UTMB 2018 – CCC – 101km

Depois de um mês da prova, finalmente conseguir vir aqui contar pra vocês um pouco sobre como foram os meus primeiros 101kms da vida e suas duras 26h.

Ano passado eu já havia participado do UTMB, mas fui na distância de 56km. Eu já estava há muitos anos correndo distâncias entre 42km e 60km e estava sentindo vontade e motivação para dar um passo a mais. E então, a vida começou a caminhar para que tudo isso desse certo. Passei a ter apoio da Columbia Brasil, e pude ir para o UTMB, representando a marca, juntamente com a Nini (outra alteta Brasileira), e vários outros atletas de diversos países fazendo parte do time Columbia Montrail. Muito orgulho em fazer parte deste time.

A experiência junto à Columbia em Chamonix foi incrível. Teve cocktail com a organização da prova, sessão de fotos na montanha e todo um suporte e atenção na semana da prova.

Eu estava bem ansiosa. Correr 101km é coisa séria, não dá pra brincar. Exige experiência, muito treino e mente forte. Eu não tinha ideia de como meu corpo iria reagir à privação de sono. Como seria passar a noite correndo? Esse era o meu maior medo… Engole o choro, respira fundo e acredita… e vai, só vai!!

Fizemos tudo certinho nos dias anteriores à prova. Comemos em casa, comidas leves, nada que já não estivéssemos acostumadas, para evitar qualquer problema. Carbup na veia. Segui todas as recomendações da minha nutricionista Lívia Hasegawa, e deu tudo muito certo na parte nutricional.

E finalmente chegou o grande dia. Foram 8 meses intensos de treinamento visando um único propósito: cruzar a linha de chegada. Claro que eu tinha alguns objetivos de tempo, mas eu sabia que muita coisa podia acontecer em 101km. Mas a minha meta principal e condizente com o meu desempenho, era fechar em 22h. Tinha a meta sonhadora que era fazer em sub 20 (podia até ser 19h59 😂). E o pior cenário seria fazer em 24h… todas as previsões foram por água abaixo.

Acordamos às 5am e tomamos um belo café da manhã. Às 6h40 encontramos a Deinha e a Manu e fomos para a fila do ônibus que nos levaria até Courmayeur, na Itália, para a largada que seria as 9h (que depois descobri que seria as 9h30, porque eles dividiram as largadas em ondas para diminuir os congestionamentos em determinados pontos das trilhas).

Coração batendo a mil. Eu estava emocionada, com um mix de felicidade e um medinho do que estava por vir. E as 9h30 em ponto largamos para o maior desafio da minha vida.

O lado Italiano do Mont Blanc é maravilhoso. Dava vontade de parar e contemplar. Mas não dava, e já começamos em uma bela subida. Bela, dura e travada. Em vários pontos da trilha formaram-se filas, o que tornou o início da prova um pouco mais lento. Eu estava me sentindo muito bem, energia lá em cima e sem nenhuma dor.

Eu amo descidas, após a primeira subida, desci super bem, correndo firme e confortável. A temperatura neste momento estava perfeita, nem calor e nem frio. Finalizando a primeira descida, começamos a segunda e mais dura subida da prova. Subimos até 2600mts em uma subida bem dura até o Col du Gran Ferret. E ali no meio daquela subida o tempo começou a virar. Chuva e frio. Muita chuva e muito frio. As luvas começaram a ficar branquinhas de geada. Não dava pra enxergar muito longe, estava tudo branco de neblina. E parecia que o cume não chegava nunca. Cheguei ao cume com quase 7h de prova, e tudo ainda dentro do programado. Depois desse cume, veio uma longa descida de 20km. Descida bem técnica mas totalmente “corrível”. Finalizei a descida, com 9h50, e 51km, felizona que estava tudo correndo dentro do programado.

Logo começou a escurecer e era ali que moravam meus medos. Por volta do km 60 meio joelho esquerdo começou a doer. Entre Champex-Lac e Trient (21km entre eles), tenho até hoje a impressão que entrei em um buraco negro. Demorei 5h10 para fazer esse trecho. A dor no joelho fez com que eu me arrastasse tanto na subida como na descida. Nesse momento comecei a pensar em desistir em Trient. Para mim não fazia sentido continuar com dor. Quando finalmente cheguei em Trient, comi, sentei e pensei: vou desistir! Não vou correr o risco de me lesionar. Não faz sentido. Já estava com a cabeça feita, quando chega Manu. Ela me perguntou: “que cara é essa Isa?” E então eu respondi: vou desistir, estou com dor no joelho, estou me arrastando!! Ela gentilmente respondeu: “não vai desistir de jeito nenhum, vamos juntas!! Não vou deixar você desistir aqui, foi aqui que desisti no ano passado, você consegue!!”

Foi o estímulo que eu precisava para não desistir ali. Muito grata a Manu por ter me dado a mão e me convencido a seguir. E pra completar o time, logo chegou a Deinha, com seu bom humor maravilhoso e seguimos juntas madrugada a dentro.

E já não bastava o joelho castigando, o sono começou a pesar. Muito sono!! Em vários momentos eu cochilei andando e acordava tropeçando. Alguns momentos a Manu percebia e conversava comigo, mas estava cada vez mais difícil me manter acordada.

Quando amanheceu, por volta do km 90, acabei me distanciando da Manu, e nessa altura a Deinha tmb já estava na frente. Estáva no início da última subida em direção ao La Flegere. Resolvi encostar e tirar um cochilo. Não estava mais aguentando de sono. Devo ter dormido uns 5min, quando uma brasileira, a Simone, me acordou e me deu uma cafeína que salvou o meu final de prova. Consegui me manter acordada e consegui dar um último gás na subida. Cheguei no Flegere com 24h30 de prova. Eu tinha duas horas para terminar e ser finisher. E eram só 8km para fechar. Mas o joelho não deixa correr com dignidade essa ultima descida, e cheguei a temer que não desce tempo de chegar em 26h30. Fiz o que pude nessa ultima descida.

E finalmente, depois de 26h13, cruzei a tão sonhada linha de chegada. Passou um milhão de coisas pela cabeça. Que jornada incrível!! Foi difícil demais, mas foi surreal conseguir concluir tamanho desafio. Chorei muito! Agradeci! Estava entregue!!

UTMB 2018 – 101km 6000mts D+: 26h13 ✅

Agradeço muito, de coração todas as pessoas que de alguma maneira torceram por mim. Recebi muitas mensagens lindas, que encheram meu coração de alegria. Muito obrigada mesmo.

Agradecimento especial a todo o time Columbia que não mediu esforços na realização desse sonho e a Milk Comunicação que sempre acreditou e confiou.

Um muito obrigada à Fisionoesporte e toda equipe de fisioterapeutas que cuidaram de mim durante todo esse ano e me deixaram sem nenhuma dor.

À minha nutricionista Lívia Hasegawa, que cuidou da minha dieta e elaborou um excelente plano para toda a prova.

Aos meus alunos que compreenderam minha ausência nessas duas semanas e sempre torcem tanto por mim.

Em 2019, voltaremos, sim ou com certeza?

TDS? 😈

Acompanhe os Brasileiros no UTMB

Isadora, nossa inspiração!

Nossa blogueira guerreira Isadora largou hoje no CCC do Ultra Trail Du Mont Blanc (UTMB) em Chamonix, essa prova que é um sonho para qualquer corredor de montanha. Vamos torcer muito para que ela tenha uma ótima prova e acompanhar ela e todos os outros brasileiros.

ADIANTANDO, BIB NUMER DA ISADORA É: 5010

Entra no site e digita o número: https://utmbmontblanc.com/en/live/

Saiba o BIB number de cada um, acompanhe e torça muito.

utmb – 170kms com +10.000mt de desnível acumulado

Largada foi hoje, temos brasileiros de peso na prova!!

60 Fernanda MACIEL

The North Face Red Bull

304 Manuela VILASECA

BUFF PRO TEAM

471 Chico SANTOS

GO TO TRAIL/IBS

555 Rosalia GUARISCHI

706 Francisco PORTO

GO ON OUTDOOR / HAY PUMA

797 Alic VIANA

FLOOW

920 Rodrigo JOAO

IAZA TRAIL RUNNING TEAM

1149 Simone AUSTIN

1220 Ivani BIELAK

Salomon Brasil / Tribo do Esporte

1556 Karine PARUSSOLO

UPFIT TRAIL

1660 Sergei DA SILVA

1916 Amarildo GAZZOLA BARREIROS

TOLDOLON

2280 Orlando YAMANAKA

UPFIT

2471 Marco RIBEIRO

2800 Nadjala JOAO

IAZA TRAIL RUNNING TEAM

CCC – 101kms com +6100mt de desnível acumulado

Prova que nossa querida atleta Isadora Martins está correndo!! BIB NUMBER: 5010

ccc

3058 Ernani SOUZA

CLUBE RECREATIVO DOM PEDRO II

3096 Jose Mirailton PEREIRA LIMA

GRUPO NIXON FERNANDES

3172 Cesar PICININ

GO ON OUTDOOR

3306 Ninive OLIVEIRA

COLUMBIA BRASIL

3333 Cyntia TERRA

3355 Fernando NAZÁRIO

SALOMON BRASIL/MIDWAYLABS/DENTIL/SCIENCERUNCLUB

3414 Hernane ALVES

Peace and Love

3599 Leonice Maria CECCONELLO

COLUMBIA BRASIL

3645 Sabrina SCHIRMER

RAIZ TRAIL/UPFITRAIL

3708 Andrea CARLONI

3752 Manuela RIOS DE LIMA ROCHA

Iaza Trail R Team

4060 Simone VIANA

RAIA SUL

4105 Jorge COENTRO

4217 Daniel RAMOS DE OLIVEIRA JUNIOR

V8 ASSESSORIA

4354 Marcos Paulo VIEIRA FERREIRA

5010 Isadora MARTINS PEREIRA

COLUMBIA

5348 Ana Matilde FAUAT

5361 Luan Cristian PEREIRA BRAGA

5397 Nelsi STRELOW

PACEFIT

5531 Marcos MIRANDA

CIA DOS CAVALOS

5669 Alcides RIBEIRO

VAMOSNESSA

5673 Fabio TAVARES

SELVA

5677 Edgar CARDOZO DE LIMA

CASA DA ARVORE

5692 Jose CORISSA NETO

BUFALO/ESQUILO

5739 Andrea MONTEIRO VIDAL FERREIRA

GO ON OUTDOOR / HAY PUMAS

5747 Amilton Fernando BARBOSA MOLETA

CAMELBAK OUTDOOR SPORTS

5753 Roger DE ABREU CARDOSO

5787 Ashbel DE STUTZ E ALMEIDA

PARABÉNS A TODOS OS PARTICIPANTES QUE JÁ FINALIZARAM SUAS PROVAS!!

O TE LEVO PRA TRILHA ENVIA MUITA ENERGIA POSITIVA A TODOS, MAS PRINCIPALMENTE PARA NOSSOS ATLETAS BRASILEIROS.

ISADORA, ESTAMOS COM VOCÊ, TE ACOMPANHANDO! APROVEITAAAAAA!

Travessia Teresópolis – Petrópolis

Travessia em um dia

Ideias de mesa de bar são sempre boas! E foi assim que eu, Ary, Vander e Rafa Bastos decidimos fazer a travessia em 1 dia.

Em 2016, já tinha feito ela da forma mais tradicional, que é de Petrópolis a Teresópolis, com a Isadora e o André. Fizemos o percurso em 9h de forma bem tranquila, saindo às 15h do parque. Para ler o relato, clique aqui.

Travessia Petrô-Terê em 2016. Isa, André e Sassa

Mas, dessa vez, o percurso demoraria um pouco mais hehehe.

Início Terê-Petrô. Rafa Bastos, Rafa Faria, Ary, Vander e eu.

começando a brincadeira

Claro que não saímos cedo com o Ary no grupo Hahaha. Começamos a travessia às 9h26. É perrengue que a gente quer né, só pode ser, porque não existe começar essa travessia as 9h, tá? Kkkk Bom, já sabia que chegaríamos à noite.

A travessia é linda!

A travessia é incrível em qualquer sentido. A única diferença é que fazendo Teresópolis – Petrópolis as montanhas ficam nas suas costas, enquanto fazer o contrário, você vê as montanhas de frente.

Até a placa pro Sino, subimos legal, fomos num ritmo bom, nas minhas contas, em 10h terminaríamos. #sqn

Clássica, foto na placa!

Bom, acontece que fui dessa vez com um grupo maior e não podemos esperar que todos tenham o mesmo ritmo, então a gente acabava andando rápido, mas fazendo inúmeras paradas para esperar.

Chegando no cavalinho, ninguém teve dificuldade pra descer, foi tranquilo. Me apavorei em 2016 para subir por ele, mas olhando ele agora, até que achei tranquilo, acho q hoje em dia, subo numa boa. Atenção: para pessoas menos experientes, convém levar corda!

Agarra no cavalinho e vai! Dessa vez, descendo.

Pegamos um congestionamento no elevador. Uma observação: Gente, por favor, desça o elevador ou suba o elevador do jeito que é pra ser feito que fica mais fácil. Pode dar medo, mas juro que eh mais fácil e rápido. Não tente ir de bumbum, segurando bastão na mão, afinal foram colocados grampos ali pra vocêc descer/subir igual uma escada, porque assim é mais seguro e mais fácil.

Esse não é o elevador da Travessia. Só ilustrando: descer/subir como uma escada.

Congestionamento no elevador!

o dia acaba e a noite chega

Enfim, quando estávamos quase chegando no Açú, vimos um pôr do sol muito maravilhoso, e isso vale muito a pena! Sabíamos que dali em diante era lanterna, casaco e mta descida. Também, teve lua maravilhosa, iluminando nosso caminho!

Nada como um pôr do sol!

Nascer da lua!

Bom, a descida foi interminável, pra variar. Íngrime com areia, no escuro. Joelhos sofreram. Pra quem já tem algum problema nessa articulação, recomendo fazer Petrópolis-Teresópolis. A descida do Açú judia muito. Pra falar a verdade as duas descidas, são intermináveis, de qualquer lado. Mas, terminando por Teresópolis a descida é menos íngrime.

Finalizamos em 12h! Chegamos 1h da manhã em casa.

Descendo o Açu no escuro!

Na semana, descobrimos que um francês estava perdido na travessia. Ele entrou em contato com o bombeiro na sexta, sábado estávamos lá fazendo a travessia, foi resgatado depois de quase uma semana. Deu até um aperto no peito em saber que estava ali fazendo uma travessia e alguém bem perto passando perrengue, de repente ele conseguia ver a gente de longe, com nossas lanternas, fiquei pensando nisso a semana toda. Mas, ainda bem q deu tudo certo e ele foi resgatado com vida. Parabéns a todos os envolvidos no resgate!

Informações e dicas:

http://www.icmbio.gov.br/parnaserradosorgaos/

– Para fazer a travessia em 1 dia, tem que comprar o ingresso para parte alta somente. Em mais dias, consultar valores dos abrigos. Se você não é gringo, o valor é Desconto Brasil.

– São aprox. 30kms de sobe e desce. Tenha certeza que seu grupo tem condições de fazer em 1 dia. Não é fácil e não é para iniciantes, na dúvida faça com tranquilidade, em mais dias.

–  O parque abre 7h, mas você  pode entras às 6h, se já tiver comprado pela internet. Sugiro fazer isso.

– Vá com alguém que conheça ou com guia. Sim, é possível se perder, como aconteceu com o francês, e como acontece todo ano. Também acho que o parque deveria ser melhor sinalizado, mas enquanto isso não acontece, por favor, não seja imprudente.

– Faz frio à noite, o tempo muda muito rápido na montanha, você nunca sabe o que pode acontecer. Leve tudo pra sua segurança. Sugestão: kit de primeiros socorros, cobertor de emergência, luvas, headband, anorak (impermeável), corta-vento. Fora itens como água e comida.

– Tem água em todos os abrigos, duas garrafinhas de 600ml são suficientes.

– Contratamos o Denilson para o resgate. Ele pegou nosso carro em Teresópolis e levou pra portaria de Petrópolis. É de confiança, conhecido por todos. 24 99971-7285

Já pensou em escalar?

Vou contar aqui como foi fazer o Curso Básico de Escalada do Clube Niteroiense de Montanhismo, vou dar minhas impressões, sensações e mostrar todo o processo.

Quero começar dizendo: A escalada me deu um novo sentido para a vida, me leva pra uma direção que nunca imaginei quando morava em SP. Morando lá, nunca pensei em ser escaladora, definitivamente isso é um marco, muda minha perspectiva de vida, de viver. Sim, isso é muito especial.

Teve até drone. Foto do Vander

Quando me mudei pra Niterói-Rj, não sabia nada de nada dessa cidade. Pesquisei muito na internet pra conhecer o que tinha por aqui, como paulistana que sou, fui pesquisar logo restaurantes perto de casa, ahahahah, e depois outras coisas: faculdades, opções de atividades físicas (funcional na praia, surf, trilhas), montanhas, praias..enfim…queria fazer o que as pessoas daqui fazem, queria viver a vida daqui. Em SP minha vida já eram as trilhas, as corridas em montanhas, por muito tempo trabalhei com isso e nessa linha queria seguir por aqui.

Quando, de repente, me deparo com o site do Clube de Montanhismo Niteroiense, clicando lá em cursos, descobri o Curso Básico de Escalada, olhinhos brilharam. Me lembrei da passagem do cavalinho na Travessia Petro-Tere, em como sofri, definitivamente não queria que aquilo acontecesse novamente.

Massssss…não estavam com turmas abertas. Mandei mensagem e fui em um encontro do clube no Parque Estadual da Serra da Tiririca. Lá conheci o Leandro e o Leo (irmãos), esse último, foi responsável por me levar por boa parte das trilhas que conheço hoje no Rio, eternamente grata. Passei o ano de 2017 todo fazendo trilhas, sempre esperando pelo curso, até que finalmente, em 2018 as inscrições abriram e eu logo me inscrevi. O clube nesse meio tempo, também, ganhou uma sede no bairro de Santa Rosa, onde aconteceram as aulas teóricas.

Sede do clube

O curso

As aulas abrangem os seguintes tópicos: Ética na montanha; Primeiros socorros; Animais peçonhentos; Nós; Segurança; Top Rope; Técnicas de Ascensão; Rapel; Escalada livre; Escalada em artificial; Escalada em chaminé entre outros.

As aulas teóricas são sempre difíceis né, tudo que você quer é ir logo escalar, mas estar no ambiente do clube é sempre muito legal. É onde pudemos nos conhecer, trocar ideias, tirar dúvidas, confraternizar, resenhar sobre o que aconteceu na aula prática e treinar na parede.

Aua teórica na sede do clube

Recebemos um kit básico de escalada com: bauldrier (cadeirinha), 3 fitas de tamanhos diferentes, 1 freio ATC, 3 mosquetões, 3 cordeletes, 1 par de sapatilhas e capacete.

E foi assim:

Aula 01 (teórica) – Montanhismo
Aula 02 (teórica) – Materiais

Quase fiquei maluca só de ler na apostila a quantidade de mosquetões que existem, a variedade de tudo, o monte de equipamentos que precisamos. Naquele momento, só sabia que aqueles equipamentos existiam, como e quando usá-los era uma outra história, que esqueci passados alguns minutos da aula. É muito difícil entender pra que serve tudo aquilo quando você, de fato, não usa e não sabe nada do processo de escalar.

Aula 03 (prática) – Top Rope / Nós

Aeeeeeeeeeeeeeee. Primeira aula prática! Foram montados 3 top ropes no Bananal. Top Rope? Poderia pegar algo pronto, mas vou tentar explicar com as minhas palavras… Você pode fazer um top rope quando é possível chegar em cima da pedra que você vai escalar. Lá em cima é feito o procedimento pra passar a corda pelo ponto fixo. Uma ponta da corda fica presa no escalador, enquanto ela passa pelo sistema fixo lá de cima da pedra, e uma pessoa em baixo faz sua segurança, formando um V invertido.

Ary ensinando como se faz

Essa aula foi demais, foi lá nosso primeiro contato com os equipos, com a aderência, em confiar nas sapatilhas e nos amigos que também estavam aprendendo. E pra gente, foi super desafiador todas as 3 vias, foi uma aula incrível, foi uma ótima ideia, porque não precisamos ficar esperando nossa vez, tinha corda livre a todo momento.

No fim, aprendemos uns 5 nós.

Top Rope

Aula 04 (prática) – Ascensão / Nós

Essa aula foi na pracinha de Itacoatiara, lá tem umas pedras bem maneiras pra treinar. Foram montadas as cordas, a aula foi aprender a fazer uma ascenção principalmente com o nó Prussik usando os cordeletes.

Mas, se você está escalando, porque vai aprender a subir sem ser então escalando? Ahhhhh porque tanta coisa pode acontecer…é melhor ter uma segunda opção.

Ascensão usando nó Prussik

Isso é uma coisa que aprendi, mas sinceramente, preciso treinar mais, porque você fica um tempo sem fazer e acaba esquecendo. E são coisas que no momento de muita emoção, você tem que saber fazer.

Aprendemos mais nós, agora é treinar!

Aprendizes

Aula 05 (teórica) – Téc. Escalada

Aula com Alan Marra, agora sim, tudo começou a fazer mais sentido. Após as primeiras aulas práticas, tudo já começa a clarear. Agora entendo bem o básico: Na via então sobe o guia  na frente, que fica mais exposto e sujeito a quedas maiores, costurando os grampos e a pessoa fica em baixo dando segurança. O guia faz a parada, e é a vez do que está em baixo (participante) subir,o guia dá segurança de cima. Tudo tudo tudo seguindo procedimentos de segurança que aprendemos.

Mais nós, treino treino treino.

Aula 06 (prática) – Rapel / Nós

Sinceramente, é a parte que eu mais temo. Você escala uma via que não tem trilha pra descer, então vai ter que descer no rapel. Quando você chega no último grampo é chegada a hora de montar o seu próprio rapel. Momentos de tensão….tira mosquetão daqui, coloca ali, monta backup (prussik), coloca freio, solta mosquetão do grampo, ou seja, muita atenção pra não fazer nada errado, soltar onde não tem que soltar, prender onde tem que prender, pra mim, tenso!

Sério, não tem nada mais assustador do que confiar no seu procedimento sendo um aprendiz. Pedia insistentemente pros guias conferirem, mais de uma vez o meu. É preciso saber fazer isso corretamente, com muita atenção, se não…é pah…cai lá em baixo e pode ser que você não tenha outra chance de acertar isso.

Rapel, faz direito garota

Eu sou medrosa mesmo, não de altura, mas tenho muito medo de cair, de morrer. Ou seja, montar o precedimento de rapel depois de estar cansada da escalada, não é tão simples, confiar naquilo que você acabou de fazer, requer muita confiança. Essa é a etapa que ainda me sinto mais insegura. Essa aula foi também no Bananal.

Treinamos os nós.

Aula 07 (prática) – Chaminé e artificial / Nós

Aula super legal! Tem vias que você precisa passar por chaminés, outras vias necessitam de equipamentos (o artificial) pra se vencer algum lance, ou passar pra outro ponto da via. Nessa aula aprendemos a técnica de escalar em chaminé e a usar o estribo (escadinha).

Chaminé

Aula 08 (Teórica) Animais Peçonhentos – Palestra

Saí da aula querendo fazer trilhas de armadura…meeedo. Palestra muito legal.

Aula 09 (Teórica) Prova de Nós

Passei na prova…uhu. Treinei mesmo, de verdade.

Aula 10  (Prática) – Via sem Rapel

Sem rapel, maravilha. Primeira via da vida: Via dos Bombeiros ali no Costão de Itacoatiara com o Taffarel me guiando. Foi bem tranquila e uma boa alternativa pra primeira vez.

Via dos Bombeiros

Mas, como o pessoal é bruto, ainda fomos pra mais uma: Via Emil Mesquita, no morro do Telégrafo com rapel. Fiz um crux (parte mais difícil da via) em V na segunda escalada da vida, mais feliz, impossível.

Na Emil Mesquita, logo antes do crux, meu freio caiu no abismo. Sim, fiquei sem o freio, como ia descer no rapel? Fiquei muita tensa, mas o Ary me deu o dele e ele desceu no nó UIAA. Aprendi a fazer esse nó, mas sinceramente só de pensar em descer no UIAA já me dava um nó na garganta. Decidi que no meu kit eu iria comprar dois freios, se um cair tenho outro na mochila e pronto.

Via Emil Mesquita

Aula 11 (teórica) (Prevenção de Acidentes)

Procedimentos de segurança, procedimentos, procedimentos, tem que saber.

Aula 12 (Prática) – Via com Rapel

Fomos pra Via Golpe do Cartão, também tranquila, mas uma delícia de fazer, tirando o rapel. hahaha

Via Golpe do Cartão

Aula 13 (Prática) – Via longa

Fomos pro Rio, na Urca, fazer nossa última aula. Via Heineken, fui com virose mesmo, porque perder aula não era opção. Via tranquila, último lance dela foi mais difícil e foi ótimo. Gosto quando é mais difícil mesmo, gosto de me sentir desafiada.

Via Heineken

encerramento do curso

E assim o curso se encerra, uma pena, queria curso todo fim de semana. Mas, a vida segue. Comprei meu kit básico de escalada e tenho ido pras vias quando me chamam. Ainda me sinto insegura de ir com alguém que não conheço, que nunca escalei. Mas, cada dia, é um novo desafio, cada dia vou melhorando a técnica, cada via tem sua peculiaridade e vou aumentando meu repertório aos poucos.

O encerramento do curso foi com uma invasão ao Costão e formatura na sede com direito à churrasco.

Invasão ao Costão, via Uma Mão Lava a Outra

Eu não posso deixar de agradecer cada um que fez e faz parte disso tudo.

Todos os guias: Leandro, Ary, Marcos Velhinho, Taffarel, Leo, Marcelo e Vinicius.

Toda galera gente boa do clube, todos da turma que fizeram o curso comigo, todo mundo que conheci por causa da escalada.

Meu muito obrigada!

impressões sobre o curso

Pra mim, não poderia ter sido mais importante fazer esse curso. Eu tenho outros olhos ao subir em uma rocha, me sinto mais confiante e a escalada é um esporte fascinante, eu realmente queria escalar quando me inscrevi no curso.

Outros aprendizes talvez, não tivessem como objetivo principal escalar em si, acho que cada pessoa tem sua própria motivação ao se inscrever no curso, e isso é bem legal, também. Alguns procuram pra superar um medo de altura, que pode até não acontecer, outros porque precisam fazer algo novo na vida, outros pra distrair, outros porque querem aprender mais, enfim…

E aí o curso acaba e alguns pouco continuam escalando, por diversos motivos, um deles é que o perigo em escalar é real. E se você não correr atrás pra se manter escalando, você não vai mais escalar, isso inclui comprar seu próprio material, chamar guias pra escalar, se envolver nos eventos do clube, se envolver com as pessoas, conhecer gente, criar relações. Então, tem que gostar mesmo!

 A escalada tem cada vez mais se popularizado e a procura pelos cursos cresceu muito, acho isso muito incrível. Mas, quero acrescentar que mesmo você tentando fazer tudo certo, minimizando todos os riscos, o esporte tem seu risco, muita coisa pode acontecer sim e os acidentes não são poucos. Quando você escala, você assume esse risco, e se manter sempre revisando os procedimentos são coisas muito importantes, afinal é a sua vida e a vida do guia que estão em risco.

Eu acho válido aprender coisa nova! Se você gosta, se é montanhista, acho muito válido, até porque existem as vias com pouca graduação que oferecem pouco risco e a cultura de tudo que envolve a escalada e escaladores é bem interessante. Acho uma atividade ainda bem old school, bem raíz …ahha

Vias concluídas até a data de hoje:

1) Via dos Bombeiros: 2º III E2 200m, guia Taffarel

2) Via Emil Mesquita: 3º V E2 D2, guia Ary. Fui mais uma vez com o Léo e paramos antes do Crux.

3) Via Golpe do Cartão: 3º III E2 D1, guia Marcos Velhinho

4) Via Heineken: 2º III, guia Vinicius

5) Via Luiz Arnaud: 2º III, guia Marcos Velhinho

6) Via Novos Horizontes: 3º IV E2 D1 110 m, guia Vander

7) Via Entre Quatro Paredes: 3º IV E2 D1 150m, guia Velhinho

8) Via Paredão Alan Marra: 3º IIIsup A0/IV 300m, guia Velhinho

9) Via Uma Mão Lava a Outra: 4º V E2 D1 200m, guia Ary

10) Via Paredão Leila Diniz: 2ºIII E2 D1, guia Velhinho

11) Via Velha Faladeira: IV E1, guia Velhinho

12) Via Quarto Escuro: IV E2, guia Velhinho

13) Via Paredão Zezão na Agulha Guarischi: 3º V E2 D2 250m, guia Ary

14) Via Olha Lá: 3º IVsup E4 D1, guia Ary

15) Via Mabelle Reis: 4° IVsup E2 D1, guia Ary

-Clube Niteroiense de Montanhismoinformações

informações

-Clube Niteroiense de Montanhismo

Rua Siqueira Campos, 77 – Santa Rosa, Niterói – RJ

-Você ganha 6 meses de associação ao clube se fizer algum curso. O valor para ser sócio é super acessível mesmo.

-O ambiente do clube é muito legal, tem parede de escalada, tem palestras, tem oficinas, tem uma galera muito legal, tem churrasco, tem cerveja.

-Em Niterói, tem um ginásio de escalada ótimo para treinar, no Rio Cricket, chama 2Hand

-Cuidado com os cursos de escalada por aí, procure ver o cronograma de aulas, a estrutura, os profissionais. Fale com outros escaladores. Desconfie de cursos de fim de semana!

Transmantiqueira Day 2 – Travessia Serra Fina

Continuando a nossa saga pela Mantiqueira…

Treino para o UTMB – CCC

Após fazer a Travessia Marins-Itaguaré no sábado (link aqui), domingo foi o dia de fazer a desafiadora Travessia da Serra Fina em apenas um dia. Para quem não conhece, essa travessia é considerada a mais difícil do Brasil, com 32kms de distância e acumulando 2810mts de desnível positivo, saindo da toca do Lobo em Passa Quatro e chegando em Itamonte, na rodovia próximo ao Hostel Picus. O terreno é extremamente técnico, com subidas em cordas, descidas íngremes e muito capim amarelo na altura da cabeça. Então pega a caneca de café, coloca pra tocar a playlist do filme Into to the Wild e senta que lá vem história.

começa a brincadeira

Acordamos às 3h da madrugada e 3h30 da manhã o café estava na mesa. Marissol nós te amamos!! Saímos de Itanhandu rumo à Passa Quatro às 4h30 da manhã e 5h30 já estávamos na Toca do Lobo. Começamos a subida ainda estava escuro, e mais uma vez vimos o sol nascer na Serra Fina: espetáculo!

O caminho é incrível, e já devo ter subido no Capim Amarelo umas dez vezes, e eu nunca me canso do visual incrível do quartzito.

Chegamos ao cume do Capim Amarelo com 2h30 de travessia. Céu limpo, sem nenhuma nuvem no céu!! Nunca tinha visto o Capim Amarelo tão aberto. O vento estava judiando, então comemos bem rápido e seguimos a travessia rumo à Pedra da Mina.

DO CAPIM AMARELO À pEDRA DA MINA

Do Capim Amarelo até a Pedra da Mina é uma bela pernada, sobe e desce vale, e em várias partes é possível se perder. Como estávamos com guia, foi muito tranquilo. Paramos para “almoçar” antes de atacar o cume da Pedra da Mina. Recuperar as energias pq a subida ali judia muito! Chegamos no cume da Pedra da Mina, o 4º ponto mais alto do Brasil em 7h. Fiquei bem feliz com o nosso tempo, pois da última vez levei 8h até lá…

Quando chegamos lá, encontramos o casal mais querido do perrengue: Se Ela Corre eu Corro – Gabriel e Cris! É sempre muito bom encontrar com esses queridos!! Eles fizeram um bate e volta de SP até Passa Quatro, subiram e desceram via Paiolinho… Se tivéssemos combinado não daria tão certo esse encontro.

DA PEDRA DA MINA ATÉ O PICO DOS TRÊS ESTADOS

Ficamos pouco tempo por ali, e seguimos, pois ainda tinha muito chão. Descemos a Pedra da Mina sentido Vale do Ruah. Dali em diante era caminho desconhecido para mim. O Vale do Ruah, é tipo um brejo, só que com Capim Amarelo passando da cabeça durante uns dois kms. Um labirinto de Capim atolando os pés na lama: maravilhoso!!

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Passando o Ruah, começamos a subida rumo ao Pico dos Três Estados. Recebe esse nome devido ao fato de ser o ponto de divisa entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O caminho até lá é com bastante sobe e desce em cristas e com um visual incrível. Paramos para comer no bambuzal, um pouco antes de atacar o cume. Mais um ponto que é bem fácil de se perder. Fiquem sempre atentos.

Iniciamos a subida do Três Estados já batia 17h, e começava mais um espetáculo da natureza. Nunca tinha visto um por do sol tão maravilhoso. Foi mágico. À esquerda o por do sol, à direita a luz refletia no Pico das Agulhas Negras e Prateleiras. Só agradecer por estar viva, com saúde e poder desfrutar de momentos tão incríveis.

DO PICO DOS TRÊS ESTADOS AO FINAL DA TRAVESSIA

Curtimos um pouco o pôr do sol e seguimos rumo ao Alto dos Ivos, o último pico da travessia, pois dali pra frente seria mais difícil pois o cansaço já batia, e com a noite tudo se torna mais difícil. Chegamos no Alto dos Ivos já eram umas 19h e pausa rápida para comer pois quase congelamos. Céu estrelado, sem nenhuma nuvem no céu. Outro espetáculo. Apagamos as lanternas e por alguns instantes ficamos em silêncio no absoluto breu, apenas vendo a magnitude do céu. Uau! Nunca vi nada parecido, pena que a câmera do celular não consegue captar as estrelas.

Iniciamos a descida com o frio já judiando. Sensação de que não acabaria nunca. Víamos as luzes da cidade ao longe, e quanto mais a gente descia, mais longe elas ficavam. Eu já estava no piloto automático. Pés doendo, fome de comida, e um pequeno mau humor batendo. Respirei fundo e tentei não pensar.

Já batia 15 horas de travessia e já não tínhamos mais pernas para correr nem na descida. Finalmente chegamos ao hotel do Pierre, um hotel desativado (antes o resgate podia ir até ali). Faltavam só mais 2km para chegar até a rodovia. E finalmente depois de 16h chegamos!! Gabriel nos esperava com cerveja. Completamos o 2º dia!! Cansativo mas extremamente recompensador!! Voltamos para o hostel, comemos e fomos dormir sem saber se iríamos ou não para o terceiro dia…

Resumo

Travessia Serra Fina

Saída: Toca do Lobo – Passa Quatro

Chegada: Itamonte

Distância: 32km

Tempo: 16h26min

Desnível Positivo: 2795mts

Desnível Negativo: 2795mts

Altitude Máxima: 2738mts (Pedra da Mina)

Transmantiqueira Dia 1 -Travessia Marins-Itaguaré

treino para utmb – ccc

Tudo começou há um mês atrás, quando eu estava estudando minha periodização para a CCC (corrida de 101km que farei em agosto), e precisa encaixar um treino de muitas horas, e fazer um bom volume de altimetria.

E esse volume alto encaixaria bem na semana do feriado de 9 de julho. Liguei para o guia (@viniciustrek), para saber se ele tinha a data estava disponível. Expliquei pra ele que precisava fazer um bom volume, e então ele me sugeriu que fizéssemos o que eles chamam de Transmantiqueira: Travessia Marins-Itaguaré, Travessia Serra Fina, e Travessia Rebouças-Rancho Caído no Parque Nacional do Itatiaia. Tudo isso em três dias. Quem conhece a região e já fez alguma dessas travessias, sabe o quanto é difícil.

Com a data definida e as travessias, convidei os meus amigos Fernando e Diego para me acompanhar. Eles de cara toparam (eu sou louca, mas tem gente que abraça minhas loucuras hahahah), e então organizamos a logística.

Ps: amigos trilheiros, não fiquem chateados comigo, convidei pouca gente, pois a minha intenção era treinar um pouco mais focado, e quando se forma um grupo grande a logística é mais difícil e fica tudo mais lento.

Nos hospedamos no Refúgio Rosetal em Itanhandu. Um hostel simples, porém muito bem estruturado e extremamente flexível em questão de horários. A Marissol, proprietária do refúgio é simplesmente a pessoa mais adorável e prestativa. Além de servir café da manhã na hora que você precisa, 3h, 4h da manhã, não importa, ela está lá sorridente e assando um pão de queijo quentinho. Tem como não amar?

Saímos de SP na sexta, por volta de 18h e 22h30 estávamos chegando em Itanhandu. Organizamos nossas mochilas, acertamos o horário de saída com o Vini e capotamos, pois 4h30 da manhã estaríamos de pé.

travessia marins-itaguaré

Saímos de Itanhandu rumo à base do Marins às 6h da manhã. O caminho para chegar lá é por estrada de terra, então é um pouco demorado. Chegamos na base às 7h30 e partimos rumo à nossa primeira travessia do fim de semana.

Em 2016 havíamos tentado fazer, mas uma tempestade nos impediu de continuar (relato aqui). E sábado eu entendi porque não poderíamos ter continuado mesmo, essa travessia é extremamente exposta, muuuuita pedra, ascensões bem escorregadias e inclinadas.

Iniciamos em um bom ritmo, e em 2h20 chegamos ao Pico dos Marins, nosso primeiro cume do dia. O dia estava simplesmente maravilhoso, céu azul, nenhuma nuvem no céu e o visual estava de encher os olhos. Fizemos nosso primeiro lanche ali no cume e então seguimos rumo ao Marinzinho.

A partir dali, o terreno começava a ficar mais técnico e os galhos e capins típicos da mantiqueira começaram a judiar das pernas.

Chegamos ao cume do Marinzinho com 3h40 de travessia, paramos ali por pouco tempo e seguimos em direção à Pedra Redonda.

O visual a partir dali consegue ficar mais lindo ainda. A vista da Pedra Redonda com o Itaguaré ao fundo é incrível.

Passando a Pedra Redonda, as escalaminhadas começam a ficar mais puxadas. A sensação que dava é que não chegaríamos nunca ao Itaguaré. Quando estávamos quase chegando ao cume, precisamos tomar bastante cuidado, pois tivemos que pular pedras com vãos de 100mts (medo), me senti bem menininha nessas horas hahahah. Chegamos ao cume com 7h50, felicidade sem tamanho. Ficamos pouco tempo no cume, pois o vento estava gelado.

Iniciamos a descida, e conseguimos correr um pouco nesse trecho, pois o terreno era um pouco menos travado.

Fechamos a travessia com 9h43, felizes por completar mais um desafio e colocar mais um ✅ em lugares que gostaríamos de conhecer. Terminamos bem inteiros e ainda no final fizemos amizade com a Dona Ruth, uma senhora gracinha que ainda nos deu uma cerveja para comemorar o sucesso do nosso primeiro dia.

Resumo

Travessia Marins-Itaguaré

Saída: Acampamento Base do Marins

Chegada: Acampamento Base do Itaguaré

Distância: 18km

Tempo: 9h43

Desnível positivo: 1811mts

Desnível negativo: 1830mts

Altitude máxima: 2391mts

Altitude mínima: 1527mts

CHAPADA DOS VEADEIROS – SUGESTÃO DE ROTEIRO (4 DIAS)

Preparativos

Chapada dos Veadeiros já era um destino muito desejado por nós do Te Levo Pra Trilha, combinamos para o feriado do dia do trabalho em Maio. A Isa falou com uma amiga que já tinha ido e que topou ir de novo. Pronto equipe formada: Eu (Sassa), Isa, Gabriel (marido), Fernando (amigo), Letícia (amiga) e Matheus (irmão da Letícia).

Entramos em contato com o River, guia de Alto Paraíso, indicado pela Le e fechamos com ele um pacote de 3 dias só com nosso grupo. Sempre que podemos contratamos guias locais, enriquece imensamente os passeios  e movimenta a economia local.

Todo mundo chegou antes de mim, cheguei sexta à noite, galera já estava com o carro alugado, um Spin pra caber todo mundo. Fomos direto pra Alto Paraíso onde tínhamos alugado uma casa pelo Airbnb.

Tem muita coisa linda nesse lugar e obviamente 4 dias é muito pouco. Mas, acredito que esses passeios são os principais e os mais procurados, espero que possa ajudar. E voltaremos pra lá, com certeza, a Chapada dos Veadeiros me surpreendeu.

NOSSO ROTEIRO

Dia 1 – Catarata dos Couros 

Encontramos com o River cedinho e partimos, sentido Brasília, pra 20kms em asfalto mais 30kms em estrada de terra. Saia bem cedo e pegue uma cachoeira bem vazia!

Passeio imperdível!! Fizemos com ele o sentido contrário do comum, começando por baixo pela vista da Cachoeira do Butijão e depois subindo para mergulhar nas quedas. As quedas são simplesmente maravilhosas.

para ler post completo das cachoeiras dos couros – clique aqui

Dia 2 – Cachoeira do Segredo e Mirante da Janela

Esse dia foi intenso, fizemos duas trilhas bem compridas. Mesma coisa, saia cedo e aproveite a cachoeira vazia. Pra mim, essa Cachoeira é muito impressionante. Tem uma natureza avassaladora, paredão de rocha ao redor deixa o visual espetacular. Fora que a queda é enorme, tem 115m de altura, muito funda. Por isso, recomendamos levar macarrão ou colete salva vidas em caso de emergência, os guias sempre levam. Tem um fio de água quente na queda, olhando pra ela, do lado direito.

Saindo de lá, fomos pro Mirante da Janela pra pegar o pôr do sol. Que coisa alucinante esse lugar. Pôr do Sol imperdível. Não esqueça a lanterna pra volta.

para ler post completo da cachoeira do segredo e mirante da janela – clique aqui

Cachoeira do Segredo

Dia 3 – Cachoeira Santa Bárbara

A dica principal pra esse passeio: Não deixe de ler o post completo.

São muitas pessoas que ficam sem senha quando chegam lá, e ela não é perto, são mais de 120 kms de Alto Paraíso. Além de chegar as 5h30 pra pegar senha, fomos entrar na Cachoeira por volta das 11h30. Ou seja, é muita vontade!

De fato, o lugar é disputado, porque a cor da piscina que forma é um tom de azul turquesa de impressionar, de cair o queixo de qualquer pessoa. O horário que conseguimos entrar também ajudou, pois o sol estava bem em cima da cachoeira, o que favorece essa cor impressionante.

Se eu pegaria essa fila novamente? Não! Só se fosse pra levar alguém que nunca foi, pois foi perrengue, muito perrengue também pro guia que fica lá agilizando tudo. É obrigatório entrar com guia.

para ver post completo da cachoeira santa bárbara – clique aqui

Dia 4 – Vale da Lua e Loquinhas

Nosso último dia, tínhamos pouco tempo, à noite tínhamos que pegar o voo. Fomos sem guia para esse passeio por não haver nenhuma necessidade.

A Le já tinha falado que o Vale da Lua era legal conhecer, mas que também não era super surpreendente. E Loquinhas recomendaram pra gente por ser bonito e rápido.

Fomos pro Vale da Lua primeiro, chegamos bem cedinho e aproveitamos pra tirar várias fotos. Depois fomos para Loquinhas, chegando um pouco mais tarde, já tinham várias pessoas nos poços. Conseguimos achar um sem ninguém e tomar um banho de despedida.

Realmente são dois passeios que não considero imperdíveis. Talvez, porque fomos pra lugares tão surpreendentes antes que esses ficaram um pouco ofuscados. Mas, foi bom, porque não tínhamos tempo pra ir pra outro lugar.

para ler o post completo do vale da lua e loquinhas – clique aqui

Vale da Lua

Vale da Lua

Achamos 1 poço vazio

Esse estava cheio!

Dicas gerais

Como chegar: Avião até Brasília e de lá partir de carro ou ônibus até a cidade de hospedagem que pode ser São Jorge (265kms) ou Alto Paraíso (240kms)

Onde ficar: Ficamos em Alto Paraíso que é mais barato, mas confesso que gostei mais de São Jorge, porém achei tudo mais caro lá. Alugamos uma casa no Airbnb, não é legal ficar muito longe da única rua principal.

Guiamento: Se podemos, pagamos um guia. Isso ajuda o turismo local, movimenta a economia e enriquece culturalmente sua viagem. Fechamos um pacote para três dias pra todo nosso grupo. O River foi espetacular, recomendamos!

River – 62 9678-3206

Alugar um carro ou não?: Passeios são mais de 50% mais baratos se você levar o guia com o seu carro. Pra gente valeu a pena porque estávamos num grupo grande. Se tiver por ex em duas pessoas, de repente compensa ir de ônibus e procurar pessoas que estejam de carro procurando gente pra dividir o valor do guia.

**Para saber detalhes de cada passeio como preços, distâncias, particularidades das trilhas, clique nos posts completos de cada dia:

Catarata dos Couros – Dia 1
Cachoeira do Segredo e Mirante da Janela – Dia 2
Cachoeira Santa Bárbara – Dia 3
Vale da Lua e Loquinhas – Dia 4

 

Vale da Lua e Loquinhas, Chapada dos Veadeiros – Dia 4

Nosso último dia de Trekking pela Chapada dos Veadeiros foi o mais tranquilo. Deixamos os passeios mais fáceis por último, pois teríamos apenas o período da manhã.

Vale da Lua

Saímos bem cedinho para o Vale da Lua. Fica bem perto de Alto Paraíso, aproximadamente 20km, na estrada sentindo São Jorge. A entrada fica à esquerda, sentido São Jorge, depois dessa entrada, tem mais 5km em estrada de terra, até a portaria.

Chegamos antes das 8h e não tinha nenhum carro no estacionamento. Pagamos a taxa de 20,00 e seguimos para a trilha. A trilha é bem fácil e curto, apenas 1,5km até chegar no Vale da Lua. É bem curta mas tem um visual incrível da chapada.

Chegamos no Vale da Lua e não tinha ninguém. O Vale era só nosso. O lugar é lindo. Muito diferente e vale muito a pena conhecer. Eu aconselharia a ir no Vale da Lua como primeira opção de passeio. Fomos por último, então não surpreendeu tanto, pois tínhamos conhecido muitos lugares fantásticos. É possível tomar banho em algumas piscinas que formam nas rochas. Nas fotos dá pra ver um pouco de como é diferente.

Tá tudo bem meninas? Querendo ser blogueiras…

Tentativa 1

Tentativa 2

Tentativa 3

Não deu…

Loquinhas

Saímos do Vale da Lua e retornamos para Alto Paraíso e seguimos direto para a Fazenda Loquinhas. É um dos passeios mais próximos de Alto Paraíso, fica apenas 5km dos centro. O custo para entrar é de 30,00 por pessoa.

As Loquinhas são pequenas piscinas naturais com águas transparentes de um verde esmeralda. É o passeio mais fácil, a trilha é toda de madeira e qualquer pessoa consegue fazer, mesmo as mais sedentárias. Por ser de fácil acesso, era o lugar mais lotado que visitamos. Muuuuita gente.

É um passeio legal para ir com tempo, para entrar nas piscinas, relaxar. Como estávamos com pressa e estava muito cheio, acabamos não aproveitando tanto. Para famílias com crianças também é uma excelente pedida.

Veja também:

Dia 1 – Catarata dos Couros
Dia 2 – Cachoeira do Segredo e Mirante da Janela
Dia 3 – Cachoeira Santa Bárbara

Cachoeira Santa Bárbara, Chapada dos Veadeiros – Dia 3

Um dia antes fizemos dois passeios: Cachoeira do Segredo e Mirante da Janela (clique aqui). O River, nosso guia, deixou bem claro que deveríamos nos encontrar às 5h da manhã, sem atrasos, para chegar na Cachoeira Santa Bárbara a tempo de conseguir senha. Motivo: são 300 pessoas a entrada máxima permitida, uma corrida contra o tempo no feriado.

Essa Cachoeira é uma das mais procuradas pela sua cor azul cristalina, ela se localiza na cidade de Cavalcante na comunidade quilombola  Kalunga, que  fica a 90kms de São Jorge ou a 122kms de Alto Paraíso. A comunidade administra toda a visitação da Cachoeira.

cachoeira santa bárbara vista do drone

Essa lotação vem de pouco tempo, portanto se você for em outros blogs com relatos anteriores a 2017 vai ver que era tranquilo entrar na cachoeira sem se preocupar tento com o horário.

A esperA

Bom, como o nosso guia foi enfático em relação a isso, dessa vez não nos atrasamos como nos outros dias. Chegamos lá e já tinha uma fila imensa, pegamos a senha 148, em questão de 30 ou 40 minutos as senhas acabaram. Na fila, muita discussão, muitos guias levando grupos que não conseguiram entrar, muito grupo bravo com o guia, gente brigando porque guias seguram vagas dos clientes que ainda não chegaram, ou seja, um fusuê, mas conseguimos!! Enquanto o River ficou na fila, fomos tomar café da manhã ali na comunidade que o River já tinha feito a reserva.

Aí quando você acha que está tudo maravilhoso, que vamos logo entrar na Cachoeira….pura ilusão! Você vai pra outro lugar, estaciona o carro e fica na fila pra entrar na estrada que vai pra cachoeira. Não sei exatamente quantos grupos são permitidos ao mesmo temo dentro da Santa Bárbara, só sei que só entrava um grupo quando saía o outro. Cada grupo pode ficar durante 1 hora, no máximo, lá dentro. Nossa vez chegou às 11h. Cansativo, tem que ser muito bonita mesmo!!

eNFIM, cACHOEIRA sANTA bÁRBARA

Entramos com o carro alugado, um Spin, deu tudo certo, porque o River conhecia cada buraco e cada poça de lama, sabia exatamente por onde passar. Mas, se você tiver dúvidas se seu carro vai passar na buraqueira e na lama ou não quiser colocar seu carro nessa situação é só contratar o pau de arara que os quilombolas oferecem.

Entramos e pegamos a estrada bem ruim, estacionamos e andamos por a pé por uns 2 kms num trilha bem tranquila.

pessoas na trilha pessoas na trilhaChegando lá uma maravilha, a Cachoeira realmente é muito bonita, com uma cor impressionante. E o mais legal, no horário que entramos o sol estava bem lá em cima, o que deixa a cachoeira muito mais azul e cristalina. Esperamos muito, mas foi recompensador.Aproveitamos muito, porque só tínhamos uma hora. Então, passamos todo o tempo na água. Foi uma delícia. Valeu a pena! Mas, não sei se eu iria de novo, é um lugar obrigatório de se visitar, mas não sei se ficaria nessa fila novamente.Mais em baixo pode-se entrar nessa queda menor, mas em feriado, fica fechada pra preservação!Almoçamos na comunidade, o almoço estava uma delícia, muito farta, muita coisa boa. Com direito à rede, excelente!!na rede

dicas e informações

-Chegar, no máximo, às 6h para ficar na fila da senha. Com a crescente procura, da próxima iria até mais cedo. Começaram a distribuir as senhas às 7h e entramos às 11h.

-R$ 20,00 a entrada da Cachoeira Santa Bárbara e R$ 10,00 para outras Cachoeiras. Uma das integrantes do grupo que já tinha ido, falou que não valia muito a pena ir nas outras, a não ser que você não consiga entrar pra Santa Bárbara.

-Local: Cavalcante, comunidade quilombola Kalunga: quilombokalunga.org.br

-Obrigatório a contratação de um guia. O nosso era de São Jorge, mas você pode contratar um guia local. O ideal é combinar tudo antes se você for num feriado.

-Café da manhã à vontade: R$ 10,00

-Almoço à vontade: R$ 30,00

– Se quiser contratar o pau de arara, sai por R$20,00

-Abasteça o carro antes, não tem posto de gasolina lá.

Cachoeira dos Couros, Chapada dos Veadeiros – Dia 1
Cachoeira do Segredo e Mirante da Janela, Chapada dos Veadeiros – Dia 2

Cachoeira do Segredo e Mirante da Janela, Chapada dos Veadeiros – Dia 2

Nosso segundo dia de Trekking pela Chapada dos Veadeiros foi o mais intenso.

Isadora e Sassa começando o 2º dia de Trekking

cachoeira do segredo

Acordamos cedinho e fomos direto para a Cachoeira do Segredo. Se você está indo com a intenção de conhecer muitos lugares e não pegar as trilhas muito lotadas recomendamos que você saia bem cedo. E nisso o nosso guia acertou em todas. De Alto Paraíso até São Jorge são 38km, e de São até a entrada para a Cachoeira são 13km. A placa indicando a entrada fica à esquerda.

Pegada de Jaguatirica

Mina d’água no meio da trilha

A entrada para a trilha custa 25,00. Chegamos na entrada às 8h, pagamos e seguimos de carro por mais 1km (se vc estiver com um carro 4×4 da pra seguir até um pouco mais adiante – passa por vários riozinhos, mas se o carro for baixo não é aconselhável passar).

A partir daí são 4km de trilha bem tranquila, passando por rios de água cristalina e um visual incrível.

E quando a gente chega na Cachoeira: UAU! Que lugar!! A Cachoeira do Segredo possui 115 metros de altura e é possível nadar até em baixo da queda. A água é bem gelada, mas no cantinho direito da queda cai uma água quentinha, onde é possível se sentar e curtir muito esse lugar especial. Mas só nade até lá se estiver com o condicionamento em dia, a correnteza da Cachoeira dificulta um pouco a chegada, mas super tranquilo pra quem está fisicamente ativo. A água é muito gelada pois nessa época do ano não bate sol. Entre setembro e março o sol ilumina e deixa a Cachoeira do Segredo mais linda ainda.

Quando chegamos na Cachoeira tinham apenas duas pessoas. Quando estávamos indo embora, praticamente lotou. Então se você quer curtir o lugar com mais tranquilidade saia cedo.

Ache a Isa na foto

Saímos da trilha por volta das 12h e fomos almoçar na Vila de São Jorge. Lugar super fofo e bem menor que Alto Paraíso, mas que tem um charme especial.

mirante da janela

Almoçamos e seguimos para a trilha que dava acesso ao Mirante da Janela. É bem fácil de chegar saindo de São Jorge, aproximadamente 1km, até a entrada. O ingresso para a trilha custa 15,00. Optamos por fazer ela à tarde pois queríamos curtir o por do sol lá do topo, e de quebra ver a lua que estaria cheia bem naquele dia.

A trilha do Mirante da Janela ao meu ver foi a mais difícil de todas que fizemos na chapada. Tem bastante subida e descida em terreno bem técnico. São 3km para ir, mais 3km para voltar. Para quem já está acostumado com trilhas é bem tranquilo. Para quem está sedentário nessa terá uma dificuldade maior.

O sobe e desce da trilha!

Quando chega no topo, lá no Mirante da Janela, você tem um dos visuais mais lindos e incríveis da Chapada dos Veadeiros. À direita, avistamos os Saltos do Rio Preto, que ficam dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e à esquerda você é presenteado com um por do sol maravilhoso.

Ficamos lá bastante tempo, curtindo o por do sol, tirando mil fotos e esperando a bela Lua cheia. Mas o tempo ficou um pouco nublado e não conseguimos vê-la nascer. Mas no caminho de volta fomos recompensados com ela linda e gigante iluminando nossa trilha. Quando a trilha ficou mais aberta, desligamos nossas lanternas e seguimos até o fim somente com à luz da lua. Simplesmente incrível!!

Time!

A lua iluminando nosso trekking noturno

Nesta trilha também tem a Cachoeira do Abismo, mas como já estava em tempo de seca, ela estava quase sem água.

Se eu puder te dar uma dica é: quando for à Chapada dos Veadeiros coloque esses dois passeios como prioridade. São realmente únicos.

Sassa e a foto clássica do Mirante

veja também:

Dia 1 – Catarata dos Couros
Dia 3 – Cachoeira Santa Bárbara
Dia 4 – Vale da Lua e Loquinhas