Conjunto Marumbi – Pra ficar na memória – Parte 1

Esta trilha foi tão tão tão especial, e tem tanta coisa pra contar que resolvemos dividir o post em duas partes, para não deixar passar nenhum detalhe!

As trilhas e picos do Conjunto Marumbi

As trilhas e picos do Conjunto Marumbi

Quando decidimos fazer o Conjunto Marumbi, já sabíamos que seria uma trilha desafiadora e linda, porém nós realmente não tínhamos ideia do que iríamos enfrentar.

Falamos com a Carol no final de maio, para que ela nos desse algumas dicas e nos falasse um pouco mais sobre essa trilha. E logo de imediato ela se prontificou a ir junto com a gente. O que nos deixou mais animadas e confiantes em ter alguém que já conhecia tão bem a trilha. Já na semana a Carol convidou o George, O Cara da montanha no Paraná, que topou de imediato, o que foi ótimo, um homem junto aumentaria nossa segurança na trilha, além do “figura” ter muita coisa a ensinar.

Turistando por Curitiba - Jardim Botânico

Turistando por Curitiba – Jardim Botânico

Chegamos em Curitiba na sexta, encontramos o George e almoçamos com ele, fizemos um passeio turístico pelo centro histórico e também fomos ao Jardim Botânico. Não conhecíamos ainda a Carol pessoalmente, ela nos encontrou à noite, fomos ao mercado comprar as comidinhas para a trilha, jantamos e dormimos na casa dela, agradecemos imensamente por isso. Acabamos dormindo tarde e tivemos apenas 4 horas de sono. As 4h da madruga já estávamos de pé.

O Quarteto!

O Quarteto!

Saímos de Curitiba de carro às 5h em direção à Morretes. Chegamos no estacionamento aproximadamente umas 6h e 6h30 já estávamos começando a trilha. Seguindo a estrada de terra, após o estacionamento, tem um posto do IAP, onde temos que deixar nossos nomes e horário de entrada, para que eles saibam que estamos ali. Do estacionamento até a Estação Eng. Lange (estação de trem) são 4km, se tiver um carro 4×4 dá para ir até a estação de carro. Como não tínhamos, fizemos estes 4km andando.

O que iríamos enfrentar...

O que iríamos enfrentar…

Da Estação Eng. Lange até a Estação Marumbi tem aproximadamente 1km. Na Estação Marumbi, onde a brincadeira começa, tem opção de camping, é possível vir de Curitiba até a estação Marumbi de trem e ficar acampado ali. Nós optamos subir pela trilha vermelha e descer pela branca: o jeito mais difícil de fazer. A pacandaria começa já logo no início. Aquelas subidas que parecem degraus, porém bem mais altos que de uma escada normal. No início a subida é dentro da mata bem fechada, sobre raízes e rochas, a floresta de Mata Atlântica de uma intensidade única, faz parecer que você é parte de tudo aquilo. A subida é íngreme o tempo inteiro, não tem trégua, diferente de outros lugares que se sobe em curvas, por uma característica dessa região, a subida é feita em praticamente linha reta até lá em cima, ou seja, hardcore.

No meio da mais pura Mata Atlântica

No meio da mais pura Mata Atlântica

O primeiro pico que atingimos foi o Abrolhos. Quando você olha de frente lá da Estação parece que é o mais alto, mas na verdade ele é o mais baixo (ele só está  mais à frente que os outros o que faz parecer que ele é mais alto). Quando começamos a chegar mais próximo do pico, começaram a surgir os paredões com grampos e correntes. Um dos momentos mais tensos da subida. Em um dos paredões tinha mais ou menos uns 20 metros de corrente para subir em um rapel, completamente exposto, aliás exposição completa aos abismos é recorrente. Nesse momento o medo bateu, foi preciso muita concentração pra enfrentar, pois em seguida das correntes tinham mais uns 20 metros de grampos. Foi um sufoco, mas superamos mais esse medo.

Os intermináveis grampos...

Os intermináveis grampos…

Logo em seguida chegamos ao cume Abrolhos, e ficamos realmente encantadas com o visual. E ali você consegue ver que o Abrolhos é realmente o pico mais baixo do conjunto. Dali você consegue avistar a Esfinge, a Pedra do Tigre e o Gigante. Só não conseguimos avistar o Olimpo que está atrás do Gigante.

No cume do Abrolhos!

No cume do Abrolhos!

Ficamos ali por meia hora mais ou menos, comemos, tiramos um milhão de fotos é então seguimos de volta pra trilha. Descemos o Abrolhos, e começamos a subida em direção a Esfinge. Esta parte da trilha é particularmente incrível, você sobe o tempo todo paralelo ao paredão que chega na Esfinge. É de arrepiar só de lembrar. Porém não encontramos a trilha que dava acesso ao cume da Esfinge, e então decidimos seguir direto para a Ponta do Tigre.

Subindo paralelo ao paredão da Esfinge

Subindo paralelo ao paredão da Esfinge

Subindo!

Subindo!

O que foi a melhor escolha que fizemos… No próximo Post vocês entenderão porque…

Continua amanhã…

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