Start! Travessia Petrópolis – Teresópolis

Quando pensamos neste projeto, de sair pelo Brasil, fazendo trilhas e travessias, o primeiro lugar que surgiu na nossa cabeça foi a Travessia Petrópolis – Teresópolis, era um sonho das duas conhecer a região. Para nossa sorte temos um amigo carioca, o André Medeiros, que é guia cadastrado da Parnaso, e de imediato se prontificou a nos guiar nesta primeira aventura.

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Saímos de SP no sábado de manhã, e aproveitamos o dia para visitar o Parque Lage (que também tem ótimas trilhas), Jardim Botânico e pegar uma prainha pra tirar o mofo de SP.

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No sábado à noite, preparamos nossa comida e suplementação para a travessia. Esta é uma parte que deve-se ter muita atenção, pois você deve levar comida suficiente. Planejar isso de forma adequada é fundamental para que faça uma boa trilha, principalmente em travessias longas. Nossa meta era fazer entre 8h (sendo bem otimistas) e até no máximo 10h.

Saímos do Rio de Janeiro as 5h da manhã. Do Rio até Petrópolis são 88km, mas como é uma região serrana a viagem levou 1h10. Até a entrada do Parque no distrito de Correas, levamos mais uns 30min. Depois de arrumar tudo e dar entrada no parque, começamos a trilha as 7h20.

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O primeiro trecho da Travessia é predominantemente de subida. São 8kms de visuais deslumbrantes até atingir um dos pontos principais da travessia, que são os Castelos do Açu. O visual ali é de tirar o fôlego, porém neste ponto as nuvens encobriram um pouco e não conseguimos ver tudo que aquele ponto poderia nos proporcionar. Neste ponto também é onde fica o primeiro abrigo da travessia (para quem faz a travessia em dois ou três dias, você pode usar este abrigo para pernoitar). Além do abrigo tem também uma área para camping ao lado.

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Deste ponto em diante o terreno ficou bem técnico, com muitas pedras lisas e escorregadias e algumas surpresas no caminho. Dos Castelos de Açu até atingir o segundo ponto mais importante da travessia, a Pedra do Sino, foram 7kms. Nestes 7kms passamos por 4 vales, então ficamos em um constante “sobe e desce”, com a natureza mostrando a sua imponência, com seus paredões de pedra, as nuvens do nosso lado, e vales de perder de vista. Um espetáculo à parte.

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Durante a travessia, tivemos dois momentos, digamos… tenso. Um deles é o que chamam de elevador. São vários “degraus”, feitos de ferro, cravados na pedra, que te ajudam a transpor aquele trecho. Quando iniciamos a subida do elevador, a Sa meio que travou e demonstrou um certo receio para subir. Relutou um pouco, mas subiu.

O segundo momento TENSO (maiúsculo, porque foi bem tenso), é o que eles carinhosamente chamam de “cavalinho”. Nesta hora já estávamos iniciando a subida para o cume da pedra do Sino. A subida se torna bem íngreme, e passamos a fazer uma escalaminhada. E nesta parte, para conseguirmos continuar a subida, precisamos passar por uma pedra, que não é nada fácil. Para passar é preciso segurar bem em cima na pedra, dar impulsão com as pernas e este movimento é como se você estivesse montando em um cavalo (por isso o apelido). Porém, não é nada fácil fazer isso. E foi nessa hora que a Sa travou, entrou em pânico, e nada fazia com que ela entendesse como fazer o movimento para subir. Depois de muito tentar, um chorinho aqui, uma raladinha na coxa ali, o André deu uma mão e a Sa conseguiu passar. Em breve no youtube, você conseguirá ver bem este momento tenso. hahahaha

Passando o cavalinho, chegamos ao ponto mais alto da travessia, na Pedra do Sino, aproximadamente 2000mts de altitude (até ali 1700mts de ganho de altimetria). Neste momento estava totalmente encoberto pelas nuvens, então não conseguimos ver muita coisa.

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Na Pedra do Sino, iniciamos a descida, onde encontramos o segundo abrigo. Aproveitamos para reabastecer a mochila com a água, pois tínhamos ainda 11km de descida. A trilha da descida era bem tranquila, terra batida, bem marcada, um zig zag sem fim. Cachoeiras lindas pelo caminho, até que, enfim chegamos ao nosso objetivo: Teresópolis. Nove lindas horas depois, de muita parceria, muita diversão e muito conhecimento adquirido com nosso querido André (quero fazer um post só com as diversas coisas sobre trekking, marcações, trilhas e detalhes que o André pacientemente nos ensinou).

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E para nossa sorte o Jonas, namorado da Sa, nos buscou no fim da trilha (o que salvou muito nossa vida, pois se ele não tivesse nos buscado, teríamos que pegar um taxi de volta para Teresópolis ou pagar um serviço que leva o carro de Petrópolis para Teresópolis, ambos nada baratos.

Logística

Transporte – de SP para o Rio, optamos por avião. Fomos no sábado de manhã e voltamos na segunda de manhã. Fizemos a travessia no domingo. Custo: 233,00 ida e volta com taxas.

Do Rio para Petrópolis – Fomos de carro com o André. Custo: 70,00 combustível Ida e Volta + 20,00 pedágio ida e volta.

Ingresso Parque Nacional da Serra dos Órgãos – 15,00 Entrada + 24,00 Acesso À Trilha. Compramos pela internet, assim foi possível  iniciar a trilha antes das 8h (horário que o parque e bilheteria abrem).  Ingressos: www.parnaso.tur.br/ingresso

Hospedagem – Optamos pelo Botanic Hostel. É bem bonitinho e arrumadinho por fora. Muito bem localizado, ao lado do Parque Lage e do Jardim Botâncio. Optamos por ficar no quarto compartilhado feminino e tivemos uma experiência ruim com o banheiro, o quarto ficava cheirando mal. Não recomendo por isso. Não sabemos dos outros quartos. Custo: 78,00 duas diárias com café da manhã.

Alimentação – Não fizemos a conta exata, mas não somos muito de economizar com comida, tomamos café no Parque Lage e no La Byciclette no Jardim Botânico e no final da trilha também comemos bem em uma churrascaria em Teresópolis. Custo: aproximadamente 150,00 o fim de semana todo.

Custo total aproximado da viagem completa por pessoa: 545,00

Agradecimentos Especiais

Neste primeiro post gostaríamos de agradecer algumas pessoas em especial que estão tornando este projeto possível. Que acreditaram na nossa ideia, nos apoiaram, e se dispuseram a nos ajudar. Nossos mais sinceros agradecimentos:

Wladimir Togumi – fez nossas primeiras fotos. E elas ficaram incríveis.

Vania Hasegawa – Se não fosse ela, este blog não estaria de pé. Ficou lindo e a nossa cara.

André Medeiros – Além de nosso amigo, ele é guia credenciado da Parnaso. Conhece a trilha como ninguém. Quem quiser fazer esta aventura, TEM que fazer com guia. Recomendamos de olhos fechados. Telefone para contato:(21) 99634 6771

Jonas – Salvou literalmente nossa vida nos buscando em Teresópolis. Nossa eterna gratidão.

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E fiquem ligados que em breve já contaremos nosso próximo destino.

Vem pra trilha!!

7 comentários sobre “Start! Travessia Petrópolis – Teresópolis

  1. Gabriel C. disse:

    Faz tempo que estou ensaiando para fazer essa travessia e o medo é justamente o cavalinho (e talvez um pouco do elevador também! rs). Cheguei até a cogitar fazer a travessia no sentido inverso para tentar amenizar o trauma do cavalinho, mas não consegui ninguém para dizer se isso faz sentido ou não! rs
    Ah, não consegui ver o vídeo. =/

    • isadoramartinspersonal disse:

      Gabriel, tenho certeza que você consegue, não é tão difícil quanto parece. Deu um problema aqui, vou subir o vídeo no YouTube! Tenho certeza que você vai pirar com essa trilha!

  2. Esdra Campos disse:

    Sassa, sorriso lindo! Parabéns pra vc e sua amiga Isadora! O blog está lindo! Adorei o nome e o logo! Que essa viagem, que começou na serra fluminense, abra trilhas para o mundo e revele muitos horizontes deslumbrantes e portos seguros. Bjs

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