata Atlântica

No meio da mais pura Mata Atlântica

O primeiro pico que atingimos foi o Abrolhos. Quando você olha de frente lá da Estação parece que é o mais alto, mas na verdade ele é o mais baixo (ele só está  mais à frente que os outros o que faz parecer que ele é mais alto). Quando começamos a chegar mais próximo do pico, começaram a surgir os paredões com grampos e correntes. Um dos momentos mais tensos da subida. Em um dos paredões tinha mais ou menos uns 20 metros de corrente para subir em um rapel, completamente exposto, aliás exposição completa aos abismos é recorrente. Nesse momento o medo bateu, foi preciso muita concentração pra enfrentar, pois em seguida das correntes tinham mais uns 20 metros de grampos. Foi um sufoco, mas superamos mais esse medo.

Os intermináveis grampos...

Os intermináveis grampos…

Logo em seguida chegamos ao cume Abrolhos, e ficamos realmente encantadas com o visual. E ali você consegue ver que o Abrolhos é realmente o pico mais baixo do conjunto. Dali você consegue avistar a Esfinge, a Pedra do Tigre e o Gigante. Só não conseguimos avistar o Olimpo que está atrás do Gigante.

No cume do Abrolhos!

No cume do Abrolhos!

Ficamos ali por meia hora mais ou menos, comemos, tiramos um milhão de fotos é então seguimos de volta pra trilha. Descemos o Abrolhos, e começamos a subida em direção a Esfinge. Esta parte da trilha é particularmente incrível, você sobe o tempo todo paralelo ao paredão que chega na Esfinge. É de arrepiar só de lembrar. Porém não encontramos a trilha que dava acesso ao cume da Esfinge, e então decidimos seguir direto para a Ponta do Tigre.

Subindo paralelo ao paredão da Esfinge

Subindo paralelo ao paredão da Esfinge

Subindo!

Subindo!

O que foi a melhor escolha que fizemos… No próximo Post vocês entenderão porque…

Continua amanhã…

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