Transmantiqueira Day 2 – Travessia Serra Fina

Continuando a nossa saga pela Mantiqueira…

Treino para o UTMB – CCC

Após fazer a Travessia Marins-Itaguaré no sábado (link aqui), domingo foi o dia de fazer a desafiadora Travessia da Serra Fina em apenas um dia. Para quem não conhece, essa travessia é considerada a mais difícil do Brasil, com 32kms de distância e acumulando 2810mts de desnível positivo, saindo da toca do Lobo em Passa Quatro e chegando em Itamonte, na rodovia próximo ao Hostel Picus. O terreno é extremamente técnico, com subidas em cordas, descidas íngremes e muito capim amarelo na altura da cabeça. Então pega a caneca de café, coloca pra tocar a playlist do filme Into to the Wild e senta que lá vem história.

começa a brincadeira

Acordamos às 3h da madrugada e 3h30 da manhã o café estava na mesa. Marissol nós te amamos!! Saímos de Itanhandu rumo à Passa Quatro às 4h30 da manhã e 5h30 já estávamos na Toca do Lobo. Começamos a subida ainda estava escuro, e mais uma vez vimos o sol nascer na Serra Fina: espetáculo!

O caminho é incrível, e já devo ter subido no Capim Amarelo umas dez vezes, e eu nunca me canso do visual incrível do quartzito.

Chegamos ao cume do Capim Amarelo com 2h30 de travessia. Céu limpo, sem nenhuma nuvem no céu!! Nunca tinha visto o Capim Amarelo tão aberto. O vento estava judiando, então comemos bem rápido e seguimos a travessia rumo à Pedra da Mina.

DO CAPIM AMARELO À pEDRA DA MINA

Do Capim Amarelo até a Pedra da Mina é uma bela pernada, sobe e desce vale, e em várias partes é possível se perder. Como estávamos com guia, foi muito tranquilo. Paramos para “almoçar” antes de atacar o cume da Pedra da Mina. Recuperar as energias pq a subida ali judia muito! Chegamos no cume da Pedra da Mina, o 4º ponto mais alto do Brasil em 7h. Fiquei bem feliz com o nosso tempo, pois da última vez levei 8h até lá…

Quando chegamos lá, encontramos o casal mais querido do perrengue: Se Ela Corre eu Corro – Gabriel e Cris! É sempre muito bom encontrar com esses queridos!! Eles fizeram um bate e volta de SP até Passa Quatro, subiram e desceram via Paiolinho… Se tivéssemos combinado não daria tão certo esse encontro.

DA PEDRA DA MINA ATÉ O PICO DOS TRÊS ESTADOS

Ficamos pouco tempo por ali, e seguimos, pois ainda tinha muito chão. Descemos a Pedra da Mina sentido Vale do Ruah. Dali em diante era caminho desconhecido para mim. O Vale do Ruah, é tipo um brejo, só que com Capim Amarelo passando da cabeça durante uns dois kms. Um labirinto de Capim atolando os pés na lama: maravilhoso!!

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Passando o Ruah, começamos a subida rumo ao Pico dos Três Estados. Recebe esse nome devido ao fato de ser o ponto de divisa entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O caminho até lá é com bastante sobe e desce em cristas e com um visual incrível. Paramos para comer no bambuzal, um pouco antes de atacar o cume. Mais um ponto que é bem fácil de se perder. Fiquem sempre atentos.

Iniciamos a subida do Três Estados já batia 17h, e começava mais um espetáculo da natureza. Nunca tinha visto um por do sol tão maravilhoso. Foi mágico. À esquerda o por do sol, à direita a luz refletia no Pico das Agulhas Negras e Prateleiras. Só agradecer por estar viva, com saúde e poder desfrutar de momentos tão incríveis.

DO PICO DOS TRÊS ESTADOS AO FINAL DA TRAVESSIA

Curtimos um pouco o pôr do sol e seguimos rumo ao Alto dos Ivos, o último pico da travessia, pois dali pra frente seria mais difícil pois o cansaço já batia, e com a noite tudo se torna mais difícil. Chegamos no Alto dos Ivos já eram umas 19h e pausa rápida para comer pois quase congelamos. Céu estrelado, sem nenhuma nuvem no céu. Outro espetáculo. Apagamos as lanternas e por alguns instantes ficamos em silêncio no absoluto breu, apenas vendo a magnitude do céu. Uau! Nunca vi nada parecido, pena que a câmera do celular não consegue captar as estrelas.

Iniciamos a descida com o frio já judiando. Sensação de que não acabaria nunca. Víamos as luzes da cidade ao longe, e quanto mais a gente descia, mais longe elas ficavam. Eu já estava no piloto automático. Pés doendo, fome de comida, e um pequeno mau humor batendo. Respirei fundo e tentei não pensar.

Já batia 15 horas de travessia e já não tínhamos mais pernas para correr nem na descida. Finalmente chegamos ao hotel do Pierre, um hotel desativado (antes o resgate podia ir até ali). Faltavam só mais 2km para chegar até a rodovia. E finalmente depois de 16h chegamos!! Gabriel nos esperava com cerveja. Completamos o 2º dia!! Cansativo mas extremamente recompensador!! Voltamos para o hostel, comemos e fomos dormir sem saber se iríamos ou não para o terceiro dia…

Resumo

Travessia Serra Fina

Saída: Toca do Lobo – Passa Quatro

Chegada: Itamonte

Distância: 32km

Tempo: 16h26min

Desnível Positivo: 2795mts

Desnível Negativo: 2795mts

Altitude Máxima: 2738mts (Pedra da Mina)

Parque Nacional de Itatiaia – Quase Asa de Hermes

2º dia (domingo)

No post anterior, contei como foi o sábado: nossa entrada no Parque, a tentativa frustrada de conseguir senha para subir o Agulhas Negras e nossa Travessia Morro do Couto x Base das Prateleiras. Nesse vou contar como foi tentar chegar na Asa de Hermes.

Para acessar o post do 1º dia: http://televopratrilha.com/parque-nacional-de-itatiaia/

Início da trilha.

No jantar do sábado tínhamos decidido que no domingo iríamos acordar mais tarde, tomar café da manhã na pousada e partir para o parque para subir a Asa de Hermes. Desistimos de tentar  subir o Agulhas Negras, visto que poderíamos acordar super cedo e novamente não conseguir senha e alguns integrantes do grupo já estavam muito cansados para fazer o pico mais alto do Parque no segundo dia.

Jantar de sábado foi bom! Pousada dos Lobos.

Foi isso que fizemos, acordamos com tranquilidade, tomamos um maravilhoso café e quando íamos sair, um dos carros não pegou. Antônio, um dos nossos, não tinha colocado gasolina no reservatório de partida do carro, com o frio lascado que estava fazendo, o carro não pegava de jeito nenhum. O jeito foi enfiar quem coubesse no carro do Leo da Pitbull Aventura e o Antônio ficou na pousada até o dia esquentar e ele conseguir sair com o carro, encontraria a gente depois.

Saímos então, em direção ao parque, estacionamos e começamos a trilha. Novamente pegamos a estrada de 3kms, em direção ao abrigo Rebouças. A trilha começa ali no abrigo, atravessamos a ponte e trilha que segue. Mesma trilha que vai pra Agulhas Negras, na trifurcação pegar à esquerda para “Asa de Hermes”. Seguindo pelo caminho, a vista de Agulhas é impressionante, lindo mesmo. A trilha chega de frente pro vale entre Agulhas Negras e Asa de Hermes, a trilha segue por esse vale.

Visão de Agulhas Negras na trilha para Asa de Hermes.

Asa de Hermes, trilha segue por esse vale, no meio.

O sol começou a ficar quente já no começo da trilha, em poucos minutos, estava um calor desgraçado. Um dos integrantes desistiu e resolveu voltar pro abrigo Rebouças, como ainda estávamos no início, o Leo deixou ele voltar sozinho. Eu, Cristopher e Kelly estávamos com um ritmo bom e o Leo, deixou a gente seguir o caminho, 12h (meio-dia) se não estivéssemos no cume, era pra voltar. Ele já estava tomando a decisão de voltar com uma outra integrante da equipe que estava num ritmo mais lento.

Seguimos então na frente, chegando de frente ao Vale, entre os dois maciços (Agulhas e Asa), a trilha desaparece e então inicia o trepa pedra. Pulando de pedra em pedra em direção ao Vale, seria quase impossível saber por onde ir sem os totens e sem a informação das pessoas que estavam ali. Pronto, já estava com medo, pular de pedra em pedra, com fendas bem profundas, me fez ter medo, medo de escorregar, sei lá. Cristopher me incentivou e só porque ele me encorajou que eu continuei. Kelly, nesse momento, desistiu e voltou para o abrigo Rebouças, onde deviam estar os outros. Logo no início tem que passar por um túnel de pedras que não passa uma pessoa com mochila, bem apertado, pra poder sair lá do outro lado. Só conseguimos saber por onde ir, porque as pessoas indicaram a entrada.

Continuamos seguindo os totens, pula pedra, tenta por um caminho, não consegue, volta, vai por outro, perde o totem, volta, acerta, vê outro totem, tenta chegar nele, não consegue, volta, vai de novo pelo outro lado. Enfim, só nessa brincadeira de achar totens perdemos um tempão precioso.

Em vários momentos quis desistir e voltar. Achamos o último totem, lá no fim do vale. Em algum lugar agora a gente tinha que subir perto desse totem, tenta subir aqui, ali, lá do outro lado, tenta pela trilha meio fechada, tenta escalar, tenta de tudo. Eu digo: “Cris, já é mais de meio dia, temos que voltar”, Cris diz: “Samantha, olha a Asa ali, não dá pra desistir agora”. Cris encasquetou que tínhamos que subir por umas pedras, que ali daria no cume, mas eu disse que por ali eu não iria, não teria condições técnicas para ir por aquele caminho em segurança.

Mais algumas tentativas frustradas, às 13h: “Cris, eu vou voltar, você vai comigo ou vai subir sozinho?”, com muita cara de decepção, Cris disse: ” Não é seguro você voltar sozinha e nem eu subir sozinho, volto também.”

Voltando, procura totem, vai, tenta por ali, por lá, acerta, erra, volta, tenta de novo e o tempo passando. Encontramos duas meninas na base da Asa de Hermes, bem no meio do vale. Elas disseram que a subida era por ali (bem na metade do vale entre os dois maciços). Dali avistamos um grupo quase no cume. Não dava pra acreditar que a gente foi até o fim do Vale seguindo os totens e a entrada pra subida era logo ali. Vontade de subir, mas não dava, havia muito tempo que o grupo todo estava lá esperando a gente. Chegamos no túnel, a gente não achava a entrada de jeito nenhum pra voltar, tenta por um lado, tenta por outro, achamos, mas perdemos muito muito tempo. A essa altura eu morria de preocupação com todo o grupo esperando.

Ufa, chegamos novamente na estrada de 3kms pra voltar ao estacionamento. Imaginava que todo mundo já estivesse nos carros, de roupa trocada, comendo. Não passou pela nossa cabeça que eles poderiam ainda estar esperando a gente no abrigo Rebouças. Só seguimos em direção ao estacionamento.

Chegando lá, ninguém, só os carros. Pra completar, a chave do carro do Léo, estava na minha mochila, ou seja, não daria pra ninguém se trocar se eu estava com a chave. Obviamente, ainda estavam no abrigo Rebouças. Estava saindo com o carro para buscá-los quando eles chegaram no estacionamento, imaginando que já devíamos ter voltado. Foi mal pessoal pela demora!

Asa de Hermes, me aguarde, eu ainda vou chegar em você!

os totens – as pedrinhas que deveriam sinalizar o caminho correto

Problema sério: os totens. Os totens não eram pra trazer problemas, servem para ajudar a não errar o caminho, certo? Certo! Mas, em vários lugares isso não é usado com boas intenções. Propositalmente totens são colocados em lugares errados, para que as pessoas se percam e se sintam obrigadas a contratar um guia. Fico extremamente triste que isso aconteça em vários lugares, pior ainda quando falamos de um Parque Nacional, que deveria ser, no mínimo, bem sinalizado. Seguimos os totens e não achamos o caminho certo, fiquem ligados!

Dicas:

-o sistema de entrada no parque para Agulhas Negras e Prateleiras mudou: http://televopratrilha.com/parque-nacional-de-itatiaia/

-É recomendado uso de corda para subir a Asa de Hermes, mas não é obrigatório. Não subi, então não sei o grau de dificuldade.

-a Subida da Asa é exatamente no meio do Vale entre Asa de Hermes e Agulhas Negras, tem um totem na entrada da subida. NÃO SIGA TOTENS APÓS O MEIO DO VALE.

-Pessoas com medo de altura podem travar nos trepa pedras, as fendas são bem profundas entre uma pedra e outra. Não é uma trilha fácil.

-No parque não tem sinal de celular, nem nos arredores.

-Ficamos na Pousada dos Lobos, super perto do Parque, mas recomendo para quem tem carro 4×4 ou um carro mais potente. 1.0 não deveria se arriscar. A pousada é uma delícia.

-Guiamento: Leo, da Pitbull Aventura: http://pitbullaventura.blogspot.com.br/  ou https://www.facebook.com/pitbullaventura/

-De manhã e à noite fez muito frio, 0º.

-Levar: água (1.5 l no mínimo), lanche, anorak, protetor solar, chapéu/boné, manga comprida (protege do sol ou do frio), calça, tênis para trilha, kit de primeiros socorros, lanterna, saco para lixo, papel ou lenços umedecidos para necessidades fisiológicas.

KTR – Ilhabela – Como Foi!

Antes tarde do que nunca, aí vai meu depoimento da KTR Ilhabela.

Depois de uma semana muito corrida, finalmente tive tempo de sentar e escrever… a rotina de trabalho está bem puxada… me perdoem rsrs

Uma semana atrás aconteceu a etapa final da KTR Series. Para quem não conhece a KTR, é uma série de corridas de montanha, bem desafiadora, daquelas quanto pior, melhor. Em 2014 e 2015 participei de todas as etapas, mas neste ano não tinha participado ainda, pois estava com foco em outras provas. A etapa de Ilhabela era novidade no circuito e como todos meus alunos animaram decidi participar, também.

No Pico do Baepi… Nublado! ?

A prova contava com várias distâncias… 10km, 21km, 40km e 5km no domingo, sendo um desafio vertical (5km com 1000mts+).   Eu optei por 21km,  que no final foram 19km, mas com respeitáveis 1600mts de ganho de altimetria. Uma senhora subida.

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A sofrência na subida! ?

A largada foi na praia do Perequê e logo de cara uma subida dura. Eu não estava nos meus melhores dias, então foi aquele tipo de prova que não fiz muita força. Mas diferentes das outras etapas da KTR que já participei, nesta dava para correr. Explico. Normalmente, as KTR’s são provas extremamente truncadas, de alto nível técnico, com subidas duríssimas e descidas complicadas, o que tornam as provas bem travadas. Ou seja, corrida de montanha de verdade. Mas nessa etapa dava para desenvolver bem.

Chegada!!

pico do baepi

Certamente a parte mais dura e quem correu vai concordar comigo, foi a subida para o Pico do Baepi, parte principal da prova. eram “apenas” 2,5km de subida, mas que acumulavam quase 1000mts + extremamente técnicos. E para deixar mais difícil era um bate e volta pelo mesmo caminho. Então cruzávamos com quem descia ou subia. E isso atrapalhou um pouco, pois tem muita gente que não dá passagem para os mais rápidos, travando mais ainda a prova.

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A GAIA foi lá me receber! ❤️

No geral, gostei muito da etapa. Adoro correr na mata atlântica, e o visual da Ilha é de encher os olhos. A única crítica que tenho da prova, é sobre o que citei acima, sobre o bate e volta em alguns trechos. Sei que em alguns trechos é a única saída, mas atrapalha bastante os atletas.

Fechei os 19kms em 4h45… em 19º geral de 77 e em 4º lugar na categoria até 30 anos. Até que não foi ruim, para um bad day hahhaha

E você, o que achou da prova? Conta pra gente!!

Desafio das Serras – Dia 2 – Como foi!

Para ver como foi o “dia 1” do desafio das serras clique aqui

Não dormi muito bem durante a noite, o cansaço, as dores no corpo, o vento forte que parecia que ia levar a barraca e o desconforto de dormir em um saco de dormir fizeram com que eu acordasse diversas vezes. Não eram nem 5 horas da madrugada eu já estava acordada, isso porque a largada seria só as 8h30… tentei dormir mais um pouco, mas não rolou e então fiquei admirando o sol nascer lindamente…

O corpo estava cansado, mas as pernas estavam inteiras (valeu Vanessa). O que doía consideravelmente era o trapézio, certamente pelo peso da mochila. Levo muita comida com medo de faltar e acaba ficando bem pesado, fora que bebo muita água, então sempre carrego o máximo possível.

A organização ofereceu um café da manhã muito bem servido e caprichado. Bolo, pão na chapa, pão de queijo, café, iogurte, salada de frutas. Sem miséria. Comemos bem e fomos organizar as malas e mochilas para a largada que seria logo em seguida.

Antes de largar pedi a Vanessa que soltasse um pouco meu trapézio, o que aliviou bastante. A Barbara amanheceu bem melhor. O percurso do segundo dia também era mais fácil e a maior parte dele era descida.

A PROVA VAI COMEÇAR AGORA

Largamos e seguimos em silêncio pela maior parte do tempo. Os primeiros 10kms foram pela estrada de terra que terminamos o primeiro dia. Era em maior parte descida, mas contava com algumas subidinhas. Eu tentei me manter correndo a maior parte do tempo e estimulando a Barbara a também não parar. A única coisa que ficava na minha cabeça martelando o tempo todo era: quero chegar logo e acabar logo com isso.

Nunca tinha corrido duas distâncias longas seguidas. O mais perto disso que fiz, foi treinando para o próprio desafio onde fiz 40km no sábado e 20km no domingo. Então completar os dois dias longos seria ultrapassar uma barreira física e psicológica. Eu estava me sentindo bem. Me senti forte e preparada os dois dias. Claro que não estava sobrando, mas também não estava morrendo.

Por volta do km 23 veio a primeira subida de verdade. Tentamos manter a subida forte para que a dupla que vinha logo atrás não nos ultrapassasse. Apesar que, no primeiro dia, abrimos uma diferença de 13 minutos, mas mesmo assim não queríamos correr o risco (lado competitivo aflorado hahahah).

A subida pesada manteve-se até o km 27, quase no final da subida encontramos o Danilo que gentilmente cedeu seu trekking pole para a Barbara, que ajudou muito ela terminar a subida. Nesse momento quando achávamos que a subida tinha acabado e iríamos começar a descer, o staff falou que deveríamos virar a esquerda e seguir por uma volta de 4kms com mais 2kms de subida. A impressão que dava era que não iria acabar nunca.

Desse ponto em diante seguimos alternando corrida e caminhada. Não tínhamos mais pernas e muito menos psicológico. E seguimos os três juntos até a linha de chegada. Foi emocionante chegar junto mais uma vez de pessoas tão queridas. A Barbara, minha dupla de tantas outras provas e o Danilo completando sua primeira ultramaratona. Sou muito grata por ter tantas pessoas incríveis e do bem junto comigo. A parceria de vocês não tem igual.

é pódio!

Fechamos o segundo dia de prova em 5 horas e 20 minutos e em PRIMEIRO LUGAR DUPLA FEMININA (pensa numa felicidade). Foi realmente muito legal subir no lugar mais alto do pódio em uma prova tão incrível como essa.

agradecimentos

Argentino, Danilo, Marcão, Fernando e Renier parabéns pela prova e obrigada pela parceria e amizade de sempre.

Ge, muito obrigada pelo suporte que nos deu no sábado e no domingo. Foi fundamental e ajudou muito na nossa logística.

Fisionoesporte e Vanessa obrigada pela parceria. Vocês são peças fundamentais no nosso dia a dia para evitar lesões e nos tratar quando abusamos, e nessa prova vocês foram incríveis. Não é qualquer um que topa estar em um evento como este, dormindo em barraca e ainda abdicando do fim de semana de descanso. Um muito obrigada também a Michele, que me tratou de uma canelite chata nas últimas duas semanas e me deixou zerada para a prova.

Gostaria de parabenizar a organização impecável do Desafio das Serras. Vocês surpreenderam e proporcionaram uma experiência incrível para todos nós. A Corrida de Montanha no Brasil só engrandece com eventos desse porte.

Por aqui as dores pós prova continuam rsrs… Agora é recuperar e descansar, pois nem só de corrida vive este ser aqui. Por enquanto sem provas no calendário, porém muuuuitas trilhas para explorar. E é claro que vocês acompanharão por aqui… Quem vem?

#televopratrilha

 

Ultramaratona dos Perdidos – 3 days to GO!

Se preparar para uma Ultramaratona não é nada fácil. Para a prova considerada a mais difícil do Brasil, não é nada fácil mesmo. Exige comprometimento com os treinos, alimentação adequada, praticamente um casamento com a prova. E assim foram meus últimos 6 meses (Isadora). Dedicação total aos treinos e à dieta. Foram treinos muito intensos, com muita altimetria e em lugares incríveis. E para Perdidos, se não treinar bem a possibilidade de ficar no corte é grande. Pois, além da prova ter quase 3000+, o terreno é muito técnico, com muita pedra e muita lama. Não dá pra vacilar, o primeiro corte é no km 22 com 5h30. Passou com 5h31 volta pra casa.

Não treinou no sábado, paga no domingo!

Teve prova como preparação – 28 Praias!

Pós treino

Treino pesado em Extrema!

Alunos e parceiros de treino!

Tendo consciência de tudo isso, além de bem treinado precisa estar bem equipado e com alimentação adequada durante a prova, então, fiz duas listinhas do que levar para a prova: de equipamentos obrigatórios e alimentação. A lista de alimentação é individual, normalmente com o que normalmente você come nos treinos. Como são muitas horas de prova (minha previsão são 10h), não dá pra ficar no gel (aliás nem levo gel), levo comida, que dá muito mais energia no perrengue da montanha.

Preparem os Anoraks, a previsão é de chuva. ?⛈?

Equipamentos:

➡️Anorak
➡️Fleece
➡️2º pele
➡️Calça
➡️Meia
➡️Tenis
➡️Mochila de hidratação
➡️Cobertor de emergência
➡️Lanterna
➡️Kit de primeiros socorros
➡️Apito
➡️Buff
➡️Viseira ou óculos
➡️Trekking pole (se treinou com eles)
➡️Luva
➡️Protetor Solar

➡️Levar uma mochila com uma troca de roupa para o pós prova

Todo o equipamento separado!

Alimentação e Suplementação
(é muito individual, é apenas uma sugestão)

➡️Azeitonas
➡️Batatas cozidas ou em forma de purê
➡️Bisnaguinha com pasta de amendoim ou nutella
➡️Mix de nuts (castanha do Pará, castanha de caju, amêndoas) – Normalmente faço saquinhos misturando castanhas com frutas secas (uva passa, damasco)
➡️Bananinha
➡️Paçoquinha
➡️Barra de Proteína (uso a quest bar, e acho que segura muito bem)
➡️Gel de carboidrato (se você gosta)
➡️Cápsula de Sal

Para conhecer mais sobre a prova acesse: http://trcbrasil.com/etapa/ultra-trail-perdidos/

E se quiserem ficar por dentro do que vai rolar nessa prova casca grossa acompanhem pelo Snap: IsadoraPersonal

Me desejem sorte!!

#televopraperdidos

Parque Estadual da Cantareira – Núcleos: Pedra Grande e Águas Claras

PARA LER SOBRE O NÚCLEO ENGORDADOR: CLIQUE AQUI
PARA LER SOBRE O NÚCLEO CABUÇU: CLIQUE AQUI

E quem disse que não é possível achar mato na “Selva de Pedra”?  Resolvemos falar do Parque Estadual da Cantareira, pois a Cantareira é uma dos maiores florestas urbanas do mundo e você que está em SP não pode deixar de conhecê-la.

O Parque possui 4 Núcleos abertos à visitação. Dois deles se conectam por trilha, o Núcleo da Pedra Grande e o Núcleo Águas Claras, falaremos desses dois hoje e depois falaremos em outros posts sobre os outros Núcleos Engordador  e Cabuçu.

Sugerimos iniciar o passeio pelo Núcleo da Pedra Grande, pertinho do Horto Florestal na Zona Norte de SP. Tem um estacionamento do lado de fora do parque gratuito e você paga a entrada no valor de R$12,00.

Logo que você entra tem placas e monitor se precisar de alguma orientação. A subida da Pedra Grande já começa bem perto da portaria, e são 4,5kms até chegar lá: uma pedra que fica a 1010 metros acima do nível do mar, com uma vista impressionante de SP (9km ida e volta).

AS TRILHAS

A subida, subidona mesmo, é toda em asfalto e pelo caminho é possível fazer algumas trilhas, todas circulares, pequenas e sinalizadas. Aliás, não tem como se perder por aqui, o parque inteiro é sinalizado, inclusive, antes de chegar na pedra existe uma bifurcação para ir para o Lago das Carpas e Núcleo Águas Claras (guarde essa informação).

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Chegando lá na Pedra, após tirar fotos e ficar olhando a cidade de São Paulo de cima, você pode voltar e ainda seguir essa trilha para o Núcleo Águas Claras. Seguindo essa trilha de terra batida você vai poder ir para o Lago das Carpas, muito bonito de se visitar e fazer outras trilhas desse Núcleo.

Muitas outras trilhas existem por todo o caminho, algumas bem pequenas. Entrar pra conhecer depende do nível de desgaste que você vai estar. Volta-se pelo mesmo caminho até retornar à portaria da Pedra Grande.

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Lá é um lugar incrível que atende a expectativa de todos! Dá pra fazer um treino até a Pedra Grande e voltar (9kms), dá pra aumentar indo até o Núcleo Águas Claras (aprox. 15kms) e dá pra fazer muito mais se decidir entrar em todas as trilhas pelo caminho. O Parque tem uma boa estrutura com banheiros, perto da portaria tem água potável. Leve sua garrafinha, pois não tem água lá em cima.

INFORMAÇÕES ÚTEIS

  • Estacionamento: gratuito
  • Entrada do parque: R$13,00; meia para estudantes e de graça para professores da rede pública, menores de 12 e maiores de 60 anos.
  • Endereço: Rua do Horto, 1.799 ( do lado do Horto Florestal)
  • Levar: água (cantil, mochila de hidratação), comidinhas, protetor solar.

>Não tente visitar todos os 4 Núcleos em 1 só dia, pois a entrada deles  são distantes um dos outros.

PARA LER SOBRE O NÚCLEO ENGORDADOR: CLIQUE AQUI
PARA LER SOBRE O NÚCLEO CABUÇU: CLIQUE AQUI

Maratona de Revezamento 28 Praias – Ubatuba

Falaremos de provas por aqui? Simmmm!

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Revezamento com Jimi

Afinal nós gostamos de trilhas e travessias, mas também gostamos de competir pelas provas Brasil a fora.

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Antes da Largada

E essa foi a minha primeira prova deste ano (Isadora). E eu não poderia ter escolhido prova melhor para iniciar o ano nas trilhas. Organização impecável, visual incrível, single tracks perfeitas para correr e desafiadoras e ainda muitos amigos e alunos juntos, diversão garantida.

Colucci e Gabriel

Colucci e Gabriel

Fiz a prova em dupla com meu aluno Jimi, que fez os primeiros 21kms. A largada aconteceu dia 30/04, às 7h20 na praia de Tabatinga, esse primeiro trecho era descrito como muito difícil, com 15,2kms até o primeiro posto de troca na praia da Caçamdoca, dali percorreu mais 5,3km até o segundo PC, na praia de Maramduba, onde me entregou o bastão. A primeira parte da prova era considerada mais difícil pois contava com uma altimetria de 800mts+, além de terrenos bem técnicos. Ele mandou muito bem como sempre, fez os 21km em 2h20min e me entregou o bastão em 2º lugar na categoria dupla mista. O que aumentou a minha responsabilidade em mandar bem no meu trecho.

Galera reunida!

Galera reunida!

Peguei o bastão na Praia de Maranduba, este primeiro trecho era relativamente fácil, iniciou com areia dura, e nos últimos 2kms tornou-se areia bem fofa e com uma inclinação que atrapalhava um pouco. Este trecho tinham 5,2kms e passei por ele com um pouco menos de meia hora. Segui então para o meu segundo trecho, que tinha 8,2km de puro single track, com um visual de tirar o fôlego, que seguia da Praia da Lagoinha até a Praia da Fortaleza (uma trilha bem conhecida no Sul de Ubatuba). Consegui me manter bem consistente nesse trecho, e consegui manter o ritmo mesmo nas subidas mais difíceis.

O último trecho, também de 8,2kms, ia da Praia da Fortaleza até a linha de chegada na Praia dura, por um trecho de asfalto e areia dura, que foi bem tranquilo, com um misto de subidas leves e descidas, até a linha de chegada por 2kms de areia que parecia que não chegava nunca rsrs. Neste último trecho fui “atropelada” pelo meu aluno Diego, que é um monstrinho, e fazia dupla com a Mari, também minha aluna.

Duplas!

Duplas!

Finalizei meus 21kms em 2h30min, e ficamos em 3º lugar geral dupla mista. Diego e Mari ficaram em 2º lugar. Fiquei muito feliz com nosso resultado e de todos os meus alunos que participaram. Ouvindo os relatos deles, todos ficaram encantados com a prova.

Chegada!

Chegada!

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O pódio!

dicas

Recomendo essa prova de olhos fechados. Principalmente para quem está começando no mundo das trilhas. Organização que respeita o atleta, te dá segurança (tinham muitos staffs pela prova inteira), água trincando de gelada em todos os pcs. Estou falando isso porque precisamos valorizar os bons organizadores (porque tem muita prova por aí que só maltrata atleta). E prova que maltrata eu estou fora.

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E você, o que achou da prova? Conta pra gente!

Serra Fina – Passa Quatro – MG

Se você me perguntar qual a montanha mais linda que eu fui, certamente a Serra Fina estará entre as três primeiras. Localizada em plena Serra da Mantiqueira, no município de Passa Quatro, MG, ela encanta pela beleza e pela imponência. Pequena, pacata e com todos os encantos de uma típica cidade mineira (tem até um trem que corta a cidade e dá para fazer passeios), Passa Quatro fica à 242km de São Paulo.

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Fim de semana seguinte ao carnaval, nada melhor para “começar” o ano do que um super treino na Serra Fina. Fomos em um grupo de 12 pessoas, e nos hospedamos no Refúgio Serra Fina (no final explico sobre este hotel INCRÍVEL).

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Nosso grupo era bem homogêneo no quesito condicionamento físico. Então nos dividimos em dois grupos, os meninos que foram guiados pelo Jimi, que já conhecia bem  o local, e as meninas que foram guiadas por mim (Isadora) e pelo Paulo, que roubei do grupo dos meninos para me dar um apoio.

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A Serra Fina pode ser explorada de duas formas:

Travessia da Serra Fina: Saindo do Refúgio, você atinge o Capim Amarelo e a Pedra da Mina, retornando pelo Paiolinho. Dessa forma é preciso que alguém faça o resgate na descida do Paiolinho.

OU

Capim Amarelo (bate e volta): Saindo do Refúgio, atinge o Capim Amarelo e volta pelo mesmo caminho.

Fizemos apenas o Capim Amarelo. Este percurso tem 12km, com 1200mts + de ganho de altimetria, fizemos em aproximadamente 6h00, mas fizemos muitas paradas para fotos. Saímos do Refúgio às 5h, e como ainda era horário de verão, ficamos um bom tempo no escuro. O sol nasceu por volta das 6h30, e foi o nascer do sol mais espetacular que já vi na minha vida.

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A medida que o sol nascia e “batia” na crista, fazia um contraste de cores indescritível. E diga-se de passagem, correr na crista da Serra Fina é uma experiência única, faz você perceber o quanto somos pequenos perto da grandiosidade da natureza. Quando atingimos o topo do Capim Amarelo, com  seus 2491mts de altitude, a visibilidade não era muito boa, pois as nuvens cobriram bastante, mas a sensação de estar acima das nuvens é gratificante. Lá no topo tem um livro de assinaturas para deixar marcada sua passagem por lá. Na volta, paramos na Toca do Lobo, uma pequena cachoeira de águas geladas, que revigorou pós o esforço.

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A Serra Fina é incrível e extremamente desafiadora, porém tem um nível de dificuldade elevado. Não recomendo pessoas que não tenham um mínimo de condicionamento encarar. Recomendo que quem quiser fazer este trekking, faça uma preparação física antes, pois mesmo alguns alunos que já estão acostumados com corrida de montanha, sentiram bastante dificuldade.

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O Refúgio Serra Fina (isso não é jabá)

Se hospedar no Refúgio é uma experiência à parte. Localizado aproximadamente 30 minutos de Passa Quatro (uma estrada de difícil acesso, não recomendada para carros 1.0 rsrs). Fica na “boca”da trilha para a Serra Fina. Lá você tem duas opções de hospedagem. Suítes ou Alojamentos. As suítes custam 275,00 a diária para duas pessoas (aos fins de semana, reserva mínima de dois dias). E os alojamentos 110,00 a diária. Ambos tem acomodações excelentes.

No fim de semana que fomos, estava apenas nosso grupo e mais um casal, então eles deram um up grade na nossa acomodação (do alojamento para as suítes sem custo adicional). O café da manhã está incluso na diária e eles oferecem almoço e jantar, por 38,00 por pessoa. Praticamente um banquete, onde você come à vontade, uma comida deliciosa e MINEIRA. Nos atenderam muito bem, sempre solícitos. E quando saímos para trilha nos forneceram rádios para caso precisássemos nos comunicar em caso de alguma urgência. Recomendo de olhos fechados.

INFORMAÇÕES ÚTEIS

  • Para mais informações: www.refúgioserrafina.com.br
  • Hospedagem no Refúgio Serra Fina: R$ 110,00
  • Combustível: R$ 50,00 para cada (fomos em 4 em um carro)
  • Alimentação: +/- R$ 100,00
  • Total: R$ 260,00

E fiquem ligados que nosso próximo destino já está definido para Maio… Quem vem?

 

Pedra das Flores e Pedra do Cume – Extrema – MG

Feriado bom é feriado na trilha.

Aproveitamos o 21 de Abril, Feriado de Tiradentes para levar alguns amigos e alunos para conhecer um dos picos mais lindos da região.


Localizado à 110km de São Paulo, Extrema é a primeira cidade da divisa entre São Paulo e Minas Gerais. O acesso é pela Fernão Dias, e como era saída de feriado a estrada estava bem cheia. Levamos aproximadamente 1h40 para chegar e tem apenas dois pedágios no valor de 1,80.


Extrema é uma cidadezinha mineira e pacata, cercada pela imponente Serra do Lopo que é recheada de trilhas e visuais incríveis.


Ali você tem diversas opções de trilhas. Mas desta vez optamos pela Trilha da Pedra das Flores e Pedra do Cume. Esta trilha tem aproximadamente 11km (ida e volta), e no ponto mais alto atingimos 1700mts de altitude. Para quem é bem treinado, a trilha é bem fácil, o único trecho mais técnico é a parte que atingimos a Pedra do Cume, que precisa fazer uma escalaminhada. Tirando esta parte, é uma trilha de progressão rápida (isso se você não fizer como nós que paramos várias vezes para fazer uma foto do visual rsrs).


Por ser relativamente longe, vale a pena se hospedar nas pousadinhas da região se quiser curtir todas as trilhas com tranquilidade. No nosso caso fizemos bate e volta, que também é bem tranquilo.

Não deixem de conhecer este lugar, é realmente incrível. Abaixo seguem mais algumas fotos do nosso dia.

Muito obrigada pela companhia: Anna, Vania, Nani, Jimi, Marcão e Marcelo. Vocês são demais!

#televopratrilha