Cachoeira do Buracão – Chapada da Diamantina

Dia 1 – Chegando na Bahia e Buracão

Há 2 meses a Isadora, nossa querida blogger do Te Levo, falou que estava pensando em ir pra Chapada da Diamantina no feriado do dia 15 de novembro (quarta-feira) com a Barbara, se eu queria ir também. Era um feriadão, do dia 15 ao dia 20. Eu tinha umas folgas no trabalho pra tirar, então, logo decidimos e organizamos tudo.

Inicialmente fechamos o trekking de 4 dias no Vale do Pati (16, 17, 18, 19/11) com o Guia José Antônio, que foi super bem recomendado pela minha irmã. Dia 15 seria o dia só pra chegar à Chapada e dia 20 só pra ir embora. Chegar lá não é tarefa simples, leva quase 1 dia inteiro. Nesse meio tempo, conversando com uma amiga da facul, ela e o namorado resolveram ir com a gente para o Pati, Deinha e Emerson!

Mas, como boas trilheiras que somos não estávamos contentes em ir até lá e fazer “só” o Vale do Pati. Acabou que por uma questão de logística, pelo pouco tempo que tínhamos e por compensar muito mais, alugamos um carro no aeroporto e decidimos chegar à chapada dirigindo. Isso nos daria um dia a mais de passeio. Conversando com pessoas, visitar à Cachoeira do Buracão era passeio obrigatório, então fechei com um guia local, o Noábio, pelo Facebook mesmo.

Valeu Clarinha, experiência única!

Terça à noite (14) pegamos um voo para Salvador, a Clara, prima, nos deu abrigo (Valeu Clarinha). Dormimos às 2h e às 5h acordamos, tomamos café e fomos direto pra Ibicoara. Chegamos lá já umas 13h20, almoçamos em 10 minutos, encontramos o Noábio e partimos com o nosso carro para a Cachoeira (isso deixa o passeio beeeem mais barato).

CHEGANDO NO BURACÃO

Seguimos por uma estrada de terra, percurso tem 29kms de terra. Estrada tranquila, carro 1.0 vai bem. O Noábio já tinha deixado claro que tinha chovido 3 dias seguidos e que havia um trecho de Rio que teríamos que cruzar de carro, se não desse pra atravessar, deixaríamos ele estacionado antes e iríamos a pé, o percurso aumentaria em mais 3 kms.

Passamos pela portaria do Parque Municipal do Espalhado (R$ 6,00), só entra com guia local, continua pela estrada, até chegar a parte que cruza o Rio. Não tive coragem de atravessar, mesmo o guia falando que dava, a quantidade de água era imensa e o carro era 1.0. Deixei o carro na mão do guia né, ele sabe muito melhor que eu como passar por ali nas pedras.

Cruzamos, estacionamos, levamos o principal em 1 mochilinha. 3kms de trilha tranquila, com visuais lindos e chegamos. Encontramos a Deinha e o Emerson voltando do passeio, eles já estavam na Chapada há alguns dias. O visual é impressionante, passamos por 1 Cachoeira linda e logo ali na frente uma paisagem maravilhosa de cânions, tipo surreal. Só de roupa de banho, cada um pega um colete, fica disponível ali mesmo, porque para ver a Cachoeira do Buracão ainda tem muita aventura.

Nesse momento, por causa do volume imenso de água, já estávamos molhadas do spray da Cachoeira. Margeando pela encosta do cânion, a gente atravessa por uma ponte (com volume menor é possível atravessar a nado) e continua margeando ele, se segurando nas paredes, indo em direção contrária à correnteza, que por sinal estava muito muito forte, além das pedras estarem super lisas, tivemos dúvidas se estávamos fazendo algo seguro. Mas, nosso guia, foi enfático de que ali ele nasceu, que sabia o que estava fazendo e que ia valer a pena.

Chegamos próximas à Cachoeira do Buracão, um volume de água impressionante, como jamais ví na vida. O spray deixava a gente sem ar, a força da água formava ondas, bem diferente dos vídeos que tinha visto, das pessoas tranquilinhas tomando banho de cachoeira, dava um certo medo.

se joga

Chegava a hora de se jogar pela correnteza e aproveitar o tobogã pelos cânions. Oi? Se jogar na correnteza? Vou bater nas pedras Noábio! Não vai, te garanto que não existe a menor possibilidade disso acontecer. Enfim, temos que confiar na pessoa que nasceu indo na Cachoeira, ele passava confiança e fomos.

Bárbara primeiro que ela é mais xovem, mais corajosa, hahaah. Segundo eu, que já fui corajosa e hoje sou médio e em terceiro Isadora medrosinha. Kkk Bárbara foi, afundou na primeira queda maior, atenção, vamos ver se ela volta, voltou. Blza tranquilo, minha vez, me preparei pra queda, afundei, voltei, velocidade vai diminuindo, aproveita a paisagem, encontra com a Barbara esperando na bóia, espera a Isa. Isa chega, a gente resenha, dá muita risada e chega à conclusão que foi uma das coisas mais legais que já fizemos, além do visual ser ridiculamente absurdo de lindo.

Bárbara como boa aventureira quis pular da ponte, “Noábio, posso pular da ponte?”. Pode! Aeeee pulamos da ponte, todo mundo.

Nos despedimos da Cachoeira, paramos ainda pra ver o Buracão por cima e terminamos a trilha no escuro. Ainda tínhamos que dirigir até Mucugê, de onde sairíamos com o Zé Antônio para o Vale do Pati no outro dia super cedo.

Noábio, você foi o guia perfeito para o passeio, valeu mesmo!

Chegando em Mucugê, que delícia de lugar, fomos direto pra pizzaria que estava aberta, encontramos com a Deinha e Emerson, acertamos o horário com o Zé e fomos pra pousada, tínhamos que arrumar a mala só com as coisas do trekking e deixar no carro tudo que não iríamos usar nos 4 dias. Hora de dormir!

No próximo post vamos falar sobre o primeiro dia do Vale do Pati. Lí em alguns blogs que o ideal é deixar o Buracão pro último dia, porque ele é muito impressionante e poderia ofuscar o resto da viagem. Mas, eu garanto, garanto de verdade, que fazer o buracão no primeiro dia, não tira do Vale do Pati a magia que ele tem e nada ofuscaria isso.

Até o próximo post!

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