Parque Nacional de Itatiaia – Morro do Couto X Prateleiras

1º dia – entrADA NO PARQUE (PARTE IMPORTANTE)

De malas prontas!

Saímos de Niterói 1h30 da madruga. A ideia era chegar cedo ao Parque Nacional de Itatiaia para conseguir entrar e subir o Agulhas Negras. No parque cada há um limite de entrada de 80 pessoas para Agulhas Negras e Prateleiras. Por isso, chegar cedo é imprescindível pra quem quiser fazer um desses dois setores.

Nascer do sol na fila do parque! Lá trás, sol batendo na Serra Fina.

Chegamos cedo, 5h20, tinham uns 10 carros na nossa frente. Ficamos na fila de carros estacionados do lado de fora do parque. Um frio absurdo, 0 graus, isso mesmo! Muito frio! Pegamos senha número 18, que não significa muita coisa. Quando de repente, passa pela gente carros do exército, vans e tudo mais, um bando de gente passando pela gente e entrando no parque.

Frio Frio Frio!

Ficamos sabendo que iria ter um evento do exército e eles pegaram 40 vagas de cada setor: Agulhas e Prateleiras. Mas, tinham 40 ainda para cada setor, tranquilo! Para a nossa surpresa, tcham… acabaram todas as vagas para os dois setores. Oi????? Pra ter acabado todas as vagas tinham que ter 80 pessoas na nossa frente, não tinham. O que vimos foi vans passando direto no parque furando toda a fila. Como isso pode acontecer?

Eu não sei o que acontece ali, mas de fato, alguma coisa está errada. Não consigo entender porque as senhas não são distribuídas carro a carro, porque não há por parte do Parque interesse em organizar a entrada para que quem realmente chega cedo, possa entrar de forma justa. Alguma coisa acontece ali, e o parque deve explicações para as pessoas que tentam todas as vezes subir o Agulhas e não conseguem mesmo chegando cedo, esperando na fila.

Enfim, muita sacanagem. Entramos muito frustrados! A opção era fazer o plano B: subir até o Morro do Couto. Foi isso que fizemos! Estacionamos lá dentro e iniciamos o percurso.

ATENÇÃO: Tive a informação que o Parque já alterou o sistema de entregas de senhas. Antes um guia podia chegar de madrugada ficar na fila e pegar senha para todo seu grupo. Agora as senhas são individuais, recebe senha quem estiver na fila, tornando a entrada no parque muito mais justa. Claro, confirmar essa  informação no parque é sempre importante (ligar ou mandar email antes), já que não vi nenhum comunicado oficial no site.

Morro do Couto x Base das Prateleiras

O parque é surreal de maravilhoso, pegamos uma estrada e andamos aproximadamente 3 kms até o início da trilha. Ainda tinha gelo no chão, com o passar da trilha o sol foi esquentando, e fez um dia maravilhoso, muito calor inclusive.

Gelo, no chão!

Chegamos ao Morro do Couto e o Leo, nosso guia, achou que ia ser legal fazermos a travessia até a base das Prateleiras, já que era ainda bem cedo. Fomos seguindo o percurso, sem sinalização, Antônio no Wikiloc, cruzamos por dentro de uma gruta e chegamos na base das Prateleiras. Sem poder subir, pois não tínhamos autorização continuamos a caminhada até sair na estrada novamente e voltar para o carro.


Fomos para a Pousada dos Lobos, muito perto da entrada do parque, porém é necessário um carro 4×4 pra não passar perrengue. A pousada é uma delícia, a comida, o ambiente, as árvores, o chazinho e biscoitinhos disponíveis no refeitório. Pegamos 2 quartos com 6 camas cada, lá tem outras opções de acomodação.

À noite, jantamos e conversamos sobre as opções para o domingo. A opção número 1 era tentar entrar no parque de novo, acordando de madrugada sabendo que poderíamos não entrar com o mesmo sistema injusto. Ou dormir até um pouco mais tarde, tomar café da manhã na pousada e fazer outra coisa no parque que poderia ser Asa de Hermes. Decidimos ir na segunda opção, já que tínhamos andado bastante, muitos estavam cansados e Agulhas Negras era o pico mais alto e mais difícil do parque.

No próximo post, conto como foi o segundo dia!

dicas e informações

-Chegar bem cedo no Parque, 5h30, no máximo, se quiser fazer Agulhas Negras ou Prateleiras.

-Ligar no parque para conferir o sistema de senhas na entrada.

-Parte Alta, parque abre às 7h, o ingresso, até às 14h. E todos tem que sair do parque até no máximo 17h.

-Entrada para Agulhas e Prateleiras só com guia, pois tem trechos de escalada. Nosso guia: Leo, da Pitbull Aventura (http://pitbullaventura.blogspot.com.br/)

-Ingresso: R$ 32,00

-Todas as informações: http://www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia/guia-do-visitante.html

Gonçalves – MG – Refugio Kalapalo

Pelo segundo ano seguido vou para Gonçalves à trabalho, acompanhando os alunos da Omnia Sports. E mais uma vez nos hospedamos no Refugio Kalapalo. O Refugio é mantido pelo Guilherme Cavalari, um dos grandes nomes das trilhas no Brasil. Ele tem vários livros publicados, entre guias de trilha de bike, trekkings, e um dos seus mais conhecidos, o Transpatagonia, que conta a história dos 6 meses que ele ficou pedalando entre a Patagônia Argentina e Chilena. É sempre muito bom estar com pessoas tão experientes, pois sempre aprendemos algo novo. E lá no Refúgio é sempre um aprendizado. Não podemos esquecer de falar sobre a Adriana, esposa do Guilherme, que além de ser um pessoa super querida, é ela quem cuida da cozinha do Refúgio… e esse é um capítulo à parte. Que comida boa!!

Chegamos lá na sexta já bem tarde. Pulamos da cama às 8h e às 9h partimos para o treino pelas estradas e trilhas de Gonçalves. Lá tem muito lugar lindo pra explorar. Então eu aconselho que vá com tempo. Fizemos 24km, entre estradas de terra e single tracks. Primeiro fomos até a Pedra do Jair que nos proporciona um visual lindo da Serra da Mantiqueira e depois subimos a Pedra Chanfrada. O treino total somou 24km com 1100mts de ganho de altimetria. ?

Pós treino, tivemos um belo almoço no Refugio, e sem muito tempo de descanso partimos para o segundo treino do dia. Subimos até o cume da Pedra Bonita para ver o por do Sol. Um espetáculo à parte. Até o cume da Pedra Bonita são 3,5km com 500mts de altimetria acumulados, em uma trilha bem demarcada.

o Bônus

No domingo, o Geraldo (@omniasports), havia preparado uma surpresa para os alunos. Sem que eles soubessem, inscreveu todos em uma corrida na cidade de São Bento do Sapucaí, cidade vizinha de Gonçalves. A 1ª Volta do Cruzeiro tinha duas distâncias: 6km e 12km, com um percurso lindo e um visual incrível para a famosa Pedra da Baú.

A prova foi muito bem organizada, e ainda de quebra consegui ficar em 2º lugar geral na prova de 12km e minhas alunas Nani e Vania ficaram em 2º e 3º lugar na categoria até 29 anos, e a Isabela ficou em 1º lugar na categoria na prova de 6km. Mulherada mandando muito bem nas trilhas.

E para fechar esse fim de semana incrível, ainda fomos conhecer a Cervejaria Bauzera, que produz cerveja artesanal. O Eliseu, dono da Cervejaria e um dos maiores escaladores do Brasil, nos apresentou todo o processo de fabricação e no final fizemos a degustação de alguns tipos de cerveja. Uma super experiência.

Agradecimento especial a @omniasports que organizou todo esse fim de semana. E ao Guilherme e Adriana que sempre nos recebe tão bem.

Quem quiser saber mais sobre o Refugio Kalapalo é só entrar aqui: www.kalapalo.com.br

Vale muito a experiência!

Escalavrado – Teresópolis, RJ

No sábado (29/07), foi a vez de subir o Escalavrado no Parque Nacional da Serra dos Orgãos com a Pitbull Aventura e Segue o Velhinho. Acompanho sempre os eventos deles no Facebook, mas o Escalavrado, me chamou muita atenção, principalmente por ser um lugar com escalaminhada, parecia bem difícil e se jogar no Google, vai encontrar fotos alucinantes.

Chegamos em Teresópolis bem cedo, tomamos um café da manhã no posto BR Garrafão e encontrei com todos do grupo. O grupo era: Eu, Leo da Pitbull, Marcos Segue o Velhinho, Deborah, Kelly, Vander e Lango Lango. Continuamos pela estrada até o local onde deixamos o carro estacionado (centrinho comercial na beira da estrada no km38). Para chegar na entrada da trilha é preciso voltar na estrada a pé aproximadamente 2kms, até o ponto de entrada, não tem placa. A placa fica um pouco mais pra dentro do início da trilha.

Entrada da trilha.

O início da trilha é bem íngreme e técnico, uma escalaminhada em pedra. Diria que é uma das partes que requer mais atenção, tem grampos pra colocar corda e escalar, não é necessário desde que as pessoas já tenham uma certa experiência.

Nessa trilha parte nenhuma é plana, tudo subida em pedra. Se você não tem experiência com escalada ou em trilhas com escalaminhadas, não vá sem guia e equipamento, não vale a pena correr certos riscos.

Foto: Segue o Velhinho

Em um certo ponto, chegamos na parte mais difícil da trilha, uma subida em pedra, bem inclinada e alta. Velhinho subiu com a corda até o fim da pedra para fazer a segurança, o Vander ficou no meio pra ajudar a galera e o Leo em baixo colocando a corda em todos e orientando a escalada. O Leo deixou bem claro que não era nada muito difícil e que a corda nos daria maior segurança e confiança pra subir. Pronto chegou o meu momento, meu comigo mesma.

Foto: Segue o Velhinho

Só um parenteses: (Pra quem ainda se lembra, tive um mini pânico de altura na travessia Petrópolis – Teresópolis, na parte do “cavalinho”. Isso me deixou frustrada. Logo eu, Samantha, que já pulei de pára quedas, que não tenho medo dessas coisas e que nunca tive medo de altura, descobri que tinha medo de escalar, sim era só na subida, na descida não tenho medo por mais alto que seja. Confirmei isso no Conjunto Marumbi, nas subidas mais altas  minha perna tremia. Logo eu, logo eu que nunca tive medo de aventura nenhuma. Isso pra mim era inadmissível, essa não era eu, eu Samantha não posso ter medo de altura. Ví no Escalavrado uma oportunidade única pra vencer isso, de uma vez. E venci!).

Foto: Segue o Velhinho

Continuando: Pedi pra ser a última, a subir. Queria ver todo mundo subindo, ver por onde iriam, e o nível de dificuldade da parede, além de poder ficar um tempo lá em baixo tomando coragem.  Perguntei ao Leo se eu podia tentar ir sem corda, porque na minha visão conseguiria escalar sem problemas e se ele podia ir comigo me orientando. E se o medo viesse e minhas pernas tremessem eu poderia colocar a corda. Com a aprovação dele, eu fui sem a corda, ele foi me orientando e ao mesmo tempo me dando liberdade para escolher o melhor caminho. Por incrível que pareça meu medo se tornou insignificante, usei todas as minhas forças pra me concentrar e fazer o que tinha que fazer, subir direito. E eu consegui, nada de tremedeira!

Foto: Segue o Velhinho

Ninguém ali sabe como eu me senti ou como isso foi importante pra mim. Eu consegui dominar meu medo e provar pra mim mesma que eu continuava a mesma de anos atrás, foi um alívio. E eu esperei ansiosamente por isso, sei lá, era uma questão de honra. O medo é muito importante e precisamos saber usar ele a nosso favor e nessa trilha acho que evoluí nesse sentido.

Depois de subir loucamente chegamos na crista da montanha . Infelizmente ou não, o tempo estava bem encoberto, não pudemos ver o abismos ao lado da crista por onde  caminhávamos. Se por um lado, não conseguíamos ter uma vista linda, por outro não ficamos com medo de altura.

Foto: Segue o Velhinho


Na crista!

Passamos pela Barriga da Baleia e continuamos até o topo. Chegamos em 2 horas, acho que fomos num ritmo bem legal. Com bastante calma, cuidado, tirando fotos e nos divertindo. O percurso até o topo tem 2.5 kms com 500m de altimetria, acumulada, isso significa que a trilha tem uma inclinação bem considerável, de deixar panturrilhas e pernas bem doloridas.

Do Escalavrado conseguimos ver outros Picos como o Dedo de Deus!

Um pouco de garoa no topo, tempo fechado. Fizemos um lanche, cantamos parabém pra Kelly que disse ter tido o melhor hiking de aniversário da vida dela!! E descemos, devagarzinho, com muita paciência e calma, de bumbum, não tem erro. Nosso medo era de chuva, porque as pedras virariam um sabão, mas pra nossa sorte, só foi a garoa no cume mesmo.

Agradeço imensamente a companhia de todos e ao Velhinho, Leo e Vander pela ajuda na trilha. Muito bom fazer trilhas com vocês, muita diversão, muita calma e paciência. Isso faz toda a diferença! Valeu! Velhinho também mandando muito nas fotos!

Dicas:

-Não suba com chuva. A trilha é cheia de abismos, paredões, pedras.

-Se você não tem experiência em subir em pedras ou com escalada, contrate um guia com equipamento;

-Protetor solar, boné, viseira, água. A trilha é exposta a maior parte, o sol castiga.

-No Face da Pitbull você consegue ver as próximas trilhas que eles organizam: https://www.facebook.com/pitbullaventura/

-Entrar no site do Parque (PARNASO) para pagamento e preenchimento do termo. Leve o termo junto com você. http://www.parnaso.tur.br/

#TeLevoPraTrilha

Mt. Fuji – Gotemba Trail

Nossa amiga Mariana Matuo está morando no Japão, e nós sempre falamos que, quando ela fosse ao Mt. Fuji iríamos querer um post. A seguir ela compartilha todos os detalhes da sua aventura incrível. Nosso muito obrigada Mari, adoramos!

Mt.fuji – Gotemba trail

Por Mariana Matuo

Estava em um restaurante aqui no Japão com meu pai e um amigo dele na segunda-feira passada (17) quando definimos: vamos subir o Fuji-san no sábado a noite (22) para ver o nascer do sol.

Foi assim que começou essa aventura. Em cima da hora e sem planejamento e conhecimento algum, apenas decididos a chegar no topo.

Nas poucas pesquisas que fizemos antes (veja o site http://www.fujisan-climb.jp/en/trails/index.html), sabíamos apenas que:
– tem quatro trilhas que levam até o topo (Fujinomiya, Gotemba, Subashiri e Yoshida);
– algumas trilhas ficam muito cheias, a ponto de formar fila indiana;
– as trilhas começam na 5ª estação do vulcão;
– nem todas as 5ª estações são abertas para carro na temporada de escalada;
– nessa época do ano (verão) faz 5ºC no topo.

No sábado (22) de manhã comecei a preparar minha mochila e foi muito estranho preparar roupas para frio estando em um calor de 30ºC, todos os casacos que eu pegava, eu pensava “Não, esse é muito quente, é exagero, não deve ser tão frio assim, estamos no verão”.

Com tudo pronto, saímos de carro de Nagoya por volta das 14h. Somente nesse momento, quando tínhamos que programar o GPS para um destino, que decidimos que a trilha de Gotemba era a melhor, porque era mais vazia e poderíamos deixar o carro estacionado na 5ª estação.

Já deveríamos imaginar que a trilha de Gotemba era a mais vazia por ser a mais difícil, afinal ela começa em 1400m de altitude enquanto as outras começas entre os 2000~2400m de altitude.
Chegamos na 5ª estação de Gotemba por volta das 17h40 e lá estava o Fuji-san, encoberto por nuvens, mantendo um certo mistério.

O tempo de subida é estimado em 7 horas via Gotemba. Calculamos que o ideal seria começar as 20h para chegar no topo com folga para ver o nascer do sol (que é por volta das 04h30). Fizemos um reconhecimento de terreno e como ainda tínhamos um tempinho, aproveitamos para ir comprar água e comer em um 7-eleven (loja de conveniência) que fica a uns 15 minutos da 5ª estação. Logo depois do estacionamento tem banheiros, um ponto de informações e o portal de início da trilha. Não pagamos nada para deixar o carro no estacionamento e nem para entrar na trilha.

Começamos exatamente às 20h, saindo em 1400m de altitude. Logo no início tem uma estrutura com mesas e cadeiras e algumas comidas e bebidas à venda. O preço é bem inflacionado! Por exemplo, a água era ¥300 (um pouco menos de 3 dólares), 3x mais do que costuma ser nas lojas de conveniência!

Depois de mais ou menos 3km atingimos 2000m de altitude. Todo esse trecho era de cascalho, em alguns pontos o solo ficava fofo e o pé deslizava, fomos tentando procurar as partes mais firmes para pisar.

Com 5km paramos 10 minutos para descansar, estávamos em 2.400m de altitude. Logo à frente chegamos na Nova 6ª estação. A antiga 6ª estação foi fechada por causa de um deslizamento.

Nessas estações tem uns containers, chamados de cabanas. Algumas pessoas alugam para passar a noite e fazem a trilha em vários dias. Um pouco depois da antiga 6ª estação o terreno começou a mudar, as pedras estavam ficando cada vez maiores e deu para perceber que não estávamos mais subindo em linha reta e sim em zig zag.

No km 7 atingimos 3000m de altitude e logo em seguida chegamos na 7ª estação. Lá vimos que tinha Estação 7.4; 7.5 e 7.9.

Os trechos entre essas estações não rendia, parecia que estávamos subindo muito, mas a altimetria não mudava quase nada. Também nesse trecho, começou a cair algo do céu, não sei dizer se era garoa ou neve, mas durou bem pouco. Paramos para descansar e nos agasalhar mais na Estação 7.9 e dali até a 8ª estação eram só 400m, mas muito duros, não chegava nunca!

Sinceramente, depois da 8ª estação eu não lembro de muita coisa, estava cansada, sentia que podia ter câimbras nas pernas a qualquer momento, só consegui me concentrar em dar um passo de cada vez. Tive que parar algumas vezes só para dar uma respirada bem lenta e profunda, o ar rarefeito castiga.

Na última vez que falei “preciso parar para respirar”, vi um portal e eu até esqueci que precisava respirar, fui correndo procurar uma placa escrito 9ª estação, mas não achei e tinham dois caminhos para seguir. E agora?

Depois de uns 10 minutos tentando entender para onde tínhamos que ir, encontramos umas pessoas que disseram que tinham vindo da trilha de Fujinomiya, ou seja, chegamos ao topo e fomos os primeiros!

no cume

10,5km – 6 horas – 2.200m de ganho de altimetria – 3.600m de altitude.

Na hora não foi nem um pouco emocionante, nem comemoramos. Afinal, fomos muito rapidinhos e chegamos 2h antes do nascer do sol.

Sentamos em umas pedras e de lá dava para ver a fila de head lamps subindo a trilha de Yoshida, tentamos dormir um pouco, mas foi impossível, estava muito frio, de tremer e bater os dentes.
Quando paramos de sentir os dedos do pé decidimos que seria melhor ficar andando para esquentar. A essa altura já tinham chegado mais pessoas e era hora de escolher o lugar perfeito para ver o sol nascer. Às 4h o sol começou a dar as caras e aos poucos todo o esforço ganhou um sentido.

Como se não bastasse o sol pondo-se presente, quando virei de costas pude ver o quão perto eu estava da cratera do vulcão, que imensidão!

Mas não se enganem! É lotado lá em cima!

Só quando cheguei na trilha para descer que consegui ter uma noção do que enfrentamos de noite.

A descida é na mesma trilha da subida até a 7ª estação, depois desce por outro caminho. É um caminho de cascalho que eles chamam de “Corrida sobre areia”, bem gostoso de correr, quase sem impacto. Fizemos os 8km de descida em 2h30.

É isso, pessoal! Valeu MUITO a pena!

E, claro, não poderia deixar de agradecer minhas queridas amigas, Isa e Sassa, por me convidarem para compartilhar minha experiência aqui no blog! Minha paixão por montanhas começou com elas ❤️

Ultramaratona dos Perdidos – Agora foi!

Quem nos acompanha por aqui, sabe que a frustração do ano passado foi a Ultramaratona dos Perdidos ter sido cancelada. Frustração no sentido de: poxa treinamos tanto pra morrer na praia (temos total consciência que a natureza é previsível e que isso pode acontecer).

E este ano fomos nós novamente, para tentar concluir e ver realmente qual é que era dessa prova que põe medo em muita gente.

Eu havia me inscrito nesta prova ano passado, mas com os acontecimentos do ano, e um incômodo no joelho direito pós Patagônia Run, fizeram com que eu solicitasse a troca da inscrição pela prova de 25km. Quando fui retirar o kit na sexta feira, para minha surpresa minha inscrição não havia sido trocada (tive até uma indisposição com a moça que estava na retirada de kit, pois ela não fez menor questão de ajudar – ao meu ver foi a única falha da organização, pois de resto estava impecável). Depois de muito tentar, conseguimos contato com o organizador e ele permitiu que eu fizesse a troca no dia seguinte. Porém quando soube que poderia trocar, eu já havia tomado outra decisão… aquelas decisões malucas que a gente toma sabe… aquela clássica: Façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço.

Resolvi então largar para a prova de 45km e ir até onde desse. Eu sabia que daria pra desistir até o km 26 onde ainda teria como voltar de carro. Se não desse para continuar eu voltaria ali.

Perdi a hora e meus alunos me ligaram no quarto…. será que era algum sinal pra ficar? Hahaha me arrumei em 10 min e pouco antes das 4 da manhã estávamos seguindo em direção à Tijucas do Sul, onde seria a largada da prova. E a aventura começou ali… fomos em 7 pessoas em uma Ecosport…

Chegamos na fazenda 5 da manhã e dessa vez com outra estrutura, muito bem organizada. Guardamos nossas coisas e logo alinhamos pra largada.

A largada foi dada as 6h em ponto. Seguimos, Barbara e eu para mais uma prova juntas. E o percurso já começava na pancadaria. Uma subida de 6km até o cume do Morro dos Perdidos, com uma altimetria de aproximadamente 700mts. Difícil? Quase nada, mas o nascer do sol lá no topo valeu todo o esforço.

Depois desse primeiro pico entramos em uma trilha linda, nos campos de altitude e logo iniciamos uma descida confortável.

No km 11 iniciamos a segunda subida em meio a um bambuzal e muito barro. Sem duvidas os trecho mais chato da prova. Depois disso entramos em uma descida bem técnica até o ponto de corte no km 22.

Chegamos no corte com 4h10min, com uma hora e meia de gordura para o corte. Tomamos Red Bull, sopa, abastecemos nossas mochilas e 15min depois seguimos. Iniciamos a terceira subida da prova até o km 26. E que senhora subida!

Neste ponto era hora de tomar minha decisão, parar por ali ou seguir para completar uma distância que eu não estava apropriadamente treinada. Eu estava me sentindo muito bem, sem nenhuma dor, e não tinha motivos que me fizessem desistir. Optei por seguir junto com a Barbara e com o Paulo que se juntou a nós no ponto de corte.

Foi nesse ponto que a brincadeira começou a ficar séria. Iniciamos a principal, mais temida e última subida insana da prova. O Morro do Araçatuba com seus 1600mts de altitude. Do km 26, até o 34 subiríamos 900+. E é nessa subida que o filho chora e a mãe não vê. Muitos charcos, onde afundávamos até o joelho. Extremamente difícil. Finalmente chegamos ao cume do Araçatuba com 7h35min de prova…

Mas ainda faltavam mais 12km de descida. E nem vem falar que na descida todo santo ajuda, que é mentira. Hahahah
Na descida do Araçatuba até santo chora.
Quando iniciamos a descida, fiz uma projeção que chegaríamos em 9h30/9h45…

Mas eu não esperava que ela seria tão dura. Demoramos quase 3 horas pra completar os últimos 10km…
E finalmente fechamos a prova em 10h35 minutos. Restando apenas 25′ para o corte final de 11h totais. (Obs: ainda não consegui saber se eram 11h ou 11h30 o corte final, pois no número de peito estava escrito 11h30, mas quando deu 11h o locutor da prova anunciou que estava encerrada a prova dos 45km).

Eu nem acredito que consegui terminar bem essa loucura. Confesso que depois do km 35 eu fiquei me questionando porque fiz isso. Bateu aquela canseira de quem não treinou o suficiente.

Parabéns pela prova

Gostaria de agradecer imensamente à Barbara e ao Paulo que foram muito parceiros. Seguimos juntos a prova toda é isso foi fundamental. Diversão mesmo no perrengue.

Parabéns a todos meus alunos que concluíram a prova de montanha mais difícil do Brasil.

Diego Ferrari, Diego Faria, Marcão, Paulo, Barbara, Renier, Nani, Bernardo, Gui… vocês mandaram muito bem! Parabéns!

E um parabéns merecidamente especial ao Diego Ferrari que ficou em 6º lugar, apenas 2′ atrás do 5º colocado (sendo que os 5 primeiros eram atletas de elite). Mas garantiu o 1º lugar na categoria. Que feito!!

Parabéns pra Nani que levou o 2º lugar na categoria nos 13km. Mandou bem demais!

E eu e a Barbara levamos o primeiro e segundo lugar na categoria. Largamos juntas e chegamos juntas então nos definimos campeãs hahaha
Valeu parceira, não sei o que será correr o Montblanc sem você. ?

Para finalizar… essa prova não é para qualquer um! O nível de dificuldade exige muito treino e experiência. Exige muita cabeça. Se inscrevam com consciência que vocês enfrentarão a prova mais difícil do Brasil. Parabéns TRC, é uma prova que merece respeito.

E no final fomos brindados com esse por do sol incrível. E ainda me perguntam porque eu gosto tanto das montanhas…

#televopratrilha

http://trcbrasil.com/etapa/ultra-trail-perdidos/

Pedra da Mina – Serra da Mantiqueira – Passa Quatro – MG

Neste último fim de semana (01/07), à convite da Omnia Sports, fui para Passa Quatro para acompanhar um grupo que tentaria pela primeira vez fazer a Travessia da Serra Fina. Considerada uma das Travessias mais difíceis do Brasil, os caminhos pela Serra da Mantiqueira são belíssimos e também de altíssima dificuldade.

A Travessia da Serra Fina consiste no seguinte percurso:

Saída Toca do Lobo, próxima a entrada do Refugio Serra Fina. Segue até o cume do Capim Amarelo, segue por vales até o atingir o ponto mais alto da Travessia, chegando na Pedra da Mina, desce até o Vale do Ruah, segue até o Pico dos Três Estados, passando pelo altos dos Ivos e terminando a jornada no Hostel Picus em Itamonte.


Todo esse percurso totaliza 32km, com muitaaaa altimetria acumulada, com muita subida e descida técnica de alta dificuldade e capins na altura da cabeça.

Iniciamos a subida pela Toca do Lobo as 8h40… eu fui com o grupo que queria treinar corrida, então o nosso ritmo foi bem forte no começo. Chegamos ao Cume do Capim Amarelo, com seus 2491mts de altitude, com 2h30 e com uma altimetria acumulada de 1100mts em 6km. Paramos, fizemos um lanchinho e seguimos.


Até esse ponto, eu sabia me guiar muito bem, pois já estive ali várias vezes. Dali em diante eu teria que me guiar pelo tracklog do GPS que não era tão preciso, pois no relógio a resolução não é tão boa ou me guiar pelos totens e marcações refletivas.


Acabamos nos perdendo um pouco na saída da Capim Amarelo em direção a Pedra da Mina. Mas nada que demorasse muito para que percebêssemos e voltássemos para o caminho correto. Mesmo mantendo um ritmo bom, com o passar das horas e da altimetria que só aumentava a cada subida, as pernas foram ficando cansadas…

pedra da mina

E depois de muito sobe e desce, é muito visual surreal, chegamos ao cume da Pedra da Mina (2798mts de altitude), com 7h30 e 2025mts de altimetria acumulada. O 4º Pico mais alto do Brasil é simplesmente incrível. Curtimos um pouco o visual e então descemos em direção ao Vale do Ruah onde nosso acampamento estava montado. Totalizando até ali 15km, metade da Travessia.



A Omnia Sports contratou uma equipe fantástica de Itamonte, que levou todo nosso acampamento e ainda nos serviu um jantar incrível (muito obrigada Vinicius e equipe).

Algumas horas depois que chegamos o tempo fechou e choveu torrencialmente a noite toda, o que dificultou um pouco a chegada do segundo grupo ao acampamento pois a visibilidade ficou muito ruim.

Amanheceu ainda com muita chuva e com muita neblina. Do acampamento até o final da travessia ainda teria mais 17kms. Com o tempo naquelas condições tomamos a decisão mais sensata e segura para todos e optamos por descer via Paiolinho, que mesmo sendo muito difícil, a distância era mais curta, apenas 9kms.

Mesmo não concluindo a Travessia completa, fiquei muito feliz em conhecer mais um cantinho espetacular da Serra da Mantiqueira (meu lugar favorito no Brasil).
E como toda trilha nos trás um aprendizado, se eu puder te dar um conselho: alta montanha não é brincadeira, é preciso muita experiência e sabedoria. Não se arrisque em trilhas de alta dificuldade sem estar extremamente condicionado. Seja consciente!

Ainda este mês pretendo fazer a Travessia Completa No Stop… aproximadamente 16h… 32km… quem se anima? ?

#televopratrilha

Pico do Jaraguá – Trilha do Pai Zé

Um dos lugares mais visitados pra treino em SP é com certeza o Pico do Jaraguá (Parque Estadual do Jaraguá). Nós perdemos as contas de quantas vezes estivemos lá pra treinar ou para levar outras pessoas. Isto porque, ali é o ponto mais alto da cidade de São Paulo (1.135 metros de altitude), tem um vista da capital impressionante e é de fácil acesso.

Foto: Wladimir Togumi

Para chegar ao topo, o visitante tem duas opções: 1)através da via asfaltada, a Estrada Turística do Jaraguá, nesse caso, chega-se quase ao topo de carro; 2) através da Trilha do Pai Zé, que é a rota que fazemos e que vamos enfatizar no post.

Foto: Wladimir Togumi

A trilha se inicia na parte de baixo do parque, onde tem estacionamento, banheiros e uma boa infraestrutura. Ela se inicia numa estrada de paralelepípedos logo já numa subida ingrime. A maior parte do percurso é feita em single track, a parte final da trilha é mais aberta, tem escadarias. No final das escadarias, se chega na estrada asfaltada (Estrada Turística do Jaraguá), a estrada que subiria se quisesse ir de carro. Após a escadaria, à esquerda na estrada asfaltada, chegará em outro ponto do parque, onde tem lanchonetes, estacionamento pra quem quiser subir de carro, banheiros. Desse lugar é possível subir até a antena pela longa escadaria, essencial para o treino.

Qualquer um consegue fazer a trilha, ela é bem ingrime, mas não é longa. Então, mesmo que você não seja uma pessoa muito ativa, vai cansar bastante, vai ficar dolorida, mas vai conseguir chegar.

Foto: Wladimir Togumi

INFORMAÇÕES

TRILHA DO PAI ZÉ!

-Onde: End.: Rua Antônio Cardoso Nogueira, 539 – Jaraguá – zona Norte – São Paulo.

-Estacionamento gratuito.

Como chegar: Pegar a Anhanguera e sair na saída 13. Seguir placas pra Estra Turística do Jaraguá. Ou colocar no GPS o endereço acima. Não escolher no GPS a opção Parque do Jaraguá, pois o caminho te leva ao cume direto pela estrada de asfalto.

-Horário de funcionamento: todos os dias, das 7h às 17h (o encerramento é estendido até às 18h no horário de verão.

-Levar água, protetor solar, comidinhas.

– 4kms ida e volta com 400m de altimetria acumulada.

-Cuidado com as abelhas já perto das escadarias no último trecho, não ficar movimentando muito as plantas.

-Se tiver alguém no grupo que não queria subir pela trilha, é só seguir o caminho asfaltado de carro.

-NÃO ALIMENTE OS MACACOS OU QUALQUER ANIMAL QUE ENCONTRAR! SUA ALIMENTAÇÃO ESTÁ DENTRO DA MATA E VOCÊ NÃO DEVE INTERFERIR.

 

Desafio 28 praias – Voltando às provas

Como todos já sabem, estou morando em Niterói – RJ, e sabe como é, fica difícil ir pra SP só para fazer provas. Mas, nesse caso, recebi um convite super especial, e fiz aquele esforço pra estar em Ubatuba no sábado de manhã, e juro que valeu muito a pena.


Ia para o revezamento em dupla com a nossa querida blogueira Isa. Mas, uma prova na Patagônia somada ao casamento dela (sim, ela dançou até o chão), fizeram ela abortar a ida para Ubatuba. Ainda bem que existem pessoas legais nesse mundo, e o querido Marcos me arrumou uma equipe. Um quarteto: três homens e eu. Eu teria que correr os primeiros dois trechos que no total dariam 21k, maravilha, o primeiro trecho era tudo o que queria fazer, porque era um percurso difícil e eu não ia até Ubatuba correr 5kms na praia, tinha que valer muito a pena.

A saga para chegar em Ubatuba: Existem dois horários de ônibus que saem do Rio para Ubatuba, um de manhã e um à noite. Sexta de manhã, trabalho, então o jeito foi pegar o ônibus das 23h. Chegaria em Ubatuba 5h da manhã e ia direto pra largada da prova e foi isso que fiz. Isso também não seria possível se eu não tivesse uma amiga muito incrível. A Susan pegou meu kit no dia anterior, me buscou na rodoviária, me hospedou na casa da tia, deixou uma cama arrumada e fui com ela pra largada, porque ela também faria o primeiro trecho com a equipe dela.


Pronto, estava eu lá na largada, encontrei pessoas queridas de SP e estava feliz de estar ali. Foi minha primeira prova desde 2015, quando decidi que queria fazer só trekking ou hiking. Sem entrar em detalhes dos motivos de ficar tanto tempo sem fazer provas, sabia que eu ia gostar de correr, eu amo Ubatuba, e estar ali me trazia lembranças muito boas.


Estou acostumada a subir umas montanhas por aqui junto com a Isa, mas ritmo de prova é completamente diferente. E já que eu estava numa prova, queria fazer ritmo de prova, ué! Até o km 12 ou 13 estava super bem, descendo muito bem, do jeito que eu gosto, subindo bem. A prova era só lama (choveu no dia anterior) e areia fofa das praias. Depois de uma praia, câimbras nas duas panturrilhas, muito fortes, de sentar de dor. E depois mais uma vez, pessoas no caminho me ajudaram, dois homens e a Tomiko. Agradeço imensamente a eles. Aí sabe como foi né, fui todo o resto do percurso segurando bem pra não sentir as malditas câimbras novamente, só no passinho. Deu certo, fui para o segundo trecho, esse bem mais fácil, um trecho gostoso que tinha até que atravessar o mar a nado ou andando.


Aliás, IPhone 7 realmente é resistente à água. Tinha que atravessar o mar e eu com o iphone. Pensei: entre água doce e salgada, melhor doce. Abri meu reservatório de água da mochila e joguei o celular lá dentro. Deu tudo certo!!

Cheguei acabada, com dores nas pernas, realmente fazia muito tempo que não fazia prova e foi uma delícia. Quero voltar e fazer mais. Passei a pulseira pro Maurício da minha equipe e fui descansar.

Jõao, Maurício e André. Não sei em qual ordem, nem quem é quem, hahahaah!

Esperei a Susan chegar pra pegar minhas coisas no carro, e… ela estava com outro carro, aí tivemos que ir até a chegada pegar o carro dela, quando cheguei no local da Chegada, os meninos da minha equipe já tinham ido embora. Ou seja, nem conheci eles, nunca ví, mas espero conhecer um dia. Haha De qualquer forma obrigada meninos por terem me aceitado na equipe e desculpa a demora nos meus trechos, mas estava difícil mesmo! Haha
Sobre a prova: foi incrível, recomendo muito, super bem organizada, divertida, desafiadora. Fora que é em Ubatuba né, gente! O lugar é incrível, sou apaixonada por Ubatuba! Parabéns à organização da prova. Amei, faria de novo e indico muito.


Valeu galera que eu reencontrei depois de um bom tempo, Susan e família, André e a família quase toda, Tamires, Regina, Ingrid, Miguel, Tomiko, Van (campeã), Vizioli (ví só na largada) e mais um bando de gente que ví e não consegui falar. Me deu mtas saudades da época que viajávamos, que fazíamos provas, que estávamos sempre por aí. Foi um tempo muito bom! Bjos no coração!


#TeLevoPraTrilha

Patagonia Run – Como foi!

A primeira prova do ano não poderia ter sido em um lugar mais especial… eu tenho um amor eterno pela Patagônia Argentina… lagos e montanhas e amigos: combinação perfeita.

Primeiros 10km dele na montanha ?

Eu já tinha ouvido falar que a organização era muito boa, mas não imaginava que era tão boa assim. Nunca fui tão bem tratada na vida. Desde a retirada de kit, até os pcs durante a prova, uma atenção e um cuidado que eu nunca vi igual.

Jantar pré prova

Chegamos em San Martin de Los Andes na quinta, e na sexta seguimos para a retirada de Kit. A feirinha de produtos era bem pequena, mas as poucas coisas que tinha estavam com um preço bem atrativo. Sem filas na retirada. Única coisa que achei estranha foi que a retirada era dividida em dois hotéis. Em um vc pegava o número de peito, e no outro você pegava a camiseta.

Checando os materiais

Jantamos cedo (milagre), e antes das 23h já estávamos em casa. Tínhamos que chegar no ponto de saída dos ônibus às 7h. A largada era em outro ponto as 8h30. Às 7h15 já estávamos na tenda de largada (era muito perto, e o transporte foi bem rápido, poderíamos ter saído mais tarde tranquilamente). A parte boa é que a tenda onde ficamos aguardando a largada mais parecia uma balada. Com um belo café da manhã pra hotel nenhum botar defeito.

Galera reunida antes da largada

 

A PROVA

Alinhamos para a largada, faltando pouco mais de 10 minutos, a organização anunciou que atrasaria a largada em 15 minutos pois estava nevando muito no topo do Colorado, e eles precisaram reforçar a marcação. Imagina o frio na barriga.

Dada a largada e seguimos por uma subida em single track que travou bem os primeiros kms. Quanto mais subíamos, mais bonito o visual ficava. A subida não era tão dura, e aos poucos começava a aparecer os primeiros sinais de neve. E estava bem frio, corremos praticamente o tempo todo de anorak.

Primeiros sinais de neve…

Subimos até o km 22, onde era o pico do Cerro Colorado. Todo nevado, com um visual incrível.

Topo do Colorado

 

A partir dali até o final seria descida e plano. As decidas eram bem íngremes, o que não agradou muito o meu joelho. Em um dos pcs tomei um dorflex que aliviou um pouco o incomodo.


Os PCs eram muito bem estruturados, com muita comida e staffs muito solícitos e educados. Brasil aprenda!

Eu e a Barbara seguimos juntas durante toda a prova, uma empurrando a outra, uma ajudando a outra. E mais uma vez foi incrível! Fechamos os 42km, com 1820mts +  de altimetria em 7h cravadas e ficamos em 13º lugar na categoria até 29 anos. ? Valeu parça!

Nossa 5ª prova juntas!

 

Vários alunos correram a prova, e mandaram muito bem!!

Parabéns Pessoal!!!

Achei uma excelente prova, principalmente para quem está começando aumentar as distâncias na trilha. Não é uma prova tão truncada, dá pra correr quase o tempo todo e também não é tão técnica. Além de ter distâncias para todos os gostos: 10km, 21km, 42km, 70km, 100km, 125km e 145km.

Para mais informações: www.patagoniarun.com

Valeu a experiência e mais um lugar incrível na lista!!

#televopratrilha

Tijuco Preto – Refúgio Serra Fina

Quando me chamam de doida e afins, pelos perrengues que a gente adora enfrentar, todos têm razão hahahaha

Ainda mais quando outros doidos topam minhas loucuras…

Resumindo: resolvi fazer as fotos para o meu casamento na crista da Serra Fina. Noivo topou, fotógrafo também! Subir não foi fácil, com um monte de mochila e ainda lutando para manter o cabelo e a maquiagem inteiros hahahahah

Mas o resultado foi incrível!! (Só tenho alguma fotos, depois do casório posto mais, para inspirar as noivinhas da montanha!)


Claro que aproveitamos o fim de semana para treinar! Nani e Fernando, meu alunos da assessoria também foram para o Refúgio Serra Fina e programamos um treino para o domingo. Acordamos cedo, tomamos aquele café maravilhoso do Refúgio (nos empanturramos tanto que tava difícil subir). Nossa idéia era subir o Tijuco Preto, que eu nunca tinha subido durante o dia, só na KTR. E depois subir o Capim Amarelo. Iria dar um belo treino de 2000mts de altimetria.


Porém, contudo, entretanto, todavia… eu tinha esquecido que a subida para o Tijuco era beeem puxada! Foram 3,3km que acumularam 830mts+… muuuuita subida.


O visual lá de cima é incrível!! E a descida é bem travada, com vários trechos de corda… Demoramos um pouco mais do que esperávamos pra fazer toda a trilha e abortamos a missão de subir também o Capim Amarelo, pois demoraríamos muito para terminar e atrasaria nossa volta pra casa.


Além da trilha e do visual serem lindos, a trilha ainda reserva duas surpresas: o Poço do Alto e a Cachoeira da Divisa. A trilha é muito bem marcada e sinalizada, então é bem fácil encontrar os acessos para ambos os lugares.

Poço do Alto


Cachoeira da Divisa


O acesso para a Trilha do Tijuco Preto só é possível se você estiver hospedado no Refúgio Serra Fina, pois faz parte da propriedade.

Hospedar-se no Refúgio é uma experiência à parte. Além de ser um lugar lindo, vale a troca de experiências com o Mauricio (Proprietário), que tem um vasto conhecimento em alta montanha. O café da manhã, almoço e janta são imperdíveis (café está incluso na diária).

Para mais infos: www.refugioserrafina.com.br