Conjunto Marumbi – Pra ficar na memória – Parte 2

Para ler  o primeiro post: PARTE 1

Continuando nossa empreitada no Conjunto Marumbi…

Acho que sonharei um bom tempo com essas correntes...

Acho que sonharei um bom tempo com essas correntes

Depois de descer o Abrolhos e iniciar a subida em direção a Esfinge, perdemos a entrada para a trilha que daria no topo da Esfinge e então seguimos direto para a Ponta do Tigre. Nós gostaríamos de ter achado a trilha, mas o tempo já estava correndo contra. No inverno o sol se põe mais cedo, ainda tínhamos além da Ponta do Tigre, o Gigante para depois chegarmos no Pico do Olimpo, o ponto mais alto do Marumbi. Descer todas aquelas correntes e grampos no escuro não era uma opção. Então apertamos o passo. Paramos por uns minutinhos na Ponta do Tigre e já seguimos para o Gigante.

Na Ponta do Tigre

Nesta parte a progressão pelo menos começou a ficar mais rápida, diferente da subida do Abrolhos e Ponta do Tigre que são extremamente íngremes e técnicas. Quando chegamos no Gigante já avistamos o cume do Olimpo.

O CUME OLIMPO

Lá de longe víamos que tinham duas pessoas lá no cume. Apertamos o passo, até que, enfim chegamos ao nosso maior objetivo: o cume do Olimpo, com seus 1539 metros de altitude. E abaixo dos nossos olhos, um espetáculo único da natureza. Um mar de nuvens aos nossos pés, que só vemos quando estamos no avião. Emocionante e incrível.

Mar de nuvens

E no topo encontramos o Felipe e um amigo, conhecidos da Carol que fizeram a subida pela trilha Branca.

No topo do Olimpo

Até então, tudo lindo, tudo mágico. Mas, tudo que sobe loucamente, também desce loucamente. Iniciamos a descida eram aproximadamente 16h. Já estávamos com 10 horas de trilha, e o cansaço já batia. Junto com o cansaço, batia o medo de anoitecer. Já era fato que pegaríamos um tempo de trilha à noite, o que temíamos era enfrentar os grampos sem a luz do dia. Apertamos o passo, mas nem tanto assim, pois a descida acaba sendo até mais complicada do que a subida.

O por do sol

A provação começou na descida dos grampos. Nossas pernas tremiam, subir eles era difícil, mas descer, dava frio na barriga,  além de continuar sendo difícil. Foram dois paredões de grampos de aproximadamente uns 20 metros. Mas pelo menos conseguimos passar por eles com a luz do dia. Superamos mais um medo. Ponto pra gente! 🙂

Nós no cume

Logo após passarmos a pior parte da descida, começou a escurecer. Lanternas na cabeça e seguimos em frente. A minha lanterna (Isadora) não estava tão boa, o que dificultou um pouco. No fim eu já estava me orientando pelas luzes deles. Chegou um momento da descida que começamos a pensar que não teria mais fim, e a sensação era que já estávamos ligados no piloto automático, sabe aquela sensação de que você vai ficar andando ali pro resto da vida e não vai chegar…haja psicológico.

A descida dos grampos

CHEGAMOS!

Depois de 14 horas de muita subida, muita descida, muita diversão, muita conversa boa, muito aprendizado, muito perrengue, muitos medos superados… Chegamos!! Era um misto de felicidade, cansaço, exaustão, alegria no coração de tudo ter corrido muito bem, tudo ter dado muito certo. Aquele sentimento de gratidão por termos a Carol e o George ao nosso lado. Sem eles não teríamos chegado aonde chegamos, não teríamos tido essa experiência única que certamente ficará gravada na nossa memória por muito tempo. Carol e George, vocês têm nosso total respeito e admiração e moram no nosso coração. Muito obrigada!!

Carol e George nossos sinceros agradecimentos por tudo!

mORRETES

Pra terminar, Carol deixou a gente em Morretes. Domingo acordamos, a Sá com a maior dor muscular da história, e fomos visitar a cidade, comprar nossa passagem de trem de volta pra Curitiba. Almoçamos num restaurante lindo, e comemos o famoso Barreado, com cachaça de banana e cerveja artesanal de maracujá. Tudo uma delícia. Ás 15h, hora de pegar o famoso trem e voltar pra Curitiba. Mesmo meio dormindo conseguimos aproveitar a viagem de 3 horas e ver paisagens lindas.

Cerveja de Maracujá – Artesanal

Vista da Janela do Trem

Conjunto Marumbi visto do trem

Se vocês acham que já acabou… Ledo engano!! Teremos mais um post para passar todas informações de como chegar, valores e algumas curiosidades sobre essa montanha incrível que é o Conjunto Marumbi. Amanhã tem mais!!

CLIQUE AQUI – Conjunto Marumbi – Pra ficar na memória – Parte 1
CLIQUE AQUI – Te Levo pro Conjunto Marumbi – Dicas e informações

3 comentários sobre “Conjunto Marumbi – Pra ficar na memória – Parte 2

Deixe seu comentário